Últimas opiniões enviadas
Elas são fáceis pois estão com T.
A busca, simultânea, por um amante e a figura do pai ausente
"A verdade às vezes é o veneno que mata o amor."
É impossível analisar este filme sem louvar a partitura de Morricone. Ela dita o tom melancólico, sensual e trágico da obra, elevando cenas ordinárias a um patamar operístico
Mastroianni não atua; ele habita a tela com seu cansaço elegante. Sua capacidade de transmitir culpa e luxúria apenas com o olhar é magistral
A Direção de Arte e Fotografia
Incesto. A Agonia do Envelhecimento. A Ambiguidade Moral.
O segundo ato sofre de uma letargia que, embora intencional para mostrar a paralisia do protagonista, pode alienar
A desarmonia profunda entre a forma artística agradável e o conteúdo moral destrutivo.
Incesto tratado não como abominação, mas como tempero dramático e erótico.
O diretor induz o público a desejar o pecado junto com o protagonista.
"Você é perfeita assim." — A objetificação extrema. Helena deixa de ser humana para ser uma obra de arte na coleção de Nick
Sherilyn Fenn presa em uma caixa, sem poder usar linguagem corporal dos membros, ela entrega uma performance feroz usando apenas os olhos, a voz e a expressão facial para dominar as cenas
A premissa de transformar uma mulher na "Vênus de Milo" de um homem inseguro é uma metáfora brilhante (embora repulsiva)
Inadequação e Loucura. Amor Vs. Posse.
O Final "Foi Tudo um Sonho" uma saída covarde para evitar ainda mais fúria do público
No segundo ato, a narrativa empaca. O filme torna-se repetitivo, limitando-se a ciclos de Nick implorando por afeto e Helena o insultando
Jennifer Lynch tenta emular a atmosfera onírica de David Lynch, mas falta-lhe o domínio do tom
A obsessão como negação da recusa em aceitar a rejeição.
O contraste gritante entre amar (desejar o bem do outro) e a possessividade demoníaca disfarçada de afeto.
O recurso do "sonho" retira o peso da Justiça que uma obra de arte moralmente sólida deveria buscar.
"Há um tempo em que as mulheres se transformam." — Uma frase que flerta com o rito de passagem biológico feminino, elevado aqui à monstruosidade literal
Nastassja Kinski possui uma beleza quase felina, e seu olhar transita perfeitamente entre o pavor de uma menina assustada e a predação de uma besta enjaulada
Um pesadelo psicanalítico freudiano
Repressão e o Monstruoso Feminino. Incesto. A Maldição do Determinismo.
A montagem por vezes privilegia o estilo em detrimento da urgência narrativa. Há momentos em que o transe estético beira a letargia
Perda da Ambiguidade
Heard com seu personagem, carece de carisma. Diante da potência bestial de McDowell e Kinski, o protagonista humano soa frequentemente apático
A maldição apaga a capacidade humana de escolha moral, contrariando a vontade livre amparada pela Graça.
Irena tenta controlar os apetites sensitivos, mas o roteiro decreta que a virtude é impotente diante da "maldição da carne".
O mal de Paul não é visto como uma dolorosa privatio boni, mas como um poder predatório inebriante e esteticamente superior.
Um universo cinematográfico calvinista/pagão, onde o sangue profano dita as regras e o Sangue Redentor de Cristo não existe para libertar.