Eurico Cruz amanhece irritado. Sabe que algo está por acontecer. Um bilhete, assinado por um A. lhe anuncia sua morte. Quem o ameaça? Embaralham-se os espaços, as personagens, suas paixões extremas, seus ódios, amores e suspeitas.
- por mais que seja bastante teatral, praticamente uma peça filmada, eu achei toda cinematografia excelente - o diretor mostrando que só evoluiu com o tempo e apresenta um filme visualmente impecável - apesar da trama não ter me pegado, já imaginei para onde iria desde o começo, gosto da atuações
Eu estava muito ansioso pra ver esse depois de ter AMADO o Quase Memória. Mas né, não devia ter visto, acho. Muito fraco, oco, repetitivo. Não deu pra mim.
Olho pra ti e te amo. Olho pra ti e te execro. Olho pra ti e te vejo envelhecer debaixo dos meus olhos. Vejo as rugas saltarem por debaixo da tua pele. Vejo teus cabelos se tornarem ralos e foscos. Vejo as tuas costas irem se envergando. E a gordura te invadir lentamente como um cadáver que incha. Vejo os teus gestos se tornarem lentos, como se a morte já se acomodasse no teu corpo. Vejo teu vigor te abandonar. Vejo teu sexo murchar dentro de mim exausto. Vejo o prazer que te dou ao te sugar - sanguessuga faminta. Vejo teus olhos embaçados e te desprezo pela juventude perdida. Por tudo que te espreita. E, maldita, ainda sim te amo. Castigo por algum torpe pecado que cometi e que me condena a esse desejo espúrio. Ficar acorrentada a um velho, breve decrépito. Isso não pode ser amor... É doença... E a cada manhã quando eu te vejo ao meu lado... Babando... A boca aberta, os dentes amarelos, o bafo fétido de pesadelos, eu rezo pela cura... Eu tenho uma doença... Que se alimenta não do meu amor - que nunca existiu, mas do teu que me escraviza... Então eu penso na esposa. E essa lembrança te torna ainda mais abjeto. Mas ao invés de me afastar de ti, mais presa eu fico pela tua sordidez...
Só consegui chegar na metade. Pavoroso!
- por mais que seja bastante teatral, praticamente uma peça filmada, eu achei toda cinematografia excelente
- o diretor mostrando que só evoluiu com o tempo e apresenta um filme visualmente impecável
- apesar da trama não ter me pegado, já imaginei para onde iria desde o começo, gosto da atuações
Estrutura de teatro.
Spoladore e Ubach muito lindas.
Eu estava muito ansioso pra ver esse depois de ter AMADO o Quase Memória. Mas né, não devia ter visto, acho. Muito fraco, oco, repetitivo. Não deu pra mim.
Tem um monólogo da Simone Spaladore que ocorre já próximo do fim do filme que é muito foooodaaa. Queria ter a capacidade de lembrar dessas coisas
Olho pra ti e te amo. Olho pra ti e te execro. Olho pra ti e te vejo envelhecer debaixo dos meus olhos. Vejo as rugas saltarem por debaixo da tua pele. Vejo teus cabelos se tornarem ralos e foscos. Vejo as tuas costas irem se envergando. E a gordura te invadir lentamente como um cadáver que incha. Vejo os teus gestos se tornarem lentos, como se a morte já se acomodasse no teu corpo. Vejo teu vigor te abandonar. Vejo teu sexo murchar dentro de mim exausto. Vejo o prazer que te dou ao te sugar - sanguessuga faminta. Vejo teus olhos embaçados e te desprezo pela juventude perdida. Por tudo que te espreita. E, maldita, ainda sim te amo. Castigo por algum torpe pecado que cometi e que me condena a esse desejo espúrio. Ficar acorrentada a um velho, breve decrépito. Isso não pode ser amor... É doença... E a cada manhã quando eu te vejo ao meu lado... Babando... A boca aberta, os dentes amarelos, o bafo fétido de pesadelos, eu rezo pela cura... Eu tenho uma doença... Que se alimenta não do meu amor - que nunca existiu, mas do teu que me escraviza... Então eu penso na esposa. E essa lembrança te torna ainda mais abjeto. Mas ao invés de me afastar de ti, mais presa eu fico pela tua sordidez...