Depois do extremo mal-estar que o recente BEM-VINDOS DE NOVO me causou, resolvi conferir um trabalho anterior do mesmo cineasta - e confirmei que ele é um excelente fotógrafo, mas, quando aparece em cena, estraga a elegia familiar pretendida. Se Mitsue é uma pessoa (e atriz) maravilhosa, seu neto a converte numa parenta com funções semi-empregatícias: mal ele chega na casa dela e já marca para sair com alguém; quando desperta, chateia-se porque ela não o despertou para ensinar uma receita de costela; quando seus óculos de sol somem, é ela quem precisa prestar contas. Felizmente, a cena do baile faz com que esqueçamos quaisquer desafetos: planos maravilhosos, coadjuvantes sublimes, um registro mui singular, em que a câmera reenquadra as fotografias dos japoneses mortos na parede... Mas o neto insiste em forçar a barra, em choramingar: a cena em que ele descreve os preparativos matrimoniais de sua avó, enquanto assistem à filmagem das Bodas de Ouro dela, possui o mesmo incômodo pretensamente emotivo que fez com que o longa-metragem contemporâneo me fizesse tão mal. Marcos Yoshi parece uma versão masculina da Petra Costa, quiçá ainda mais exibicionista (com ótimos motivos para tal: é bonito e possui uma história peculiar de vida). Mas este curta é fofinho. Prestarei atenção aos trabalhos vindouros deste diretor e excelente fotógrafo. A beleza do enquadramento na seqüência dos créditos finais encantou a minha mãe! (WPC>)
Depois do extremo mal-estar que o recente BEM-VINDOS DE NOVO me causou, resolvi conferir um trabalho anterior do mesmo cineasta - e confirmei que ele é um excelente fotógrafo, mas, quando aparece em cena, estraga a elegia familiar pretendida. Se Mitsue é uma pessoa (e atriz) maravilhosa, seu neto a converte numa parenta com funções semi-empregatícias: mal ele chega na casa dela e já marca para sair com alguém; quando desperta, chateia-se porque ela não o despertou para ensinar uma receita de costela; quando seus óculos de sol somem, é ela quem precisa prestar contas. Felizmente, a cena do baile faz com que esqueçamos quaisquer desafetos: planos maravilhosos, coadjuvantes sublimes, um registro mui singular, em que a câmera reenquadra as fotografias dos japoneses mortos na parede... Mas o neto insiste em forçar a barra, em choramingar: a cena em que ele descreve os preparativos matrimoniais de sua avó, enquanto assistem à filmagem das Bodas de Ouro dela, possui o mesmo incômodo pretensamente emotivo que fez com que o longa-metragem contemporâneo me fizesse tão mal. Marcos Yoshi parece uma versão masculina da Petra Costa, quiçá ainda mais exibicionista (com ótimos motivos para tal: é bonito e possui uma história peculiar de vida). Mas este curta é fofinho. Prestarei atenção aos trabalhos vindouros deste diretor e excelente fotógrafo. A beleza do enquadramento na seqüência dos créditos finais encantou a minha mãe! (WPC>)
Muito bommm, me lembrou bastante os curtas da Kawase e o curta da Petra!!!