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Data de lançamento
13 Julho 1995Duração
Três guerreiros mortais são atraídos a uma ilha misteriosa, onde enfrentam inimigos terríveis, como o espectro Scorpion (Chris Casamassa) e o lin-kuei Sub-Zero (François Petit) em um combate decisivo. São eles: Sonya Blade (Bridgette Wilson), agente da força especial americana; Johnny Cage (Linden Ashby), um vaidoso ator; e Liu Kang (Robin Shou), um legítimo monge Shaolin. Eles foram os escolhidos para defender o destino da Humanidade em um milenar torneio, o Mortal Kombat. Com a proteção do poderoso deus do trovão Raiden (Christopher Lambert), eles terão de superar seus medos e inseguranças para derrotar o campeão do torneio, o gigante de quatro braços Goro, e o maligno feiticeiro Shang Tsung (Cary-Hiroyuki Tagawa).
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Cara ficou incrível para o ano que foi feito 95, gostei bastante
Revisitar a primeira tentativa de adaptar as arenas sangrentas de Mortal Kombat para os cinemas exige deixar o saudosismo de lado. Ao despir o filme de sua estética dos anos noventa e da forte memória afetiva do público, revelam-se falhas estruturais, técnicas e narrativas que o tempo não perdoou. A obra sofre de uma grave crise de identidade, oscilando de forma atabalhoada entre um melodrama excessivamente sério e uma comédia pastelão involuntária. O diretor Paul W.S. Anderson entrega um projeto sem coesão, que parece ter sobrevivido na época mais por conta do marketing e das referências rasas aos jogos do que por seus méritos cinematográficos.
O desrespeito à mitologia original é um dos pontos mais críticos. Ícones complexos como Sub-Zero e Scorpion são reduzidos a capangas sem voz, enquanto outros guerreiros servem apenas como sacos de pancadas para os heróis da Terra. O caso de Sonya Blade é um retrato desse desperdício: introduzida como uma agente durona e independente, ela é gradativamente rebaixada ao exausto clichê da donzela em perigo, perdendo qualquer agência no clímax da trama. O elenco, no geral, entrega atuações que beiram o amadorismo. Enquanto Robin Shou convence fisicamente, mas esbarra na falta de carga dramática como Liu Kang, Christopher Lambert surge como um erro crasso de escalação. Seu Raiden apático e irônico sabota completamente a imponência e o peso que um deus e mentor deveria ter.
A inexperiência de Anderson na direção do gênero de ação agrava significativamente os problemas do longa. As coreografias de luta são lentas, sem impacto e visivelmente ensaiadas, forçando a montagem a utilizar cortes esquizofrênicos e ângulos ruins na tentativa de mascarar as deficiências físicas do elenco. Além disso, a higienização comercial do estúdio, que removeu o banho de sangue e os clássicos Fatalities em prol de uma classificação indicativa mais branda, esvaziou a essência subversiva e o real senso de perigo que definiam a franquia nos fliperamas.
Visual e sonoramente, o filme também envelheceu mal. A insistência em uma trilha sonora eletrônica incessante transforma a narrativa em um longo videoclipe, retirando a gravidade das cenas de combate. A restrição orçamentária fica evidente nos cenários que parecem galpões abandonados, nos figurinos limpos que lembram fantasias de Halloween e em um CGI constrangedor. Até mesmo o animatrônico de Goro, uma escolha ambiciosa para a época, resulta em um vilão de movimentos travados e comicamente desajeitados. No fim, a adaptação rui sob o peso de suas limitações e escolhas rasas. Contudo, o cinema é uma experiência subjetiva, e a nostalgia do espectador ainda pode encontrar diversão genuína no meio desse caos, fazendo da obra um excelente objeto de estudo sobre os tropeços de se adaptar videogames para as telonas.
O filme da minha infância. Trilha sonora inesquecível e boas cenas de luta. Os efeitos visuais são ruins, mas ok para a época.
Esse filme marcou muito a minha infância; sempre que passava no Sbt, eu assistia.
Sem dúvidas, é a melhor adaptação de videogame para o cinema, sendo extremamente fiel em termos de roteiro, lutas, cenários, figurinos, caracterização e personalidade dos personagens.
As grandes cenas de combate são muito bem coreografadas e o animatrônico do Goro é espetacular. Embora o Cgi hoje em dia esteja bastante datado, para os padrões da época eram bons, e a trilha sonora é icônica.
Robin Shou está excelente como o carismático Liu Kang, assim como Cary-Hiroyuki Tagawa como o vilão Shang Tsung. Trevor Goddard foi muito bem como Kano, enquanto Bridgette Wilson (Sonya Blade) e Talisa Soto (Kitana) trazem muita beleza e sensualidade a suas personagens.
Alguns criticam a ausência de gore e dos fatalities, mas, na minha opinião, essa decisão foi um grande acerto, pois nem tudo o que funciona em um jogo vai funcionar em um filme.
Embora eu deteste o diretor Paul W.S. Anderson, ele acertou e muito aqui. De longe, o melhor trabalho de sua carreira, uma pena que ele tenha se perdido completamente posteriormente.
Um ótimo, divertido, subestimado e memorável filme/adaptação de videogame.
Ranking:
8.0/100=(Mortal Kombat 1) Mortal Kombat (1995)
5.0/100=(Mortal Kombat 4) Mortal Kombat 2 (2026)
4.0/100=(Mortal Kombat 2) Mortal Kombat - A Aniquilação (1997)
4.0/100=(Mortal Kombat 3) Mortal Kombat (2021)
Mortal Kombat (1995) não é um forte candidato ao Oscar de melhor roteiro, e nem tenta ser. Ele é um filme B de Hollywood feito com um respeito tremendo pelo material de origem, abraçando a cafonice charmosa dos anos 90 com muita dignidade.
É divertido, nostálgico e tem uma energia contagiante. Continua sendo, para muitos, a melhor e mais divertida adaptação da franquia para as telonas.