Lenz deixa a Inglaterra e retorna a Paris em busca de seu amor Madeleine, que sumiu misteriosamente. Durante sua busca, conhece Hélène, uma enfermeira em luto com a perda de seu filho, enquanto se vê mergulhado no sombrio e cruel submundo da pornografia.
É um filme bastante extenso, imersivo e poético. Gostei da forma que foi feito, a montagem, como se fosse um videoclipe longo, melancólico e muito intimista. Me parece ser o tipo de filme pra assistir sozinho, uma experiência de uma pessoa só, pq tem essa atmosfera pessoal, intima, como se a obra falasse diretamente conosco. Os textos são simples mas muito profundos, e se não fosse as atuações não faria tanto sentido. Enfim, vai parecer excessivamente longo pra alguns (e de fato é), mas vale a pena dar uma chance, por ser algo tão diferente e fora da curva. Eu realmente gostei de como ele me manteve entretido, por causa da trilha e atuações, e muito da forma que foi editado tbm.
A história num geral, é simples de entender. Uma mulher descontente com sua vida e trabalho, busca sentir novas sensações no sexo com homens diferentes. Ela me pareceu ninfomaníaca, e quer sempre atingir um novo ápice, sentir algo diferente, e por isso aceita ser violentada, humilhada. Ela conhece um cara (que mais tarde descobre os amantes) e eles se apaixonam. Ele deixa uma outra garota pra ficar com ela. Essa outra garota é narcisista, e seu pai aprova tudo o que ela faz, em contrapartida abusa da própria filha, e a mesma permite. Ela é a filhinha do papai. Mas sabe que o velho é um escroto pervertido, e só aceita isso pq o mesmo realiza todas suas vontades. Em determinada cena, numa conversa com o ex da filha, o velho discorre sobre os peixes e nós. Eu achei essa cena e a fala do velho particularmente belas.
O amigo do cara que se apaixonou pela ninfomaníaca, o trai, é o que da a entender. E trabalha pro mercado pornográfico. O velho é podre de rico e compra esse amigo. Sequestra os dois apaixonados, só que sem os mesmos saberem disso. Há uma subtrama sobre Madeleine, a mulher mais importante da vida do cara, que agora está apaixonado pela ninfomaníaca. Madeleine desapareceu sem deixar rastros. O amigo dele disse que sabia onde a mulher estava, mas o trai. No final os dois apaixonados estão em lugar escuro, ambos por seus próprios motivos. Nús e a mercê do velho e de outro cara sádico. Os dois se descobrem. Ele mata o velho, tenta salvar a mulher mas ela morre, e depois ele. Fim. A cena é ao mesmo tempo bonita e enclausurante. Madeleine foi vendida ao mercado negro da pornografia, e mataram ela. Ele estava lá por causa dela, e ninfo procurando novas sensações, procurando se sentir viva. No fim, ela diz que foi cegada pela vida...
O filme inteiro é uma poesia melancólica, torturante e estranhamente bela.
Filmão! Gostei.
Drama (?) francês com a bela Roxane Mesquida (do ótimo Sennentuntschi) e Johan Leysen (Schussangst / Jeune et Jolie). Bem estranho e meio surrealista. Closes claustrofóbicos. Cenas meio que aleatórias, muito demoradas (vi 90% em velocidade 4x) e quase sem diálogos. Algumas cenas de nudez e sexo. O Lenz. A Medeleine. As outras mulheres. Gostei da cena do peixe (conceito maneiro). Enfim... Entendi quase porra nenhuma. É um filme praticamente impossível de digerir (e olha que já vi de tudo).
É válida a tentativa do filme de aproximação de uma viagem bem louca só de ida pra algum lugar perdido, mas, ele não consegue se manter num bom ritmo. É muita informação jogada sem sentido e, de repente, ele acaba. Fui com tanta expectativa que me frustrei.
1 porre. Meia estrelinha pra fotografia do videoclipe.