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SPOILERS ABAIXO
Como toda série nórdica, foca mais no drama pessoal de seus personagens, do que propriamente na investigação policial, não que esta seja esquecida, mas a vida particular de Harry Hole (Tobias Santelmann em ótima atuação) ganha bastante tempo de tela.
Depressivo, amargurado e alcóolatra, Harry se sente culpado pela morte de seu parceiro em um acidente em que estava ao volante e tinha bebido. Depois tem que encarar a morte da parceira assassinada pelo policial corrupto Tom Waaler (Joel Kinamann).
O enredo mistura assassinatos cometidos por um serial killer com contrabando de armas, o que acaba sendo um tanto confuso. A revelação do assassino não chega a ser surpreendente mas também não parece ter tanta importância, já que o foco maior e também seu maior atrativo, fica sendo mesmo o embate entre Harry e Tom, que culmina em uma sequência bastante violenta.
Mantém a qualidade de atuação e de narrativa da maioria das séries vindas destes países gelados e curiosamente, suas tramas parecem acompanhar o clima frio, quase sempre são melancólicas, com personagens mergulhados em dramas existenciais e sofrimento mental.
SPOILERS ABAIXO
O documentário mostra como a investigação de um aparente caso de acidente automobilístico pode evoluir para um homicídio.
O espectador não tem como fugir do que a narrativa propositalmente o leva, ou seja, a condenar Mackenzie Shirilla, a adolescente que estava ao volante de um carro que bateu violentamente contra a parede de um prédio e causou a morte de seu namorado Dominic Russo e de seu amigo Davion Flanagan.
Tudo na narrativa é feito para evidenciar a intenção de Mackenzie, que ela realmente premeditou o assassinato do namorado, não se importando com danos colaterais, a morte do amigo Davion.
Dominic e Davion são apresentados como jovens gentis, preocupados com a família enquanto Mackenzie é mostrada como uma jovem fútil, agressiva e que mantinha uma relação tóxica com o namorado.
Não que isso não seja verdade, tudo leva a crer que a garota realmente quis matar o namorado e poderia ter morrido no acidente, nada desmente que era uma jovem egoísta e mimada pelos pais, que estranhamente concordam em participar de um documentário que apresenta a filha como culpada pela morte de duas pessoas.
Apresenta os depoimentos dos pais de Mackenzie, Dominic e Davion, além da investigadora e do promotor, ou seja todos os principais envolvidos na tragédia. O direcionamento na aparente culpabilidade de Mackenzie, é porque talvez ela seja mesmo culpada!
A obsessão por redes sociais, exposição excessiva da vida particular, consumo de drogas, tudo é abordado em uma narrativa ágil, sem enrolação. Termina com a condenação da garota e nós respiramos aliviados com a certeza de que a justiça foi feita.
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Obrigada, enviei
oi Ivonete pode me convidar q aceito sim rs...
Dica de serie de TV que é Fantástico: HOMELAND (2011-2020). Assista que você vai viciar.
Está em exibição na Netflix
Assisti em virtude do título em português, que nada tem a ver com o original "Crack up" que significa surto psicótico ou colapso mental. Grande parte da narrativa se passa no tal museu, daí o título, mas não tem nada de horror.
Imaginava que fosse um daqueles filmes que se inspiraram no clássico "Museu de Cera", mas na verdade o enredo é sobre um especialista em obras de arte que tem um surto psicótico como no título original.
Depois descobrimos que era só uma trama montada para que ele acreditasse estar enlouquecendo e impedir que identificasse que vários quadros eram falsos.
Talvez a explicação para o título enganoso seja essa, sugerir que seja algo na linha do terror para atrair o público, porque é uma trama bem monótona, confusa e com elenco desconhecido.