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Data de lançamento
25 Set. 2026Duração
Filmado à noite dos telhados de Tel Aviv, este documentário investigativo examina as vítimas civis das operações militares de Israel em Gaza e os sistemas por trás dos assassinatos seletivos de palestinos.
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Revoltantemente chocante... 😳😳😳
Como disse Millor Fernandes, somos um macaco 🐵 🐵 🐵 que não deu certo...
Um documentário depoimental, com estrutura telejornalística, m que o co-diretor está sempre iluminado, diante de algum entrevistado cuja voz, silhueta e letra são digitalmente modificados, e estes falam, falam e falam, e tudo é aceito como verdade inquestionável, pois não apenas é chocante, como comprova a urgência denuncista da obra. Tinha como um projeto desses dar certo? Na gana por recebimento de prêmios, sim. Na contagem de aplausos de festivais, idem. Mas não apenas é cinematograficamente fraquíssimo, como chega a ser procedimentalmente anti-ético, na ausência de apuração dos fatos, e no sensacionalismo da imagem-choque do desfecho. Insisto que, naquilo que ele traz à tona, é forte, necessário, urgente, etc., mas a maneira como isso ocorre é assaz questionável, além de insuportável em todas as acepções possíveis para o adjetivo. Puro reflexo da conjuntura de crise política que nos atinge, urgh! (WPC>)
Está nos cinemas brasileiros com distribuição da Vitrine Filmes o novo e contundente documentário dirigido pela dupla israelense Yuval Abraham e Rachel Szor, ganhadores do Oscar pelo filme “Sem chão” (“No other land”), em 2025. O jornalista Yuval Abraham e a ativista Rachel Szor se reúnem novamente para tratar da guerra sem precedentes e a consequente crise instalada na Faixa de Gaza pelas tropas israelenses. Em “Sem chão” (que ao lado deles tinha outro codiretor, Hamdan Ballal, sequestrado, preso e quase morto pelos militares israelenses devido à repercussão do filme anterior), a história se passava na zona de tiro de Masafer Yatta, região no sul da Cisjordânia (próxima a Hebron), composta por cerca de 20 aldeias palestinas que foram massacradas, o que forçou a população a fugir de lá. Agora, em “Naza” (2026), os diretores investigam os mecanismos de extermínio em massa na Faixa de Gaza, por Israel, a partir do ponto de vista de 24 soldados, militares e agentes de Inteligência do Exército que atuam em operações especiais na guerra iniciada em outubro de 2023. São depoimentos crus, reveladores, de deixar qualquer um estarrecido, com nó na garganta; sentados no terraço de um velho prédio em Tel Aviv, eles contam (parte deles com muita tranquilidade) como eram as missões que chegavam até eles: de matar qualquer um em movimento, com uso de equipamentos e armas de precisão, atirando bombas em bairros inteiros para eliminar integrantes do Hamas, a organização terrorista da Palestina. Em um dos depoimentos, um oficial relembra a suspeita de um integrante do Hamas num prédio, então ordenou o lançamento de um míssil; quase uma centena de inocentes morreu, e não localizaram o terrorista. Aí está o significado da palavra “Naza”, um acrônimo militar em hebraico utilizado pelos serviços de Inteligência de Israel para se referir a "danos colaterais", ou seja, a estimativa de quantos inocentes podem morrer em um ataque, mesmo que for para a captura de um membro do Hamas. Portanto, o filme evidencia o que a mídia estampa nos jornais pelo mundo afora: em Gaza ocorre um genocídio escancarado, orquestrado, aos olhos do mundo. Dados oficiais apontam mais de 74 mil mortos (incluindo 1.500 mortes registradas após o início do cessar-fogo) e 174 mil feridos em Gaza desde 2023, o que muitos acham subestimado. Crianças, bebês e mulheres são as principais vítimas, e há milhares de desaparecidos nos escombros – Gaza foi praticamente ao chão após inúmeros bombardeios nesses três anos de uma guerra insana autorizada pelo primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu e com apoio dos Estados Unidos. O filme reúne esses depoimentos inéditos, de homens enfurnados numa guerra voraz, questionados pelos diretores em torno da ética militar. A première do filme ocorreu em setembro passado, no Festival de Veneza, onde concorreu ao Leão de Ouro, e ganhou lá cinco prêmios, incluindo o Prêmio Especial do Júri. Também foi exibido nos festivais San Sebastián, Nova York, Zurique e Bolonha, e é forte candidato ao Oscar de melhor documentário de 2027. Um dos melhores documentários do ano. Assistam. POR FELIPE BRIDA - Publicado no blog Cinema-naweb blogspotcom
Emblemático como lembra o também documentário "O Ato de Matar", mas se lá era com torturadores indonésios que colocavam a mão na massa e tinham contato direto com as vítimas, aqui é um pessoal genocida que tortura, mata e faz limpeza étnica achando que joga videogame com drone e IA.
IMPRIMATUR - visto no cinema em 2026:
Infelizmente o cinema em que fui estava com problema no som e o áudio do filme estava muito baixo. Como o filme é totalmente feito nas sombras, a experiência ficou pior ainda. Acabei desmotivado até para avaliá-lo... pelo seu teor didático informativo, a produção é, essencialmente, uma peça de jornalismo investigativo em formato de cinema, mas que quase não supera o limite de uma reportagem. Sua iniciativa de um olhar predial em cima de uma arquitetura do silêncio, é ótima. Tanto, que estou com vergonha de não ter gostado (tão aclamado e a nota aqui é altíssima)... independente do meu relativo gosto, o desfecho do filme é marcado por uma crueza avassaladora.
Avaliação em nota: 7.9