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Duração
Filme encomendado pelo Departamento de Turismo e Promoções do Amazonas, sobre as belezas e riquezas naturais da região Amazônica.
"Cheguei no Amazonas com uma idéia pré-concebida e descobri que não existia a Amazônia lendária e mágica, a Amazônia dos crocodilos, dos tigres, dos índios..."
Glauber Rocha (Revolução do Cinema Novo, p 79. 1996).
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Me impressionou o filme ser a cores.
Filme 040/2024
Visto em 17/03/24
Estranho até de mais, porém tem sua relevância, muito por conta de ter sido produzido por gente de fora que vai com um olhar que compara aquela realidade com a sua, o filme tem uma atmosfera um tanto sombria. A música de Vira Lobos é forte, mas muitas vezes parece até desconexa com as imagens. Talvez porque a ideia fosse mostrar como uma grande aventura, como é difícil o "florescer da civilização" e por aí vai, deixando para focar na labuta do homem que vem de fora com a perspectiva de crescimento econômico e deixando de lado o que a região tem de mais valor, a sua riqueza natural e cultural. Talvez tenha cumprido com o seu propósito, mas se eu tivesse apenas esse filme como referencia ante de decidir sobre ir ou não até o Amazonas, eu com certeza não iria.
Há um certo posicionamento político na narrativa, mas de maneira bem piegas e atrelada ao nacionalismo tosco desse período... fica a importância somente pelas imagens que mostram a forma de viver naqueles anos na Amazônia e sobretudo em Manaus...
A única informação que achei relevante foi a origem do nome Amazonas...nada mais.
Não gostei. Se fosse apenas pelas imagens, seria um bom documentário. Porém, o tom comercial e principalmente o texto narrado é péssimo. Vale pela curiosidade, seja pelo diretor, seja pelas imagens, e só.
Para entender melhor esse filme, que a princípio parece meio deslocado no conjunto da obra do Glauber, é preciso conhecer um pouco sobre o que trouxe ele ao Amazonas, o contexto socioeconômico da região nos anos 60 e que planos a ditadura tinha para a Amazônia. Esse curta reflete um pouco cada uma dessas coisas. Escrevi uma dissertação em que fiz essa análise; quem quiser se aprofundar pode encontrar e baixar o texto completo na BDTD da Ufam.