Últimas opiniões enviadas
ALGUNS SPOILERS
Começa bem mas depois se perde em narrativa com muita enrolação, situações inverossímeis e com final ainda mais confuso.
Nenhuma atuação especialmente boa, Ben Afleck hesitante com sua habitual falta de expressão, Kerry Washington, careteira como sempre e Gillian Anderson, ainda muito bonita mas em um papel sem sentido.
A revelação que a família de comercial de margarina, não é nada disso, com a mulher adúltera e o marido fingindo querer ser prefeito para consertar a cidade, mas na verdade só queria ganho financeiro (o que para nós brasileiros não é novidade) também não surpreende.
Não consegue interessar como suspense, drama familiar ou crítica social, é apenas aborrecido.
Últimos recados
O novo app do Filmow é oficial!
Olá, cinéfilo!
Depois de 2 meses em beta, o novo app do Filmow agora é oficial e 100% funcional.
Baixe aqui:
Android: https://filmow.s.gy/vIEnVo
iPhone: https://filmow.s.gy/esyxMU
Queremos ouvir você: gostou? O que falta? Como melhoramos?
Chama no WhatsApp +55 11 97103-8686 ou avalia direto na loja.
Bons filmes!
Equipe Filmow
Obrigada, enviei
oi Ivonete pode me convidar q aceito sim rs...
TEM SPOILERS
“Pacto sinistro” em seu título nacional, capta mais a essência do filme que o descritivo “Strangers on a train” do título original.
Dois estranhos que se encontram em um trem, começam uma conversa banal, trocam confidências, enquanto Guy Haines (Farley Granger), um famoso tenista, se mostra desconfortável e deseja encerrar a conversa, Bruno Anthony (Robert Walker) se mostra intrusivo com sua fala afável mas insistente. Propõe a troca de crimes, Bruno mataria a esposa de Guy, que quer se divorciar para casar com a rica filha de um senador se Guy matasse o pai dele, com quem tem uma relação conflituosa. Guy acha tudo absurdo, mas Bruno cumpre sua parte no pacto que ele acreditava ter sido aceito e mata a esposa do tenista em uma cena memorável que culmina com a imagem refletida nas lentes de um óculos.
Bruno tem uma relação edipiana com a mãe, e percebemos insinuações de uma homossexualidade, que não poderia ser tão clara na época. Há uma tensão sexual entre Bruno e Guy, embora de personalidades opostas, pareciam se complementar. Quando Bruno mata a esposa de Guy, sem a concordância verbalizada dele, vemos que mesmo sem aceitar o tal pacto, Guy se sente culpado, pois sabe que havia realmente desejado a morte da esposa, carrega então uma culpa silenciosa, que a insistência do outro em que cumpra a parte do acordo, só faz aumentar.
Hitchcock exibe cenas simultâneas que criam uma tensão genuína, como a do jogo de tênis intercalada com a queda do isqueiro dentro de um bueiro e a da invasão noturna de casa do Bruno por Guy com sombras e um cão ameaçador até a cena final do carrossel descontrolado.
Bruno, na brilhante interpretação de Robert Walker, é o psicopata sedutor e elegante, que domina toda a narrativa e acaba tendo maior destaque em contraste com a atuação um tanto inexpressiva de Granger.
O roteiro joga o tempo todo com a dualidade de personalidades que se afastam e se complementam, sob a batuta de Alfred Hitchcock, que faz uma rápida aparição no início do filme, sua marca registrada, embarcando no trem carregando um volumoso contrabaixo cruzando com o personagem de Granger.