Um dos filmes soviéticos mais populares da década de 60, Devchata é um exemplo perfeito de como fazer um filme maravilhoso no gênero da comédia romântica. Nadezda Rumiantseva dá um desempenho estelar como a adolescente Tosya, que vem trabalhar como cozinheira em uma empresa madeireira localizada numa aldeia distante. Em seu primeiro dia, ela conhece Ilya, o jove, mais popular e atraente, igualmente conhecido por seu sucesso no local de trabalho e com as meninas. Ilya faz aposta com os amigos que em menos de 3 semanas a nova cozinheira vai se apaixonar por ele.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Visto em 12.05.23. Um bom filme livre para todos os públicos.
Primeiramente, obrigada, CPC - Umes Filmes.
Que protagonista graciosa! Pena que só fez esse filme...
Achei triste que, em muitas cenas, Ilya foi bem grosseiro co Tosya.
Comédia romântica produzida na extinta URSS (União Soviética) em 1961 e uma das mais adoradas pelo público russo. Até hoje é uma fita leve, cativante, de alto astral. Tem uma deslumbrante fotografia no gelo da Sibéria (as externas do filme foram gravadas na verdadeira Sibéria, enquanto as cenas internas, da cabana e da cidade, em estúdios da Mosfilm). A atriz Nadezhda Rumyantseva, de filmes como “O mexicano” (1956) e “A princesa do Cáucaso” (1967), esbanja charme juvenil em um papel encantador, sempre alegre, com simpatia estampada no rosto – ela teve fama mundial com o lançamento desse filme, e vale destacar, na época tinha 30 anos e interpretava uma garota de 18 aqui.
A direção, de Yury Chulyukin (1929-1987), pontua momentos bem femininos (do diálogo às caracterizações) e investe na figura da mulher em processo de independência (pelo menos na escolha de seus amores), que vive em um ambiente dominado por homens durões (os lenhadores na Sibéria) – e nesse lugar ela consegue transformar seu entorno de maneira virtuosa. Chulyukin, filho de diretor do teatro Bolshoi, foi diretor de cinema, roteirista, ator e compositor de músicas, atuando também na TV russa dirigindo programas e especiais. O roteiro é de Boris Bednyj, ex-combatente do Exército Vermelho que atuou na Segunda Guerra onde foi preso pelos fascistas em 1942 (só libertado em 1945). Dedicou-se, depois da guerra, à escrita, lançando livros como “Grande corrente” e “As garotas”, o romance original que inspiraria sua adaptação para o cinema.
Quem tiver curiosidade em ver, procure o DVD, lançado esse mês pela CPC-Umes Filmes. A distribuidora, especializada em filmes russos e soviéticos, acertou novamente com a distribuição em mídia física desse longa inspirador e espirituoso!
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
A bela fotografia em profundidade com diferentes ações acontecendo em camadas é um deleite visual. Vários filmes soviéticos desse período utilizaram magistralmente a técnica, dando grande valor ao cenário enquanto elemento fundamental para se construir a narrativa fílmica. Somente o visual, proporcionado pela fotografia e pelos cenários do vilarejo nevado, já torna o filme interessante.
Pode nos soar estranho uma comédia romântica soviética, que embora foque nas aproximações e desventuras amorosas do casal protagonista (de um modo bastante ingênuo aliás), traz embutidos valores de coletividade e do trabalho como modo de se construir e melhorar a vida em sociedade. O campo de trabalho acaba assim ganhando ares de uma colônia de férias. Valores estranhos para uma sociedade extremamente individualista como a nossa. A heroína do filme se mostra perplexa com as atitudes egoístas de sua colega de quarto, de modo que o espectador é também levado a antipatizar com ela.
Interessante notar também a força da protagonista enquanto mulher, que mesmo sendo bastante ingênua em alguns momentos, ao mesmo tempo não aceita desaforo de macho.
Simplesmente apaixonada por esse filme.
Ótima comédia romântica soviética que funciona muito graças ao gigante carisma da protagonista.
Visto na Sétima Mostra da Mosfilmes realizada pela CPC-UMES no Youtube.