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Data de lançamento
8 Set. 2003Duração
Numa noite chuvosa, ao entrar numa estação do metrô Michael Corvin, um estudante de medicina, se vê no meio de um violento tiroteio entre duas facções inimigas. De um lado estão os Mercadores da Morte, grupo de elite formado por vampiros. Do outro os lycans ou lobisomens, inimigos milenares dos sanguessugas. Depois do violento embate Selene, uma bela e combativa vampira, desconfia que os lycans estavam perseguindo Michael, o que soa muito incomum, visto que tanto vampiros quanto lobisomens preferem manter distância dos humanos e não têm interesse por estes.
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guerra de rico vs pobre
Antes da modinha crepúsculo, anjos da noite já fazia história, Selene maravilhosa!
Tem Alguns Spoilers...
"Anjos da Noite" quebrou a banca na indústria do dente e do uivo! A premissa é foda demais e veio numa época em que ninguém mais esperava nada do gênero. Já tínhamos visto alguns filmes isolados mostrando lobisomens como escravos dos vampiros, mas nunca com essa abordagem tecnológica, fria e estilizada.
O clima cyber-noir sinistro da abertura, com a narração pessimista da Selene (Kate Beckinsale) lembrando do passado, mordeu de jeito neu pescoço. E depois ela manda aquele salto épico do topo da torre. O visual fortemente inspirado em "Matrix", dominado por sobretudos de couro preto, jaquetas e um aguaceiro sem fim, gelou o meu sangue e cravou imagens na retina que não saíram até hoje. De um lado, a aristocracia vampiresca cheia de pose, tomando vinho em taças dentro de uma mansão gótica refinada; do outro, os Lycans, jogados nos túneis podres dos esgotos, se fudendo e planejando uma vingança secular.
As cenas de ação são eletrizantes. É tiro pra todo lado, munição de luz ultravioleta, balas de prata, explosões e o coitado do Michael (Scott Speedman) sendo mordido por todos os cantos. E no meio desse caos nasce o romance improvável de Selene e Michael. Uma vampira com um lobisomem. Kate Beckinsale, em seu figurino clássico de vinil preto colado, fez o público do mundo inteiro uivar. Que presença, que atriz, que vampira! Ela comprou a briga e foi pra cima tanto da cúpula dos vampiros quanto dos lobisomens.
Bill Nighy ficou perfeito no papel do lendário Viktor. Quando o velho vampirão acorda da hora, tipo um século antes, o bicho pega de verdade. O diretor Len Wiseman mandou bem demais no desenho das cenas, criando uma atmosfera que mistura o horror gótico clássico com a tecnologia e armas modernas, tirando o filme do terror e jogando no terreno da ficção, sem medo de ser feliz.
O único ponto pra mim em que o filme engasga é na computação gráfica. Em vez de contratar gigantes dos efeitos visuais como a ILM ou a Weta, a produção optou por uma empresa menor de efeitos práticos e digitais mais modestos. Resultado? Transformações de lobisomens que a princípio envelheceram mal, dependendo de truques de câmera novelescos e muita maquiagem pra tentar esconder a limitação técnica. Mas revendo hoje, isso pra mim ganhou um charme que vale mais que os CGIs de plástico que entupiram o cinema.
A reta final é alucinante! O ataque dos Lycans, a invasão do covil, o passado sombrio do líder Lucian (Michael Sheen), as reviravoltas e revelações no sangue da linhagem, a traição vampiresca, as mentiras sobre o passado de Selene. Tudo em cenas frenéticas, com muita ação, numa verdadeira batalha urbana de gangues pelos esgotos da cidade! Ver isso no cinema foi uma experiência espetacular.
"Anjos da Noite" está longe de ser um filme clássico sobre vampiros e lobisomens. O longa de Len Wiseman é uma ficção muito bem pensada com os ícones do gênero, que entretém do início ao fim. A história abandonou todo o misticismo arcaico de castelos e cruzes e jogou os personagens que antes eram monstros sagrados da Universal numa guerra urbana estilizada e tecnológica. Eles trocaram as estacas de madeira por munição de nitrato de prata e as garras por balas de mercúrio líquido. O terror virou uma sci-fi de ação noir gótica, influenciado pela estética de "Matrix", com casacos longos de couro preto, tiroteios coreografados, luzes frias em azul-azulado e uma trilha sonora rasgando no metal industrial.
Kate Beckinsale, tinha feito muitas produções na época, mas aqui ela encontrou o papel de sua vida. Selene é uma vampira implacável, elegante e mortal. De macacão de vinil preto e lentes de contato azuis reluzentes, ela virou um ícone instantâneo do cinema de ação dos anos 2000. Ela não é uma donzela em perigo; ela é a força da natureza da noite que comanda o filme do primeiro ao último minuto.
A premissa da guerra secular secreta entre os vampiros e os Lycans é sensacional. E o filme ainda ganha traços de Romeu e Julieta sombrio no romance de Michael e Selene. O resultado disso num arregaço cultural que mudou o universo dos vampiros e lobisomens no cinema moderno.
Enfim, "Anjos da Noite" é um puta clássico da ficção e do novo entretenimento vampiresco dos anos 2000. Um filme estiloso, corajoso e que merece demais o respeito de quem gosta do gênero. E a Selene... bom, a Selene com aquela roupa de vinil continua sendo a musa suprema da ação dessa era!
14.06.2009
Nunca tinha visto nenhum, conhecia só pelos pôsteres icônicos de locadora. Resolvi encarar ver toda a saga; realmente o filme é bem bom, ótima ação, fantasia, toda a estética do filme é muito chamativa e icônica.