Dirigido por
Duração
Geocleciane trabalha no lar Amparo e desenvolve um apego emocional pelas crianças, isso desencadeia uma série de ações na tentativa de dificultar a adoção dessas crianças, em especial a adoção de Laurinha. O dilema da cuidadora desperta no público uma reflexão sobre o direito à adoção e sobre a necessidade do bem estar psicológico dos trabalhadores e trabalhadoras de abrigos.
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Tenho uma relação próxima quanto à diretora e, como tal, conheço a sua sensibilidade e talento, mas, ainda assim, fiquei surpreso ao assistir ao filme: desde a abertura, com aquela impressionante demonstração de eloqüência, por parte das crianças, emocionei-me bastante. Quando Diane Veloso entra em cena, a sua entrega actancial causa um estudado incômodo, no que tange à ambigüidade das situações de "afeto excessivo" em que ela se envolve, até culminar no ato que desencadeia o doloroso desfecho. Muito bem fotografado, montado e dirigido, ainda que eu não tenha apreciado um dos componentes interpretativos e alguns elementos similares a 'flashbacks'. Mas pouquíssima coisa: durante toda a sessão, fiquei com o coração na boca, aflito pelo que acontecia na tela. É quase um drama hanekeano, com olhar feminino, 'made in Sergipe'. Boníssimo: a trilha musical é incrível, no prolongamento de nossas perturbações emocionais! (WPC>)