Bahar está grávida e pensa em cometer suicídio. Lidando com o dilema moral de acabar com a vida do filho ainda não nascido, ela decide esperar até depois do parto. A prioridade da jovem é encontrar alguém de confiança para cuidar do bebê. Com a gravidez avançando e nenhuma vontade de informar sua família, ela sai de casa. Bahar procura Mahir, um antigo amigo de faculdade em quem ela confia profundamente, e o encontra em uma cadeira de rodas. Mahir mora com o pai, Cemal, que se afastou de tudo após a esposa ir embora. Juntos, os três enfrentam seus conflitos emocionais, e precisam encarar a complexidade do momento em que vivem.
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Avançar neste filme foi um desafio. Não apenas pelo evidente sobejo de pretensão no "bergmaniasmo" do roteiro, mas porque ocorreram diversas situações que me desviaram da sessão, na primeira tentativa. Insisti, o que foi vantajoso, pois, do meio para o final, "desvendamos" a sua chave narrativa e começamos a efetivar as justaposições necessárias entre causas e conseqüências, invertidas com propósitos definidos. O trio central é muito eficiente, mas os diálogos não fazem jus à dramaticidade ensejada (exceto pela derradeira seqüência). Além disso, a estapafúrdia decisão de aplicar câmera na mão em cenas "paradas" estraga algumas delas, como a interessante conversa via linguagem de sinais durante o piquenique. O diretor revelou-se imaturo, em que querer entregar bem mais do que tinha para oferecer, mas, superados alguns problemas de ritmo, o filme até que não é ruim. Quase fiquei com vontade de revê-lo, mas no momento azado, apenas! (WPC>)