Dirigido por
Duração
Pornochanchada dividida em 3 episódios (um deles, "O Pasteleiro", ficou conhecido pela extrema violência e escatologia):
Em "A Tia de André" (dir: John Doo), um adolescente é seduzido pela tia. Em "A Viúva do Dr. Vidal" (dir: Ody Fraga), uma viúva se vinga da infidelidade do marido falecido no seu próprio velório. Em "O Pasteleiro" (dir: David Cardoso), um pasteleiro oriental leva uma prostituta para casa, quando descobrimos o segredo por trás do "ingrediente especial" dos seus cobiçados pastéis.
Só se salva o pastel
"Puta que pariu!"
Antes de Flowers of Flesh and Blood, antes de Untold Story e Ebola Syndrome... nós já tínhamos o nosso Pasteleiro. Poucos cinemas dialogam tão honestamente com seu povo quanto a Boca do Lixo, talvez por isso tentem enterrá-lo.
Gostei.
- três histórias que vem para chocar, tratando de tabus da sociedade
- a 1ª fraca, mas engraçada. a 2ª divertida e inesperada. a 3ª é que realmente mostra a que veio, pelo nome eu ja esperava que iria para aquele lado, mas não que seria tão perturbado assim
- são um resumo do cinema boca do lixo
Em 1996 a dupla de diretores Tarantino e Rodrigues chocou o público com um filme policial que vira a chave bruscamente para um horror gore (Um Drink no Inferno).
15 anos antes, um trio brasileiro de diretores aprontou um choque ainda mais brusco para os desavisados expectadores de pornochanchadas.
A maioria dos comentários aqui idolatra o terceiro segmento e despreza os dois primeiros, como se fossem 3 curtas independentes um do outro escalados por sorteio em uma exibição casada.
Os 3 roteiros foram todos escritos por Ody Fraga (diretor do episódio do meio) como uma obra única: “Aqui, Tarados!” começa como um dos mais tradicionais filmes em capítulos produzidos aos lotes na Boca do Lixo, porém cada capítulo avança gradativamente em territórios mais ousados, até o choque do ato final.
John Doo dirige o primeiro segmento e atua magistralmente como o pasteleiro no episódio final que é dirigido por David Cardoso, que também produziu o longa.
Essa obra é um dos melhores expoentes dos tempos em que os realizadores da Boca do Cinema usam a estética e garantia de público da Pornochanchada para camuflar produções de outros gêneros: filmes policiais, ensaios políticos e até (como é o caso aqui) filmes perturbadores de horror extremo.