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Data de lançamento
28 Dez. 1945Duração
O alemão Fritz Lang (Metrópolis, Dr. Mabuse) realizou Almas Perversas com o mesmo elenco de Um Retrato de Mulher (The Woman in the Window), os magistrais Edward G. Robinson, Dan Duryea e Joan Bennett. A história foi adaptada de A Cadela (La Chienne), um clássico francês dos anos 30 realizado por Jean Renoir.
Na refilmagem, Lang fez um film noir hipnótico ao mostrar a obsessão amorosa de um homem de meia-idade (Edward G. Robinson) e de classe média por uma prostituta (Joan Bennett). Vítima do Código Hays, o filme foi bastante prejudicado na sua estréia, quando foi proibido em vários estados americanos acusado de "imoral, indecente, corrupto e por incitar ao crime".
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Um clássico noir que congrega bem a ideia de como as aparências e mentiras não conseguem ser sustentadas para sempre e podem acabar revelando traços sombrios em todos os envolvidos.
15/08/2026
ótimo
Muito bom! O título em português condiz bastante com os personagens e é melhor que o título original.
Um dos meus noir favoritos. Aqui todo mundo tem alguma característica entranhada que os fazem tomarem decisões horríveis. Johnny é demasiado narcisista e orgulhoso, além de preguiçoso e boa vida, características essenciais para qualquer explorador de mulheres. Kitty e Chris sofrem dos mesmos males: frustação, medo da solidão e a busca desesperada por um amor que o corresponda, características que, aliás, cegam a ambos, e os nivelam, pois ambos são humilhados e ofendidos com a mesma intensidade, a única diferença é que a Kitty não se importa em ser humilhada, já o Chris nem percebe sua humilhação. É engraçado como o Chris Cross vai me dando pena por ele ser feito de idiota facilmente e ao mesmo tempo raiva pela facilidade com que ele se deixa ser feito de idiota. Pior que é uma situação muito comum e fácil de se ver por aí no mundo real. No geral, o roteiro e direção são impecáveis e as atuações são boas também, mas só o Edward G. Robinson, como sempre, tem um destaque nesse quesito (baita atuação), os outros algumas vezes soam demasiados caricatos, embora no geral mandem bem também. E o final é excelente justamente por não ficar restrito ao clichê esperado pra situações como essa.
Bom filme e roteiro muito bem escrito
“Todo dia acorda um otário e um malandro”