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Costumo assistir bastante séries "True Crime" e essa certamente é uma das mais chatas, se não for a mais, que já assisti.
Quatro longos episódios que mostram as várias fases da investigação, intermináveis entrevistas com amigos e parentes da vítima, investigadores e a repórter que trabalhou no caso na época. A jornalista praticamente é a figura central da narrativa, aparecendo em todos os episódios falando sempre basicamente a mesma coisa.
O primeiro episódio se resume a falar sobre o desaparecimento, a preocupação das pessoas em cenas repetitivas. Para se ter ideia, uma das amigas dela é entrevistada várias vezes, repetindo o quanto está triste... para que isso? Uma vez não seria suficiente?
O terceiro episódio foca em outros casos de desaparecimentos e assassinatos, sem esclarecer se teriam a ver com o caso de Melissa, aparentemente parece não ter e depois deixam no ar se haveria conexão. Não entendi a inserção destes casos na série, prolongar a narrativa, para mim já excessivamente extensa?
Depois de passarmos por essa longa, repetitiva e tediosa sucessão de fatos que não levam a nenhuma conclusão, descobrimos que o caso está em aberto e sem solução alguma, exatamente como no dia em que o corpo de Melissa foi descoberto trinta anos atrás.
Acho que quem se interesse por este tipo de série, gosta de ver o caso resolvido, quem acompanha este tipo de narrativa, quer vê-la esclarecida, como em quase todos os documentários sobre casos reais.
Se a intenção era mostrar como casos de assassinato podem não ter um desfecho sem que se descubra quem é o assassino ou como o processo de investigação é burocrático e enfadonho, a série cumpriu seu objetivo mas acaba sendo, além de cansativo, frustrante.
O documentário não se aprofunda em análises psicológicas, não discute o "porque" mas exibe em detalhes o "como".
Pelo exposto não há dúvidas que Scott é o culpado pelo assassinato de sua esposa Laci e do filho não nascido Conner, ele é pintado como o vilão por seu comportamento distante, frieza e a descoberta posterior de uma amante para a qual escondeu que era um homem casado. O depoimento dela é crucial para sua condenação.
A mídia reforçou essa imagem de culpado, mas a série não entra na importância da cobertura intensa para a condenação do réu. Mesmo que todo o processo tenha se resumido a provas circunstanciais, não haveria como Scott receber outro veredito que não fosse culpado, enquanto Laci era a vítima, jovem, bonita, grávida, ele era o marido infiel que quis se livrar da esposa.
Scott até hoje jura inocência e já fez inúmeros recursos para ter seu caso revisado, até hoje não obteve sucesso.
É um relato rico em detalhes, mas que se torna genérico dentre tantos documentários "true crime", mostrando uma vítima que aparentemente não tinha defeitos e um assassino que teria todos os defeitos. Mas com a falta de provas contundentes e vinte anos depois ele ainda busca incessantemente por uma revisão do caso, fica a sensação que todos podemos ter sido influenciados por uma narrativa que sempre esteve contra o réu, mesmo que, aparentemente, ele seja mesmo culpado.
Últimos recados
Obrigada, enviei
oi Ivonete pode me convidar q aceito sim rs...
Dica de serie de TV que é Fantástico: HOMELAND (2011-2020). Assista que você vai viciar.
Está em exibição na Netflix
A série tem um narrativa que pega o espectador pelo mistério desenvolvido de forma envolvente, porém peca em seu final que apresenta uma solução cheia de falhas e absurda.
Apesar do tema que envolve poderes sobrenaturais, o desenvolvimento da narrativa tinha uma pegada mais verossímil, que se perde em seu desfecho.
Como aceitar que
Angela (Valentina Gaya) espera a mãe Claudia (Miren Ibarguren) na casa que moravam após segui-la, ajuda no parto, tenta matar a mãe cortando seu pescoço e depois aparentemente a ressuscita, foge com a criança, é capturada, depois de descobrimos que havia se tornado a líder da seita que a raptara, é internada em uma instituição para doentes mentais, depois de um tempo o médico diz que pode ir para a casa junto do irmão que raptou e da mãe que tentou matar??
Além disso, o bebê que seria o motivo de todo o plano arquitetado pela menina mostrado durante TODA a série, termina já com uns 3 anos e nada que indicasse algum dom especial.
O elenco todo tem boas atuações com destaque para Rodrigo de La Serna (Casa de Papel) que vive o perturbado e depressivo detetive Salazar, mas as boas atuações não salvam a série que destrói a boa narrativa com um final decepcionante.