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Como muitos, a série me atraiu por causa do elenco, mas é um amontoado de cenas confusas e personagens irritantes. Mistura indigesta de CSI com drama familiar.
São duas linhas temporais, uma na atualidade e outra no ano de 1998 na qual os personagens são representados por outros atores mais jovens, então não há confusão em relação à linha temporais.
Dra. Kay Scarpetta (Nicole Kidman) é uma médica legista que investiga o assassinato de uma mulher, é casada com Wesley (Simon Baker), agente do FBI, tem uma relação bastante conflituosa com a irmã Dorothy (Jamie Lee Curtis) e com a sobrinha Lucy (Ariana Debose) e também com o seu cunhado Pete (Bobby Canavale), ex-policial.
Os mesmos personagens aparecem no passado, envolvidos na investigação de um assassinato que aparentemente teria relação com o crime do presente, o problema é que a investigação fica em segundo plano para tratar dos problemas familiares da legista em infindáveis e chatíssimas DRs com a irmã, o marido e a sobrinha, que não se conforma com a morte da esposa e passa a série inteira em longas conversas com a falecida através de um programa de IA.
Lucy já entra no ranking das personagens mais chatas de séries de TV, criança ou adulta, culpa a tudo e todos por sua infelicidade.
Nunca fica claro quem é o pai de Lucy, que não é citado, o que aconteceu com a ex-mulher de Wesley que era casado e tinha filhos quando conheceu Kay, de que morreu a falecida do IA. Não que faça muita diferença, mas já que perdem um tempo enorme da série falando dos problemas da família, eram pontos que deveriam ter sido mencionados.
A temporada termina sem elucidar totalmente o mistério, além de revelar que o serial Killer é um personagem sem nenhuma importância na trama, supostamente seria essa a revelação ou não, pois encerra com uma cena que deixa a trama em aberto para uma possível segunda temporada, que, sinceramente, não sei se terei coragem ou paciência para assistir.
A série tem uma narrativa que pega o espectador pelo mistério desenvolvido de forma envolvente, porém peca em seu final que apresenta uma solução cheia de falhas e absurda.
Apesar do tema que envolve poderes sobrenaturais, o desenvolvimento da narrativa tinha uma pegada mais verossímil, que se perde em seu desfecho.
Como aceitar que
Angela (Valentina Gaya) espera a mãe Claudia (Miren Ibarguren) na casa que moravam após segui-la, ajuda no parto, tenta matar a mãe cortando seu pescoço e depois aparentemente a cura do ferimento, foge com a criança, é capturada, depois de descobrimos que havia se tornado a líder da seita que a raptara, é internada em uma instituição para doentes mentais, depois de um tempo o médico diz que pode ir para a casa junto do irmão que raptou e da mãe que tentou matar??
Além disso, o bebê que seria o motivo de todo o plano arquitetado pela menina mostrado durante TODA a série, termina já com uns 3 anos e nada que indicasse algum dom especial.
O elenco todo tem boas atuações com destaque para Rodrigo de La Serna (Casa de Papel) que vive o perturbado e depressivo detetive Salazar, mas as boas atuações não salvam a série que destrói a boa narrativa com um final decepcionante.
Últimos recados
Obrigada, enviei
oi Ivonete pode me convidar q aceito sim rs...
Dica de serie de TV que é Fantástico: HOMELAND (2011-2020). Assista que você vai viciar.
Está em exibição na Netflix
Li a obra de Agatha Christie há muitos anos, mas lembro que muitos elementos foram modificados, as principais mudanças foram feitas para dar mais protagonismo às personagens femininas.
A investigação, que no livro fica a cargo do Superintentende Battle (Martin Freeman), nesta adaptação ele perde bastante a revelância para Lady Eileen (Mia Mackenna-Bruce), que passa a centralizar em seu personagem todas as ações da narrativa.
Os livros da rainha do crime em que não aparecem seus personagens mais famosos o detetive Poirot e Miss Marplek, geralmente fogem dos crimes puramente domésticos, aqueles assassinatos motivados unicamente por intrigas familiares, e esse não é diferente.
No final os assassinatos, porque acontece mais de um, são motivados por uma conspiração que envolve espionagem, governo, indo muito além de um simples crime cometido em uma propriedade suntuosa na Inglaterra.
Eu particularmente prefiro os chamados crimes "domésticos" com os icônicos detetives da sra. Christie descobrindo quem é o assassino, reunindo todos na sala e esclarecendo o mistério. Apesar dos clichês, é muito mais divertido, mas não deixa de ser uma série bem produzida com boas atuações e deixa um final aberto para uma sequência, creio, já não tendo mais base na obra da escritora.