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Data de lançamento
21 Out. 1982Duração
Durante muitos anos, o Professor Expedito Vitus (Wilson Grey) tornou-se um recluso, por ter sido ridicularizado ao anunciar que havia descoberto o Elixir da Vida. O professor não revelara, contudo, que o Elixir restituira a vida ao seu fiel seguidor, Igor (Felipe Falcão). Rodolfo (Julio Medaglia), seu assistente, sabe da proeza. Com o auxílio de um mapa fragmentado em vários pedaços - cujos donos morreram misteriosamente assassinados - o professor encontra o túmulo da múmia Runamb.
Pelo papiro que a acompanha, o professor reconstitui sua história. Runamb (Anselmo Vasconcelos) era um rico mercador que amava Nadja, uma bailarina. Obsessivamente ele tenta comprar os favores de Nadja, mas nada consegue. Torna-se um assassino psicopata, matando todas as mulheres que consegue possuir. Traído por seu servo, é condenado à morte, ficando sua alma presa aos seus despojos, até que possa despertar a compaixão de uma mulher.
Três mil anos depois, a Múmia rediviva pelo professor, percebe em Miriam (Tânia Boscoli), repórter de uma emissora de rádio, a encarnação de sua querida Nadja.
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o faraó saiu da tumba (tumba, tumba)
Muito ruim!
- 7/10
- muitas partes do roteiro lembra bem mais a história de Frankenstein, só que trocando o monstro pela múmia
- as partes do lacaio com a Regina Casé são muito engraçadas
- a produção é bem tosca mas entrega um terrir honesto
Daqueles monumentos da tosqueira que fatalmente jamais voltarão á existir na história da humanidade, ainda mais dada a caretice da geração atual e dos ditadores da moral e conduta televisiva e cinematográfica. Uma éspecie de Frankenstein tupiquiniquim regado à muito putaria e nudez feminina onde o caos toma conta.
Quanto mais eu revejo este filme, mais eu gosto dele, no sentido de que compreendo as suas dificuldades de realização e impressiono-me com a genialidade do diretor no enfrentamento e superação das mesmas. Ter novo acesso a esta obra após uma longa entrevista com o diretor foi algo primoroso, pois conhecia as anedotas por detrás das filmagens e as relações subjacentes àqueles encontros. Diversas seqüências são dignas de antologia: a lambida de Regina Casé na careca de Felipe Falcão, por exemplo. No começo, estranhei a mistura enlouquecida de imagens coloridas e em preto-e-branco: hoje, amei. Vera Chytilová deve ter ficado orgulhosa! (risos). Apesar do rótulo 'terrir', a trama é bem séria e bem estrutura enquanto variação terceiro-mundista dos clássicos hollywoodianos: o desfecho, por exemplo, é muito bonito, "tragichanchada", conforme escreveu o saudoso Jairo Ferreira. Bastante divertido e acabado em sua estrutura de colagem, falta ao filme apenas algum tipo de politização (risos): mas isso seria exigir demais da estética da bandalheira típica do realizador, que possui comportamentos hodiernos de direita. "Não sou esquerdofrênico", defende-se ele. Aham! (WPC>)