A alta sociedade russa do século XIX, acompanhamos a história de Anna Karenina, uma mulher casada apaixonada perdidamente por um jovem militar. Anna terá coragem de abandonar a família e lutar contra as convenções sociais para viver esse amor proibido?
Com grande atuação de Vivien Leigh (E o Vento Levou...) e direção sensível de Julien Duvivier (O Demônio da Argélia), Anna Karenina tem diversas cenas memoráveis, como a da sessão de mesa girante, fenômeno que deu início aos estudos de Allan Kardec sobre as manifestações dos espíritos na Europa do século XIX.
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O filme Anna Karenina (1948), estrelado por Vivien Leigh, é uma adaptação do romance de Liev Tolstói que, além de explorar o amor proibido, escancara a hipocrisia das convenções sociais da época. Sob a direção de Julien Duvivier, essa versão enfatiza, de forma contundente, o abismo entre a maneira como a sociedade julga o adultério masculino e o feminino. E, convenhamos, isso não ocorria somente na aristocracia russa; em todas as sociedades tal atitude, a despeito das circunstâncias em que ocorresse, era vista com repúdio.
Enquanto os casos extraconjugais dos homens são tratados no filme com desdém e até humor, como desvios triviais e aceitáveis, a infidelidade feminina assume um tom sombrio e imperdoável. Logo de início vemos uma esposa traída sendo aconselhada a acreditar no amor do marido e a relevar suas aventuras, pois são consideradas "banais".
Entretanto, quando o enredo volta-se para a história de Anna e o Conde Vronsky, a densidade da trama muda totalmente. Anna passa a ser julgada onde quer que vá, torna-se um símbolo de vergonha e escândalo. Interessante pois em certo momento, fica claro que essa mesma sociedade mostra-se leniente com traições femininas, desde que discretas e que não desestruturem o casamento, enquanto denigre a mulher que desafia essas normas ao escolher o amor em detrimento das aparências.
Nesta versão, não há vilões absolutos ou vítimas inquestionáveis. O marido de Anna, retratado como frio e calculista, não é alguém perverso. Seu personagem ganha momentos de humanização e empatia, tornando toda a tragédia ainda mais complexa e dolorosa. A cinematografia de Henri Alekan, aliada aos figurinos requintados de Cecil Beaton, reforçam visualmente a dualidade entre aparência e realidade, amor e condenação.
Revendo o filme me lembrei de frases feitas, como: "o que começa errado nunca dará certo" e "não se pode ser feliz causando a infelicidade de outros". Quase um vaticínio, pois a protagonista é conduzida aos poucos a um ciclo de rejeição e isolamento, explorado com maestria pela atuação hipnotizante de Vivien Leigh. Seu olhar intenso transmite a angústia crescente da personagem, tornando-a quase translúcida aos nossos olhos. Um close em seu desespero torna a cena final inesquecível.
Assim, Anna Karenina (1948) não é apenas uma história de romance e tragédia, mas um retrato cruel das contradições sociais, em que a liberdade da mulher é vista como um perigo e sua felicidade como um preço caro a se pagar.
Baseado no romance homônimo de Leon Tolstói que ainda não li.
Já vi 2 versões,gostei mais da versão com a Keira por gostar dela também ajudou,mas essa bem antiga em preto e branco não funcionou pra mim.
Os figurinos da Anna são lindos,ela também,mas a história passa corrida em relação aos sucessores,não gostei disso,fora que tem muitas coisas diferentes como a mesa dos espíritos,o final e os filhos.
Tudo bem que essa possa ser mais fiel ao original,mas como já tinha visto os outros não tem como não comparar.
Os homens todos velhos e feios e as mulheres novas e bonitas caindo na deles,o que a reputação não fazia ou faz ainda?!
O amado com cara de professor Girafales.
Percebi que a Anna tinha sérios problemas nesse,nos outros gostava dela mesmo ela não merecendo,mas aqui não torci pra ela de jeito nenhum.
Alexey Karenin toda hora, que chatice!
Mais uma versão (das 10 produzidas para o cinema), do clássico do russo Tolstoi, Anna Karenina. Desta feita uma Anna morena, Vivien Leigh, para contrapor com Greta Garbo que protagonizou a produção de 1935. Ambas muito belas. Este filme é mais completo na narração da estória, destacando-se a cena final.
Nunca li a obra literária original e nem vi outra versão cinematográfica da mesma e, portanto, não posso fazer comparações. O que posso dizer é que só tive boas impressões desse filme. A direção, a fotografia, as atuações do elenco, tudo parece funcionar muito bem nele. Uma obra fascinante e atemporal.
Que sonho achar esse filme com legenda pois meu inglês não está a altura de todo mundo antes dos anos 70 que porra de jeito de falar é esse? Ajuda nóis filmes antigos.