Em Night of the Demon acompanhamos um psiquiatra renomado, Dr. Holden, que se envolve numa trama de assassinato e misticismo colocando em dúvida suas posturas contrárias a superstições, cultos e fenômenos sobrenaturais quando viaja para um congresso em Londres, com o objetivo de desmascarar um líder de uma seita demoníaca e demonstrar que o homem é uma fraude.
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Filme 33 de 2026
Incrível como o visual e a fotógrafa dos filmes antigos eram tão bonitas, principalmente os de terror . Um dos melhores filmes sobre bruxaria que eu já vi, não envelheceu nem um dia . Atuações boas, uma trama boa.
- o monstrão pode até ter ficado datado hoje em dia (eu mesmo não achei), mas todo o resto ainda funciona muito bem ainda hoje
- um ótimo suspense psicológico, trabalha muito bem a atmosfera que vai ficando mais perturbadora a medida que avança
O que realmente nos assusta mais, o monstro que vemos ou aquele que somos forçados a imaginar?
Um horror psicológico que se ergue, desafiador, entre o gótico clássico e a brutalidade moderna
Um thriller investigativo que se decompõe em um pesadelo sobrenatural
"Mas onde começa a imaginação e termina a realidade?" (Joanna)
"Não se pode criar medo. Só se pode liberar o medo que já está lá." (Holden)
"Ele vai estar olhando por cima do seu ombro pelo resto da sua vida." (Joanna para Karswell, sobre o Demônio)
Ciência Vs. Sobrenatural
O Poder da Sugestão e da Crença
A Arrogância Intelectual
Aula magna sobre como criar suspense e pavor através da atmosfera, do enquadramento e do som
Um vilão para a eternidade. Seu Dr. Julian Karswell é a personificação do mal banal e intelectualizado
Hoje, Karswell seria visto como o líder de uma 'religião minoritária' e o Dr. Holden seria acusado de 'intolerância' por tentar expô-lo. O filme vem de uma época com mais clareza moral. Critica a imprensa e a academia, que dão palco para figuras como Karswell em nome de uma falsa equivalência. Holden é o único com coragem de chamar o charlatão de charlatão
O filme mostra a decadência da aristocracia europeia, que se volta para o ocultismo e cultos pagãos por falta de um propósito real. Karswell é um nobre entediado brincando com fogo
A tensão no filme de Tourneur está na escolha narrativa de apresentar a entidade demoníaca tanto no prólogo quanto no clímax, subvertendo a convenção do gênero, que geralmente, reserva a revelação do antagonista para o ápice da narrativa ou opta por sua completa abstração.
Portanto, longe de configurar um mero artifício de antecipação, a aparição inicial do demônio, aliada à sua inevitável manifestação final, estabelece um fato inabalável para o espectador: a existência tangível da ameaça.
Essa certeza, ao invés de atenuar o suspense, paradoxalmente o intensifica de maneira exponencial. Sabemos a aparência da criatura e do seu potencial destrutivo. Quando o personagem de Dana Andrews expressa ceticismo quanto ao seu destino, o público, munido da prova visual da ameaça, experimenta uma apreensão real por sua segurança.
Claro, é uma camada de tensão acrescentada, mas me pergunto: qual seria o resultado se o público não tivesse a certeza sobre a existência da entidade?
Fato é que o Tourneur já tinha em seu currículo obras carregadas de ambiguidade. Sobre “Night of the Demon”, Tourneur acreditava que a obra seria mais impactante se investisse apenas na sugestão de uma ameaça ao invés de mostrá-la. Mas não era o que produtor do filme achava.
P.S. É sempre uma alegria assistir esses filmes na companhia da minha mãe.
Arraste-me pro Inferno é praticamente remake/cópia desse filme, cena por cena.