A câmera de Hiroshi Teshigahara nos leva para dentro, para fora e ao redor de edifícios e de um parque projetados por Antonio Gaudí (1852 – 1926), arquiteto catalão, ceramista e escultor. Teshigahara sugere a influência de igrejas e mosteiros românicos em Gaudí e também a influência das grutas e penhascos de Montserrat, perto de Barcelona. Cada linha de Gaudí parece curvada, e nenhuma superfície é sem texturas. Com pouca narração, o filme nos leva à Casa Vicens, aos projetos para o industrial Güell (incluindo a Cripta da Colônia Güell e o Parque Güell), à Casa Batlló, à Casa Milà e ao símbolo de Barcelona, o inacabado Templo da Sagrada Família.
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tive medo
Creio que esse filme tenha dois objetivos: um educacional e outro artístico. O educacional seria difundir a obra de Gaudi e talvez ser utilizado em aulas de arquitetura. Com a disseminação da internet, youtube, pinterest e afins creio que essa "função" tenha se perdido.
Como obra artística ele tenta evocar no público um modo de meditação e contemplação, com a música e as curvas sinuosas servindo como mantra. Porém a câmera tremida por vezes, narração no final e colocação de registros fotográficos históricos para mim quebram esse estado imersivo. Resultado em tanto decepcionante.
Amo Gaudí e vou ver pra tentar reviver Barcelona :´(
"Tudo sai do grande livro da natureza;
As obras do homens já são um livro impresso"
( Antonio Gaudí)
No meio de toda estupidez da humanidade, às vezes surge em diferentes áreas da cultura um gênio .Gaudi é um bom exemplo disso .Um arquiteto que criou o próprio estilo e que é único e inconfundível , O documentário é soberbo porque soberbas são as obras filmadas. É claro que o talento de Teshigahara está presente, o que faz o espetáculo ficar melhor ainda. Absolutamente imprescindível para quem tem um mínimo de sensibilidade e bom gosto.