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Um dos meus noir favoritos. Aqui todo mundo tem alguma característica entranhada que os fazem tomarem decisões horríveis. Johnny é demasiado narcisista e orgulhoso, além de preguiçoso e boa vida, características essenciais para qualquer explorador de mulheres. Kitty e Chris sofrem dos mesmos males: frustação, medo da solidão e a busca desesperada por um amor que o corresponda, características que, aliás, cegam a ambos, e os nivelam, pois ambos são humilhados e ofendidos com a mesma intensidade, a única diferença é que a Kitty não se importa em ser humilhada, já o Chris nem percebe sua humilhação. É engraçado como o Chris Cross vai me dando pena por ele ser feito de idiota facilmente e ao mesmo tempo raiva pela facilidade com que ele se deixa ser feito de idiota. Pior que é uma situação muito comum e fácil de se ver por aí no mundo real. No geral, o roteiro e direção são impecáveis e as atuações são boas também, mas só o Edward G. Robinson, como sempre, tem um destaque nesse quesito (baita atuação), os outros algumas vezes soam demasiados caricatos, embora no geral mandem bem também. E o final é excelente justamente por não ficar restrito ao clichê esperado pra situações como essa.
Baita noir. Legal que no começo você meio que tem certeza que a identidade do assassino é óbvia, mas, como acontece com os personagens, vai duvidando cada vez mais, ao longo do filme, devido o comportamento do Dixon. No fim o óbvio se sobrepõe, mas, tanto pra história quanto pro espectador, a identidade do assassino nem tem mais relevância. Excelente roteiro, direção e atuações.