There's a Time to Love - Estados Unidos da América
Tempo para Amar e Tempo para Morrer - Portugal
Sinopse
A tragédia da Segunda Guerra Mundial mostrada através da ótica de um soldado alemão que se apaixona por uma jovem conhecida de infância, num período de licença do front.
Romance de guerra bem fraquinho (a despeito de boa produção) basedo em novela de Erich Maria Remarque ("Sem Novidades No Front"), mas sem a mesma força de denúncia e crítica de sua obra mais famosa. A trilha sonora de Miklos Rozsa é boa, mas Gavin não tem força para segurar o filme como protagonista.
Co-produção teuto-estadunidense que é um drama romântico de guerra em CinemaScope e Eastman Color da Universal International Pictures e Universal Pictures indicado ao Oscar de melhor mixagem de som; no Globo de Ouro, foi nomeado a 2 categorias: melhor filme promovendo a Compreensão Internacional e vencedor de melhor revelação masculina, John Gavin (1931-2018); no Festival de Cinema de Berlim, foi indicado ao Urso de Ouro de melhor filme. O filme foi baseado no romance de 1954 "Zeit zu Leben und Zeit zu Sterben", do autor alemão Erich Maria Remarque (1898-1970).
Este filme foi a única atuação do romancista Remarque na tela. O filme foi proibido em Israel e na União Soviética por causa de seu retrato compassivo e incomum dos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Em seu penúltimo filme, o diretor alemão Douglas Sirk (1897-1987) e Erich Maria Remarque se tornaram amigos próximos durante as filmagens. Mais tarde, na Suíça, eles eram até vizinhos. O ator Karl Ludwig Lindt (1902-1971) foi creditado nos créditos de abertura, mas não nos créditos finais. Estréia de Jim Hutton (1934-1979) no cinema. O preâmbulo de abertura deste filme diz: "A Frente Russo-Alemã 1944".
Este é um dos poucos filmes americanos que retrata a Segunda Guerra Mundial e os personagens principais eram os inimigos, mostrados sob uma luz humana, cuja mensagem seria algo como: Finais felizes são um beco sem saída. Uma espécie de revisão de "Sem novidade no front". Uma mistura delirante de medieval e moderno, sentimentalismo, sutileza e composições brandas. A bela suíça Liselotte Pulver (atualmente com 95 anos) é um dos destaques da trama e Klaus Kinski (1926-1991) tem uma participação especial.
Por mais que seja visualmente belo, eu não tenho mais paciência para ver propaganda. O filme finge humanizar os alemães, mas na verdade só reforça a narrativa americana de sempre de que eles eram sim os "vilões", apenas existia o "alemão exceção" que se reconhecia como vilão.
À primeira vista parece ser uma história de amor em tempos de guerra, mas o filme revela ser mais do que isso. Mostra o lado dos alemães durante a guerra humanizando-os e revelando o óbvio, que a guerra nunca é algo bom para nenhum dos lados que se confrontam. Em resumo, traz uma bela mensagem pacifista que vai permanecer sempre atual. Já a história de amor acaba não tendo tanto destaque como se espera, mas isso não chega a prejudicar o filme que ainda traz impressionantes sequências de edifícios sendo destruídos em meio aos bombardeios aéreos.
Romance de guerra bem fraquinho (a despeito de boa produção) basedo em novela de Erich Maria Remarque ("Sem Novidades No Front"), mas sem a mesma força de denúncia e crítica de sua obra mais famosa. A trilha sonora de Miklos Rozsa é boa, mas Gavin não tem força para segurar o filme como protagonista.
Co-produção teuto-estadunidense que é um drama romântico de guerra em CinemaScope e Eastman Color da Universal International Pictures e Universal Pictures indicado ao Oscar de melhor mixagem de som; no Globo de Ouro, foi nomeado a 2 categorias: melhor filme promovendo a Compreensão Internacional e vencedor de melhor revelação masculina, John Gavin (1931-2018); no Festival de Cinema de Berlim, foi indicado ao Urso de Ouro de melhor filme. O filme foi baseado no romance de 1954 "Zeit zu Leben und Zeit zu Sterben", do autor alemão Erich Maria Remarque (1898-1970).
Este filme foi a única atuação do romancista Remarque na tela. O filme foi proibido em Israel e na União Soviética por causa de seu retrato compassivo e incomum dos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Em seu penúltimo filme, o diretor alemão Douglas Sirk (1897-1987) e Erich Maria Remarque se tornaram amigos próximos durante as filmagens. Mais tarde, na Suíça, eles eram até vizinhos. O ator Karl Ludwig Lindt (1902-1971) foi creditado nos créditos de abertura, mas não nos créditos finais. Estréia de Jim Hutton (1934-1979) no cinema. O preâmbulo de abertura deste filme diz: "A Frente Russo-Alemã 1944".
Este é um dos poucos filmes americanos que retrata a Segunda Guerra Mundial e os personagens principais eram os inimigos, mostrados sob uma luz humana, cuja mensagem seria algo como: Finais felizes são um beco sem saída. Uma espécie de revisão de "Sem novidade no front". Uma mistura delirante de medieval e moderno, sentimentalismo, sutileza e composições brandas. A bela suíça Liselotte Pulver (atualmente com 95 anos) é um dos destaques da trama e Klaus Kinski (1926-1991) tem uma participação especial.
Por mais que seja visualmente belo, eu não tenho mais paciência para ver propaganda. O filme finge humanizar os alemães, mas na verdade só reforça a narrativa americana de sempre de que eles eram sim os "vilões", apenas existia o "alemão exceção" que se reconhecia como vilão.
Lógico que no final um russo mata o alemão exceção. Nada é por acaso em Hollywood.
À primeira vista parece ser uma história de amor em tempos de guerra, mas o filme revela ser mais do que isso. Mostra o lado dos alemães durante a guerra humanizando-os e revelando o óbvio, que a guerra nunca é algo bom para nenhum dos lados que se confrontam. Em resumo, traz uma bela mensagem pacifista que vai permanecer sempre atual. Já a história de amor acaba não tendo tanto destaque como se espera, mas isso não chega a prejudicar o filme que ainda traz impressionantes sequências de edifícios sendo destruídos em meio aos bombardeios aéreos.
Jean-Luc Godard cita como o filme favorito do Sirk