Alguns amigos elogiaram com ênfase este filme, de modo que agarrei a primeira oportunidade e, caramba, como não ficar fascinado pelo Felappi? Como eu não conhecia até hoje? Achei providencial que ele citasse tanto o Negro Léo, visto que este documentário é um filme gêmeo (e, ao mesmo tempo, antípoda) daquela maravilha dirigida pela Paula Gaitán: a despeito das distinções experimentais de seus respectivos realizadores, o fluxo verborrágico dos entrevistados é bastante similar. Enquanto Negro Léo possui certo otimismo acadêmico, Felappi Montparnasse é 'junkie' puro, a marginalidade em estado bruto. Alguns dos causos que ele compartilha conosco são chocantes. E a sutileza de Gabraz na condução da conversa é incrível: muito delicado. Adorei também o modo como o prólogo e o epílogo abrem espaço para quem conheçamos três peças distintas do músico - e que músico. Filmaço: apesar de ser quase todo ele composto por um enquadramento único, não é cansativo. Pelo contrário, fascina! (WPC>)
Alguns amigos elogiaram com ênfase este filme, de modo que agarrei a primeira oportunidade e, caramba, como não ficar fascinado pelo Felappi? Como eu não conhecia até hoje? Achei providencial que ele citasse tanto o Negro Léo, visto que este documentário é um filme gêmeo (e, ao mesmo tempo, antípoda) daquela maravilha dirigida pela Paula Gaitán: a despeito das distinções experimentais de seus respectivos realizadores, o fluxo verborrágico dos entrevistados é bastante similar. Enquanto Negro Léo possui certo otimismo acadêmico, Felappi Montparnasse é 'junkie' puro, a marginalidade em estado bruto. Alguns dos causos que ele compartilha conosco são chocantes. E a sutileza de Gabraz na condução da conversa é incrível: muito delicado. Adorei também o modo como o prólogo e o epílogo abrem espaço para quem conheçamos três peças distintas do músico - e que músico. Filmaço: apesar de ser quase todo ele composto por um enquadramento único, não é cansativo. Pelo contrário, fascina! (WPC>)