Em 10 de agosto de 2017, em um evento que paralisou o mundo, o inventor dinamarquês Peter Madsen assassinou brutalmente o jornalista sueca, Kim Wall, em seu submarino caseiro nas vias navegáveis fora de Copenhague.
Um ano antes, a cineasta Emma Sullivan começou a documentar Madsen e seus projetos, incluindo a construção de um foguete para se tornar o primeiro astronauta amador; e o grupo de ajudantes entusiastas atraídos para sua oficina para ajudar a construí-los. Através dessa sequência de eventos, é narrado o que aconteceu com Kim Wall.
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Vi as pessoas falando que só mostravam ele e o lado dele, mas entendi que ERA pra ser um documentário sobre ele, do desenvolvimento do foguete, testes, mostrava o que já tinha feito (submarino). Mas a história se virou em outra coisa no meio de tudo isso, onde passam a focar no homicídio do jeito que deu e com o que tinham.
E sinceramente, achei válida essa introdução sobre o Madsen. Isso dá um contexto do porquê os voluntários se candidatavam, jornalistas o procuravam e as pessoas iam até o projeto. Ele tinha nome e aparentemente era bom no que fazia (ou, pelo menos, nas pessoas que contratava), então essa busca de "fazer parte da história" de alguma forma não era gratuito, não era um Zezinho rico construindo uma parafernália qualquer. Tinha sua importância.
Agora quero ver o doc do HBO, dizem ser mais aprofundado no crime e na vítima de fato.
Poucos anos depois desse doc, a HBO lançou sua própria versão, bem melhor que essa.
Controverso documentário sobre o incidente no submarino. Vi polêmica sobre pessoas que quiseram ter suas participações removidas, assim como avaliações que criticaram a ausência do lado da vítima na trama, mas tb vi alguns elogios. A verdade é que Isso aqui era pra ser uma coisa e se tornou outra. Era pra ser um doc sobre a jornada do Madsen, até que o crime ocorreu e o foco mudou.
Ou seja, ainda é um doc sobre esses "últimos meses" antes do crime até o veredito do crime, meio que mostrando como o cotidiano era normal ali, mas com algumas suspeitas aqui e ali de que algo poderia acontecer (que só é possível confirmar pq tudo aconteceu). Entendi a proposta, mas ainda foi um vacilo excluírem quase que por completo qualquer coisa sobre a vítima. O foco do doc mesmo é, além de acompanhar o futuro criminoso, acompanhar tb sua equipe reagindo as situações conforme tudo foi sendo revelado.
Bizarra toda as entrevistas que ele deu. Ele descreve a si mesmo! Dá pra notar o quanto por trás de toda a fama, ele não passava de um ser medíocre, embora maligno.
Mais um daqueles documentários em que tudo é tão incrível, que mais parece ficção do que realidade.
SPOILERS ABAIXO
Peter Madsen, figura famosa na Dinamarca, comete um crime dentro do submarino que ele e seus colaboradores construíram. Induz a jornalista Kim Wall a viajar com ele no submarino, a ataca, esquarteja e joga seu corpo no mar.
Inventa histórias cada vez menos plausíveis para justificar o sumiço da jornalista, até que pedaços de seu corpo começam a aparecer nas águas.
Havia tantas evidências incriminatórias contra Peter que é incrível que ainda houvesse quem duvidasse de sua culpa. Embora não fique claro como ele a havia assassinado, não havia nenhuma dúvida sobre ter sido ele o autor do crime hediondo.
Por fim, Peter acaba condenado a prisão perpétua, embora imagino que um presídio na Dinamarca, não seja realmente tão ruim, como estar preso em algum país do terceiro mundo.
Como o documentário havia sido iniciado por sua diretora como um relato sobre os projetos do assassino, como a construção de um foguete "caseiro", para depois focar no assassinato, perde muito tempo com imagens da oficina, conversas entre seus colaboradores, depoimentos de Peter falando sobre seu trabalho e vários momentos pouco interessantes, deixando a narrativa arrastada e chata, pouco se aprofundando no assunto que realmente fez com que ficássemos atraídos para assistir ao documentário.