Todo episódio abre com alguém no tribunal sendo acusado, depois temos um flashback que explica porque aquela pessoa chegou até ali.
O primeiro episódio sobre um neurocirurgião cujo filho comete um ataque na escola é o melhor da série e já conquista o espectador para o resto da temporada.
Como toda série de antologia, há episódios ótimos, bons e regulares, mas nenhum chega a ser ruim (estranhamente, no Brasil, a primeira temporada teve apenas 14 episódios contra os 16 exibidos nos EUA) 2 - um casal cuja filha gerada em barriga de aluguel nasce surda e o pai se recusa a aceitar 3 - Uma mulher que tem seu filho assassinado enfrenta o ataque de grupos defensores de armas 4 - Uma drag queen que se envolve com um homem que não quer assumir a relação, acaba se envolvendo numa trágica situação 5 - Um professor ajuda sua aluna a fazer um aborto, comprometendo sua vida e reputação 6 - Uma comediante de stand up acusa um astro também comediante de estupro e é difamada 7 - Um homem é incentivado a fazer justiça com as próprias mãos quando sua filha sofre abuso 8 - Um homem interna seu irmão com deficiência em uma instituição e descobre que ele estava sofrendo abusos 9 - Um adolescente desconfia que a cuidadora de sua mãe pode não ser o anjo que demonstra 10 - Uma garota querendo ajudar a namorada ativista, se envolve em uma gangue de supremacistas 11 - Uma professora com marido possessivo se envolve com seu colega 12 - Um motorista de limusine se apaixona por uma de suas clientes e cria uma vida fake 13 - Um cantor de rock tenta ajudar o filho viciado em drogas 14 - Uma adolescente toma medidas extremas para descobrir quem é seu pai com consequências devastadoras para as pessoas com quem convive
Poderia ser definido como "Stranger things da terceira idade", mas lembra também o filme "Cocoon" de 1985, não chega a ter o apelo midiático da série de adolescentes que se tornou fenômeno, não vai virar um ícone da cultura pop, mas é uma série agradável e cumpre o papel de entreter.
SPOILERS ABAIXO
A série que se passa numa comunidade de idosos, a princípio tem um tom dramático e explora essa fase da vida em que a sensação da finitude próxima está muito presente, depois adota o tom mais "stranger things" com monstros subterrâneos, velhinhos corajosos e descolados, como a turma de crianças que enfrentam os dermogorgons, que resolvem investigar as misteriosas mortes dos moradores da comunidade.
O elenco é recheado de nomes conhecidos com destaque para Alfred Molina, Bill Pulmann, Denis O'hare e Geena Davis.
O final deixa uma porta aberta para uma possível segunda temporada, mas a trama é concluída e creio que não haverá continuação.
Os velhinhos de "The Boroughs" não deverão ficar mais velhos, como as crianças de "Stranger Things" cresceram e se tornaram adultos.
para depois se revelar um manipulador assassino e psicopata.
O que começa como um drama sobre fanatismo religioso descamba para um thriller erótico com final meio aberto, embora não creio que haverá uma segunda temporada.
Depois de 10 anos chega ao fim a saga de Claire (Caitriona Balfe) e Jamie Fraser (Sam Heughan) em uma temporada que ficou longe de ser perfeita e agradar a quem acompanhou durante tantos anos as idas e vindas no tempo desta série envolvente.
SPOILERS ABAIXO
Era de se esperar que a última temporada se preocupasse em encerrar a narrativa focando em explicar questões levantadas durante as anteriores, mas no final além de pontas soltas, tivemos muito tempo de tela dedicados a personagens de menor importância.
Qual a necessidade de se perder tanto tempo com o plot envolvendo Amaranthus (Carla Woodcock) e William (Charles Vandervaart), um longo “chove não molha” para um encerramento que não levou à absolutamente nada. Porque não dedicar este tempo a reconciliação entre Jamie e o filho que durou meros 2 minutos?
Também uma extensa sequência com Ian (John Bell) que ao lado da esposa Rachel (Izzy Meikle Small) reencontra sua esposa e filho indígenas, mas quando volta com a criança não há sequer a reação de ninguém com a chegada deles e nem uma mínima alusão à adaptação da criança em outro ambiente.
Outra escolha de roteiro arriscada e diferente do livro foi a morte de Fergus (Cesar Domboy) que acabou sendo apenas dramática, sem função no decorrer da narrativa, já que Marsali (Lauren Lily) confessa estar grávida à beira do túmulo do marido, mas não vemos como ela resolveu suas questões com a herança e nem sua vida sozinha com tantos filhos.
Outra trama criada, mas não desenvolvida, foi a descoberta de que Faith, a filha de Jamie e Claire que morreu no parto, ainda na França, sobreviveu. Ela não aparece, há uma inserção de uma rápida cena que explica que a menina fora dada aos cuidados de uma rendeira, sem explicação como sobreviveu. Se foi ressuscitada por Master Raymond, porque não foi entregue aos pais? Depois aparecem suas filhas, a mais velha morta no final da temporada passada e a mais nova Fanny (Florrie Wilkinson) indo viver com os avós. Para que reviver Faith se ela morre sem reencontrar os pais?
Muito tempo dedicado a Roger (Richard Ramkim) discutindo sua fé, sem que isso fosse importante para a narrativa. Um grande problema também sempre foi a falta de química entre Roger e Brianna (Sophie Skelton).
E a parte mais controversa desta temporada de encerramento, a morte de Jamie ou a não morte. A cena final rendeu muitas discussões e dúvidas. Claire ao lado do corpo do marido, seu cabelo ficando totalmente branco, até que ele abre os olhos, suspira e fim.
Assim sem nenhuma explicação, nada. Tive que recorrer a vídeos de youtubers fãs da série, para entender que, provavelmente, Jamie ressuscita pelo poder de Claire, que havia feito o mesmo por um bebê natimorto durante esta temporada. Prints de tela foram mostrados onde vemos uma luz azul entre os corpos deles, como se fosse o poder curativo emanando dela para ele. Podemos conjecturar que ressuscitar alguém é uma fantasia, mas viagens no tempo também são.
Isso é uma forma de interpretar, se é isso mesmo que aconteceu, não se sabe. O que é um tanto decepcionante, já que após acompanhar durante anos uma série e ter um final aberto a diversas interpretações, é bastante discutível.
Nunca a série repetiu a excelência de sua primeira temporada e houve um declínio com o passar dos anos, como é freqüente em séries de longa duração, mas no geral, “Outlander” conseguiu nos envolver e entreter durante suas oito temporadas com sua equilibrada mistura de fantasia e história.
A série aborda o período em que os dragões estavam extintos, posterior à "Casa do dragão" e anterior à "Game of thrones", quando os bichos são ressuscitados por Daenerys.
Os primeiros episódios mostram Dunk (Pedro Claffey) querendo participar dos torneios e para isso teria que ser reconhecido como cavaleiro. Acompanhar suas aventuras até conseguir o objetivo requer paciência, pois quem espera uma narrativa cheia de ação se depara com uma trama mais lenta sem a grandiosidade de "Game of thrones".
Dunk conhece em uma estalagem o pequeno Egg (Dexter Sol Ansell, em ótima atuação ) que insiste em ser seu escudeiro. O relacionamento que vai se construindo entre eles é o que sustenta a série, diferente das batalhas épicas que marcaram suas antecessoras.
É a busca de um homem pela honra, tentando ser honesto em um mundo que não premia a honestidade e um garoto perdido entre as responsabilidades da herança familiar observando as estruturas do poder mas estando fora delas.
É quase um "road movie" medieval e no lugar de dragões e intrigas palacianas, foca nas escolhas de vida e no caráter de seus protagonistas em uma narrativa mais intimista e humana.
Como toda série nórdica, foca mais no drama pessoal de seus personagens, do que propriamente na investigação policial, não que esta seja esquecida, mas a vida particular de Harry Hole (Tobias Santelmann em ótima atuação) ganha bastante tempo de tela.
Depressivo, amargurado e alcóolatra, Harry se sente culpado pela morte de seu parceiro em um acidente em que estava ao volante e tinha bebido. Depois tem que encarar a morte da parceira assassinada pelo policial corrupto Tom Waaler (Joel Kinamann).
O enredo mistura assassinatos cometidos por um serial killer com contrabando de armas, o que acaba sendo um tanto confuso. A revelação do assassino não chega a ser surpreendente mas também não parece ter tanta importância, já que o foco maior e também seu maior atrativo, fica sendo mesmo o embate entre Harry e Tom, que culmina em uma sequência bastante violenta.
Mantém a qualidade de atuação e de narrativa da maioria das séries vindas destes países gelados e curiosamente, suas tramas parecem acompanhar o clima frio, quase sempre são melancólicas, com personagens mergulhados em dramas existenciais e sofrimento mental.
Li a obra de Agatha Christie há muitos anos, mas lembro que muitos elementos foram modificados, as principais mudanças foram feitas para dar mais protagonismo às personagens femininas.
A investigação, que no livro fica a cargo do Superintentende Battle (Martin Freeman), nesta adaptação ele perde bastante a revelância para Lady Eileen (Mia Mackenna-Bruce), que passa a centralizar em seu personagem todas as ações da narrativa.
Os livros da rainha do crime em que não aparecem seus personagens mais famosos o detetive Poirot e Miss Marple, geralmente fogem dos crimes puramente domésticos, aqueles assassinatos motivados unicamente por intrigas familiares, e esse não é diferente.
No final os assassinatos, porque acontece mais de um, são motivados por uma conspiração que envolve espionagem, governo, indo muito além de um simples crime cometido em uma propriedade suntuosa na Inglaterra.
Eu particularmente prefiro os chamados crimes "domésticos" com os icônicos detetives da sra. Christie descobrindo quem é o assassino, reunindo todos na sala e esclarecendo o mistério. Apesar dos clichês, é muito mais divertido, mas não deixa de ser uma série bem produzida com boas atuações e deixa um final aberto para uma sequência, creio, já não tendo mais base na obra da escritora.
Como muitos, a série me atraiu por causa do elenco, mas é um amontoado de cenas confusas e personagens irritantes. Mistura indigesta de CSI com drama familiar.
São duas linhas temporais, uma na atualidade e outra no ano de 1998 na qual os personagens são representados por outros atores mais jovens, então não há confusão em relação à linha temporais.
Dra. Kay Scarpetta (Nicole Kidman) é uma médica legista que investiga o assassinato de uma mulher, é casada com Wesley (Simon Baker), agente do FBI, tem uma relação bastante conflituosa com a irmã Dorothy (Jamie Lee Curtis) e com a sobrinha Lucy (Ariana Debose) e também com o seu cunhado Pete (Bobby Canavale), ex-policial.
Os mesmos personagens aparecem no passado, envolvidos na investigação de um assassinato que aparentemente teria relação com o crime do presente, o problema é que a investigação fica em segundo plano para tratar dos problemas familiares da legista em infindáveis e chatíssimas DRs com a irmã, o marido e a sobrinha, que não se conforma com a morte da esposa e passa a série inteira em longas conversas com a falecida através de um programa de IA.
Lucy já entra no ranking das personagens mais chatas de séries de TV, criança ou adulta, culpa a tudo e todos por sua infelicidade.
Nunca fica claro quem é o pai de Lucy, que não é citado, o que aconteceu com a ex-mulher de Wesley que era casado e tinha filhos quando conheceu Kay, de que morreu a falecida do IA. Não que faça muita diferença, mas já que perdem um tempo enorme da série falando dos problemas da família, eram pontos que deveriam ter sido mencionados.
A temporada termina sem elucidar totalmente o mistério, além de revelar que o serial Killer é um personagem sem nenhuma importância na trama, supostamente seria essa a revelação ou não, pois encerra com uma cena que deixa a trama em aberto para uma possível segunda temporada, que, sinceramente, não sei se terei coragem ou paciência para assistir.
A série tem uma narrativa que pega o espectador pelo mistério desenvolvido de forma envolvente, porém peca em seu final que apresenta uma solução cheia de falhas e absurda.
Apesar do tema que envolve poderes sobrenaturais, o desenvolvimento da narrativa tinha uma pegada mais verossímil, que se perde em seu desfecho.
Angela (Valentina Gaya) espera a mãe Claudia (Miren Ibarguren) na casa que moravam após segui-la, ajuda no parto, tenta matar a mãe cortando seu pescoço e depois aparentemente a cura do ferimento, foge com a criança, é capturada, depois de descobrimos que havia se tornado a líder da seita que a raptara, é internada em uma instituição para doentes mentais, depois de um tempo o médico diz que pode ir para a casa junto do irmão que raptou e da mãe que tentou matar?? Além disso, o bebê que seria o motivo de todo o plano arquitetado pela menina mostrado durante TODA a série, termina já com uns 3 anos e nada que indicasse algum dom especial.
O elenco todo tem boas atuações com destaque para Rodrigo de La Serna (Casa de Papel) que vive o perturbado e depressivo detetive Salazar, mas as boas atuações não salvam a série que destrói a boa narrativa com um final decepcionante.
Costumo assistir bastante séries "True Crime" e essa certamente é uma das mais chatas, se não for a mais, que já assisti.
Quatro longos episódios que mostram as várias fases da investigação, intermináveis entrevistas com amigos e parentes da vítima, investigadores e a repórter que trabalhou no caso na época. A jornalista praticamente é a figura central da narrativa, aparecendo em todos os episódios falando sempre basicamente a mesma coisa.
O primeiro episódio se resume a falar sobre o desaparecimento, a preocupação das pessoas em cenas repetitivas. Para se ter ideia, uma das amigas dela é entrevistada várias vezes, repetindo o quanto está triste... para que isso? Uma vez não seria suficiente?
O terceiro episódio foca em outros casos de desaparecimentos e assassinatos, sem esclarecer se teriam a ver com o caso de Melissa, aparentemente parece não ter e depois deixam no ar se haveria conexão. Não entendi a inserção destes casos na série, prolongar a narrativa, para mim já excessivamente extensa?
Depois de passarmos por essa longa, repetitiva e tediosa sucessão de fatos que não levam a nenhuma conclusão, descobrimos que o caso está em aberto e sem solução alguma, exatamente como no dia em que o corpo de Melissa foi descoberto trinta anos atrás.
Acho que quem se interesse por este tipo de série, gosta de ver o caso resolvido, quem acompanha este tipo de narrativa, quer vê-la esclarecida, como em quase todos os documentários sobre casos reais.
Se a intenção era mostrar como casos de assassinato podem não ter um desfecho sem que se descubra quem é o assassino ou como o processo de investigação é burocrático e enfadonho, a série cumpriu seu objetivo mas acaba sendo, além de cansativo, frustrante.
O documentário não se aprofunda em análises psicológicas, não discute o "porque" mas exibe em detalhes o "como".
Pelo exposto não há dúvidas que Scott é o culpado pelo assassinato de sua esposa Laci e do filho não nascido Conner, ele é pintado como o vilão por seu comportamento distante, frieza e a descoberta posterior de uma amante para a qual escondeu que era um homem casado. O depoimento dela é crucial para sua condenação.
A mídia reforçou essa imagem de culpado, mas a série não entra na importância da cobertura intensa para a condenação do réu. Mesmo que todo o processo tenha se resumido a provas circunstanciais, não haveria como Scott receber outro veredito que não fosse culpado, enquanto Laci era a vítima, jovem, bonita, grávida, ele era o marido infiel que quis se livrar da esposa.
Scott até hoje jura inocência e já fez inúmeros recursos para ter seu caso revisado, até hoje não obteve sucesso.
É um relato rico em detalhes, mas que se torna genérico dentre tantos documentários "true crime", mostrando uma vítima que aparentemente não tinha defeitos e um assassino que teria todos os defeitos. Mas com a falta de provas contundentes e vinte anos depois ele ainda busca incessantemente por uma revisão do caso, fica a sensação que todos podemos ter sido influenciados por uma narrativa que sempre esteve contra o réu, mesmo que, aparentemente, ele seja mesmo culpado.
Embora melhor que a segunda temporada ainda é bem inferior à primeira.
SPOILERS ABAIXO
O Mr. Mercedes, citado em alguns momentos, já que um dos plots da temporada é o julgamento de Lou (Breeda Wool) que assassinou Brady na chocante cena final da temporada anterior. Apesar de constantemente Lou fale de Brady, o "Mr. Mercedes" não aparece nem nos delírios da personagem.
Na verdade, o título "Mr. Mercedes" meio que perdeu o sentido, já que o plot principal da temporada é o assassinato de John Rothstein (Bruce Dern, talvez um alter ego de Stephen King?) e a narrativa é quase que inteiramente focada nos personagens desse núcleo, com algumas inserções do julgamento.
Para não perder totalmente o protagonismo, Bill (Brendan Gleeson) se envolve na investigação do assassinato do escritor, mas seu personagem também se mostra com menos relevância.
Para compensar a falta do vilão Mr. Mercedes, aparece Alma Lane (Kate Mulgrew) até mais cruel e odiosa que o vilão das temporadas anteriores. Vivendo um relação doentia com Morris (Gabriel Ebert), não mede esforços para se apoderar dos cadernos com textos inéditos do escritor assassinado de quem era ex-amante e por quem era obcecada.
Os outros pesonagens como Holly (Justine Lupe), Ida (Holland Taylor) e Jerome (Jharell Jerome), tem participações diminuídas e transitam à margem dos acontecimentos importantes.
Uma série que começou com uma ótima primeira temporada, com personagens bem delineados e foi se perdendo, terminando de forma protocolar e sem lembrar em nada o seu início, nem o enredo que tomou um rumo completamente diferente.
A segunda temporada de “Mr. Mercedes” é inferior à primeira, não sei o quanto é fiel à obra de Stephen King, mas tudo que era tensão na primeira temporada, tornou-se arrastado nessa.
SPOILERS ABAIXO
Começa com Brady (Harry Treadaway) ainda em coma no hospital após a agressão de Holly (Justine Lupe). Entram em cena dois médicos ambiciosos e inescrupulosos Felix (Jack Huston) e Cora (Tessa Ferrer), que iniciam um tratamento no psicopata com um remedido regenerador da atividade cerebral.
A partir deste momento somos colocados dentro do cérebro de Brady, que ganha como cenário o porão onde ele arquitetava seus ataques com o psicopata diante das telas de computador vendo as pessoas à sua volta, as telas metaforicamente como seus olhos. Estas sequências são longas e repetitivas tirando muito do ritmo da narrativa.
Se na primeira temporada a premissa foi calcada na realidade nesta ganha uma narrativa com uma mistura de ficção científica/sobrenatural, pois o psicopata passa a entrar na mente das pessoas e fazer com que obedeçam suas ordens, uma pessoa se mata e outra mata alguém atendendo os comandos de Brady.
Bill (Brendan Gleeson) continua com sua obsessão com Brady e alguns personagens mais participativos da primeira temporada, nesta se tornam mais coadjuvantes como Ida (Holland Taylor) e Jerome (Jharel Jerome).
A temporada reserva uma cena final bastante chocante e inesperada, mas não é o bastante para colocá-la no mesmo nível da primeira.
Ramirez foi um serial killer americano que desafiou os chamados analistas de perfis do FBI, pois não tinha um padrão, matou jovens e idosos, roubou e estuprou mulheres e até crianças.
O documentário faz um relato abrangente e detalhado dos crimes cometidos pelo psicopata, embora não entre no terreno psicológico, não há nenhuma análise aprofundada sobre a mente ou personalidade de Ramirez, apenas descreve os fatos, seus assassinatos, captura, julgamento e condenação.
Documentário genérico, sem trazer nenhuma novidade para o formato, interessa para quem gosta do genêro true crime.
Comecei a ver e só depois descobri que era baseado ema um obra de Stephen King.
SPOILERS ABAIXO
A série já choca em sua cena inicial, várias pessoas que estavam em uma fila em busca de emprego são assassinadas por um psicopata dirigindo um Mercedes (daí o título) e usando máscara de palhaço que passa por cima delas em uma cena impactante e explícita.
A partir daí somos apresentados ao detetive Bill Hodges (Brendan Gleeson) que é o responsável pela investigação, o tempo passa, ele se aposenta e a não solução do caso se torna uma obsessão para Hodges.
Não há mistério quanto à identidade do assassino, logo sabemos que é Brady Hartsfield (Harry Treadaway) um pacato funcionário de loja de aparelhos eletrônicos, especialista em computadores, que mora com a mãe com quem tem uma relação doentia e incestuosa. Sua mente deturpada, sua personalidade sombria, sua total falta de empatia são reveladas.
Todos os personagens tem sua facetas psicológicas e são bem delineados, demonstrando sua personalidade nas atitudes. Hodges, que em sua obsessão não percebe o quanto sua vida está sendo sugada, numa espiral de amargura e dor.
Além dele transitam em seu entorno, sua vizinha Ida (Holland Taylor), prestativa, independente, resolvida, Janey (Mary Louise Parker) irmã da dona do Mercedes roubado usado no atentado, que se envolve amorosamente com Hodges, mas tem uma relação mal resolvida com a irmã que se suicidou e com a mãe internada em um asilo, Holly (Justine Lupe), tímida, insegura, com traços que poderiam ser até de autismo, Jerome (Jharel Jerome), rapaz negro que consegue entrar em Harvard e está em conflito entre suas raízes humildes e o ambiente da universidade de elite.
Além dele temos Deborah (Kelly Lynch) a mãe do psicopata, bêbada, frustrada, infeliz e Lou (Breeda Wool), colega de trabalho de Brady, lésbica, presa a um emprego e a um chefe ditador que vê no psicopata um amigo.
Não li a obra de King, não sei o quanto é fiel, suponho que seja pois tem o escritor entre seus roteiristas e uma aparição dele como uma das vítimas em uma lanchonete em um dos delírios de Brady, algo que King faz costumeiramente, imitando Hitchcock.
A narrativa é envolvente, tem momentos impactantes, como sua cena inicial, um outro assassinato de uma personagem importante e um desfecho também surpreendente, as atuações são ótimas, mas nem tudo é perfeito, às vezes se perde um pouco em diálogos desnecessários, que acabam quebrando o ritmo.
Já havia visto um documentário sobre esse caso, mas não com tantos detalhes.
Acho que quatro episódios foi um exagero, pois temos alguns pontos repetitivos na narrativa, o que fica cansativo, poderia ter sido mais enxuto.
De qualquer forma, há um vasto material jornalístico sobre o caso, o que deixou a narrativa rica em informações e com o longo depoimento da ex-mulher de um dos réus, que participou ativamente do caso.
É um típico caso de mulher manipuladora e gananciosa que envolve o amante, que não é menos culpado do que ela. Como resultado, famílias destruídas, filhos que perdem seus pais, um é morto e os outros vão para a prisão.
O aviso de spoiler cabe, porque mesmo sendo uma história real já divulgada pela mídia, a narrativa se desenvolve como um autêntico suspense ficcional, como hoje são os documentários de "true crime".
Temos aqui a princípio um caso de desaparecimento de uma mulher, algo comum e no qual o marido é o principal suspeito, como na maioria das vezes é também o culpado. Mas neste aqui, depois de um começo clichê, somos apresentados a uma história surreal que mostra a destruição de uma família, mas principalmente, o sofrimento de um homem, que se vê diante da constatação de que sua esposa é um ser cruel, sem escrúpulos, que tem um desvio de caráter beirando a psicopatia.
Não é o desaparecimento de Sherri Pappini que é misterioso, mas também sua personalidade. Porque alguém forja o próprio sequestro, se auto machuca, deixa o marido desesperado, um país inteiro preocupado?
A série foca bastante nos detalhes do desaparecimento e da posterior volta de Sherri, assim como no desespero de Keith, o marido, sem um maior aprofundamento no que a teria levado a cometer um ato tão insano que impactou sua vida e de sua família.
No final a explicação da insatisfação no casamento e a necessidade de atrair a atenção parecem um tanto superficiais, não há nenhuma alusão a uma possível perturbação mental.
Um encerramento um tanto abrupto, que deixa no espectador a sensação de impunidade, porque depois de arquitetar um plano insano, Sherri tem 35 acusações de fraude, entre elas mentir para o FBI e gastar recursos públicos com o seu sequestro forjado, crimes puníveis com até 25 anos de prisão, ela se declara culpada e cumpre apenas 18 meses.
Pensei que "Garota exemplar" teria sido baseado nesta história, quando descobrimos que foi Sherri que se inspirou no filme, o que torna tudo ainda mais bizarro.
Um depoimento final de Keith, revelando todo o ressentimento e a mágoa de ver sua vida e a de seus filhos afetadas de forma tão cruel, deixou um sentimento de querer saber mais sobre como Sherri e Keith resolveram pendências após a saída dela da prisão. Se divorciaram, com quem ficou os filhos, Keith perdoou a esposa?
Isso o documentário não esclarece, mas a quem se interessar Keith pediu o divórcio, tem a guarda dos filhos, não fala mais com a ex-esposa e não, disse que não vai perdoá-la.
Ao contrário dos outros dois documentários da série "Cena do crime", que focam em vários temas além dos crimes propriamente ditos, este se concentra na descrição dos assassinatos, as vítimas e principalmente suas famílias.
A narrativa é centrada no pai de uma das vítimas que busca incessantemente descobrir o responsável pela morte de sua filha, como também ajudar outros familiares de mulheres brutalmente assassinadas em um lugar que ficou conhecido como campo de matança.
Passando por vários crimes cometidos ao longo dos anos, é uma visão mais humana das vítimas e no sofrimento de quem fica tentando descobrir o que aconteceu.
“Cena do crime: O assassino da Times Square” ao abordar os assassinatos de mulheres ocorridos em Nova York na década de 70, acaba traçando todo o panorama da exploração sexual que existia na época, especialmente na Times Square, hoje um ambiente turístico e familiar, mas que há mais de 40 anos refletia a crise financeira, decadência urbana e alto índice de criminalidade vigentes na cidade nos anos 70.
SPOILERS ABAIXO
A Times Square era um lugar dominado pelo crime, um antro de pornografia habitado por prostitutas, cafetões, traficantes que circulavam entre cinemas pornôs, casas de swing, shows de strip tease, hotéis baratos de alta rotatividade e é nesse cenário caótico que em um quarto de hotel foram encontrados os corpos de duas mulheres com as mãos e as cabeças decepadas, a partir desse crime, a série vai revelando outros casos de mulheres assassinadas e estupradas, fazendo um paralelo entre a trajetória das investigações que descobrem a similaridade entre os casos decretando a existência de um serial killer com o ambiente hostil e abusivo a que as mulheres que se prostituíam estavam submetidas.
A narrativa bem desenvolvida vai intercalando depoimentos de promotores, investigadores, jornalistas e até a autora de um livro sobre profissionais do sexo, como também a filha biológica de uma das vítimas do serial killer, até chegar a revelação da identidade do assassino, Richard Cottingham, casado, 3 filhos, trabalhava como operador de computador em uma escritório, alguém aparentemente normal que se revelou um psicopata, e com o surgimento dos analistas de perfis descobriu-se que o mal não tem uma face determinada.
A série não perde muito tempo em analisar o assassino e suas motivações, e apesar de mostrar bastante os detalhes da investigação, se concentra mais no contexto social da época, o que para quem gosta de enredos essencialmente policiais e investigativos, pode ser digressivo demais e focar menos no que aparentemente deveria ser seu principal tema.
Para mim, a série equilibra o lado investigativo com a crítica social, e consegue acertar em ambas as abordagens, sem fugir de apresentar os fatos sobre os crimes e seu autor como também a imersão no ambiente degradante em que eles ocorreram.
“Cena do crime: Mistério e Morte no Hotel Cecil” é um ótimo documentário pois partindo de um fato, o desaparecimento da estudante canadense Elisa Lam dentro de um hotel em Los Angeles, aborda uma série de temas, a saber: Saúde mental, a vida das pessoas que vivem nas ruas, bullying virtual, exposição midiática, tribunal da internet e a obsessão das pessoas por assuntos que estão muito distantes de sua realidade.
SPOILERS ABAIXO
A narrativa tem um desenvolvimento que abrangendo todos estes temas, consegue despertar o interesse do espectador pois não deixa de lado a investigação policial, afinal quem começa a ver uma série sobre um crime real, está, antes de tudo, interessado na solução do mistério.
Há digressões sobre o passado do hotel, palco de várias mortes, além da de Elisa. Temos uma visão da Los Angeles dos anos 70/80 e da população de rua que transita em torno do hotel enquanto somos informados sobre os detalhes do desaparecimento de Elisa e sua frágil saúde mental, até sermos apresentados ao intrigante vídeo de uma câmera de segurança com a estudante em um dos elevadores do hotel nas suas últimas imagens, seu comportamento bizarro que levanta várias suspeitas por parte da polícia e de uma legião de internautas que passam a investigar o mistério obsessivamente.
Com uma narrativa que explora eficientemente o suspense ao demorar para revelar que a estudante estava morta quando seu corpo é encontrado dentro da caixa d’água, o que desperta mais ainda a obsessão dos detetives virtuais que passam a tecer várias teorias da conspiração, terminando por acusar um cantor que estava no hotel na época da morte da garota fazendo vídeos com sangue, gore, rituais macabros e passa a sofrer um linchamento virtual. Vemos o depoimento do artista que declara que pensou até em suicídio.
Por fim, a investigação conclui que a garota que sofria de sérios distúrbios mentais e havia parado de tomar a medicação, havia ela mesma entrado na caixa d’água e se afogado após um surto psicótico, motivo do comportamento estranho demonstrado no vídeo gravado no elevador.
Apesar do final ser um anticlímax para quem esperava ver um culpado preso e condenado, a série envolve, mostrando Elisa como vítima não de um assassino de carne e osso mas de todo um mundo para o qual não parecia estar preparada para enfrentar, ao passo que também aborda como uma sociedade pode também estar doente quando fica obcecada, acusa e condena sem provas e depois, quando tudo é esclarecido, esquece e vai em busca do próximo assunto sem se preocupar com quem ficou caído pelo caminho, o que é cada vez mais comum em tempos da exposição desenfreada na internet de assuntos que merecem tanta atenção para depois serem rapidamente esquecidos em um mundo onde tudo é cada vez mais instantâneo e descartável.
A atuação da protagonista é brilhante, sensível em um personagem que pode soar antipático apesar de todo o sofrimento pessoal e não despertar empatia pois é um personagem difícil, irascível, pesado, é o maior destaque do elenco. Embora seja uma trama essencialmente investigativa, o foco é mais na personalidade e no drama dos personagens do que no "quem é o culpado".
A minissérie tem um ritmo muito lento, típico das produções europeias, especialmente nórdicas, o que não seria problema se a trama não fosse confusa com cenas dispensáveis e duração excessiva.
De resto, além da protagonista, todos tem boas atuações, fotografia com destaque para o cinza e o branco, de acordo com o clima frio do lugar, que também evidencia a tristeza, melancolia e amargura da trama.
ao final estão conectados com acontecimentos do passado, um clichê recorrente de filmes de suspense.
mas achei difícil me preocupar com os problemas da protagonista, um personagem extremamente antipático, que sim, havia perdido uma filha, mas parecia dar isso como desculpa para todas suas atitudes condenáveis.
Anna (Tessa Thompson) trama para recuperar o posto que havia perdido na TV porque simplesmente desapareceu durante um ano sem dar satisfação, abandonou a mãe idosa, seduziu o marido da rival no trabalho, divulgou informações dadas pelo ex marido prometendo que não o faria
Estão elogiando o plot twist final mas é preciso ligar a suspensão de descrença no nível máximo para acreditar que
uma idosa teria capacidade física para cometer todos aqueles assassinatos.
Além disso, a protagonista ao ler a confissão da mãe, olha para ela e dá um sorriso, como se apoiasse todos os crimes que a mãe havia acabado de detalhar
Esta terceira temporada de “Fargo” tinha um grande desafio, manter o excelente nível das duas anteriores, criando altas expectativas para quem acompanha a produção baseada no filme Cult de 1996.
SPOILERS ABAIXO
Temos a história da rivalidade entre os irmãos Ray e Emmit Stussy (interpretados por Ewan McGregor) , o primeiro um oficial de condicional, que odiava o irmão por conta de um roubo de um selo raro. Com a ajuda de uma das condenadas sob sua supervisão, Nikki (Mary Eizabeth Winstead) com quem ele tinha um caso amoroso, Ray planeja o roubo do selo e também o assassinato do irmão, mas tudo dá errado e o assassino contratado, um atrapalhado viciado que também estava sob sua supervisão, acaba matando o homem errado.
A partir daí, coincidências e reviravoltas se sucedem sempre com muita ironia e humor negro. Quem acredita no aviso que aparece no começo de cada episódio, de que se trata de fatos reais descritos exatamente como ocorreram, vai estar muito enganado, pois é apenas uma brincadeira que os irmãos Coen iniciaram e foi mantida na série. Como acreditar que é verídica uma morte incrível como a do “acidente” com o ar condicionado?
Não falta a policial inteligente e perspicaz, Gloria Burgle (Carrie Coon) personagem similar à Molly da primeira temporada, que duvida da investigação, quer descobrir a verdade, mas é constantemente boicotada por seu chefe.
A única relação com os dois anos anteriores é o assassino de aluguel surdo-mudo que aparece na segunda temporada e volta nessa para ajudar Nikki, fora isso não existe mais nenhuma citação referente às outras temporadas.
Um desfecho que não faz concessões e não poupa seus protagonistas, inclusive com uma reviravolta quase no encerramento do último episódio, que realmente surpreende, mas no todo o enredo demora a envolver, não chega a decepcionar, mas acaba deixando claro que houve uma sensível queda em relação aos dois primeiros anos da série.
Destaque para as atuações de Ewan McGregor, que realmente convence ao fazer dois irmãos gêmeos bem distintos entre si, Mary Elizabeth Winstead que faz de Nikki um personagem que passeia entre a esperteza e a ingenuidade e o asqueroso mafioso Varga vivido, por David Thewlis, cujo final é deixado em aberto, na cena carregada de suspense que encerra a temporada.
O Acusado (1ª Temporada)
3.7 3 Assista AgoraTodo episódio abre com alguém no tribunal sendo acusado, depois temos um flashback que explica porque aquela pessoa chegou até ali.
O primeiro episódio sobre um neurocirurgião cujo filho comete um ataque na escola é o melhor da série e já conquista o espectador para o resto da temporada.
Como toda série de antologia, há episódios ótimos, bons e regulares, mas nenhum chega a ser ruim (estranhamente, no Brasil, a primeira temporada teve apenas 14 episódios contra os 16 exibidos nos EUA)
2 - um casal cuja filha gerada em barriga de aluguel nasce surda e o pai se recusa a aceitar
3 - Uma mulher que tem seu filho assassinado enfrenta o ataque de grupos defensores de armas
4 - Uma drag queen que se envolve com um homem que não quer assumir a relação, acaba se envolvendo numa trágica situação
5 - Um professor ajuda sua aluna a fazer um aborto, comprometendo sua vida e reputação
6 - Uma comediante de stand up acusa um astro também comediante de estupro e é difamada
7 - Um homem é incentivado a fazer justiça com as próprias mãos quando sua filha sofre abuso
8 - Um homem interna seu irmão com deficiência em uma instituição e descobre que ele estava sofrendo abusos
9 - Um adolescente desconfia que a cuidadora de sua mãe pode não ser o anjo que demonstra
10 - Uma garota querendo ajudar a namorada ativista, se envolve em uma gangue de supremacistas
11 - Uma professora com marido possessivo se envolve com seu colega
12 - Um motorista de limusine se apaixona por uma de suas clientes e cria uma vida fake
13 - Um cantor de rock tenta ajudar o filho viciado em drogas
14 - Uma adolescente toma medidas extremas para descobrir quem é seu pai com consequências devastadoras para as pessoas com quem convive
Eu Vou Te Encontrar
3.6 115 Assista AgoraMais uma adaptação de Harlan Coben, que deve ser um dos escritores que mais tem sua obra adaptada na atualidade.
Apesar de alguns furos, consegue prender a atenção e cria uma narrativa que aponta para vários caminhos e entrega uma solução final satisfatória.
As revelações são inesperadas embora
ficava pesando que Hayden (Milo Ventimiglia) era bonzinho demais para parecer sincero.
Sam Worthington segura bem o protagonismo e a série consegue manter o interesse até o final.
The Boroughs (1ª Temporada)
3.5 36 Assista AgoraPoderia ser definido como "Stranger things da terceira idade", mas lembra também o filme "Cocoon" de 1985, não chega a ter o apelo midiático da série de adolescentes que se tornou fenômeno, não vai virar um ícone da cultura pop, mas é uma série agradável e cumpre o papel de entreter.
SPOILERS ABAIXO
A série que se passa numa comunidade de idosos, a princípio tem um tom dramático e explora essa fase da vida em que a sensação da finitude próxima está muito presente, depois adota o tom mais "stranger things" com monstros subterrâneos, velhinhos corajosos e descolados, como a turma de crianças que enfrentam os dermogorgons, que resolvem investigar as misteriosas mortes dos moradores da comunidade.
O elenco é recheado de nomes conhecidos com destaque para Alfred Molina, Bill Pulmann, Denis O'hare e Geena Davis.
O final deixa uma porta aberta para uma possível segunda temporada, mas a trama é concluída e creio que não haverá continuação.
Os velhinhos de "The Boroughs" não deverão ficar mais velhos, como as crianças de "Stranger Things" cresceram e se tornaram adultos.
Sem Salvação
3.1 31 Assista AgoraProdução inglesa que explora o universo das seitas religiosas.
Tem um início bastante envolvente, depois se perde um pouco com um certo personagem que a princípio parece um ser sobrenatural
para depois se revelar um manipulador assassino e psicopata.
O que começa como um drama sobre fanatismo religioso descamba para um thriller erótico com final meio aberto, embora não creio que haverá uma segunda temporada.
Outlander (8ª Temporada)
3.7 18 Assista AgoraDepois de 10 anos chega ao fim a saga de Claire (Caitriona Balfe) e Jamie Fraser (Sam Heughan) em uma temporada que ficou longe de ser perfeita e agradar a quem acompanhou durante tantos anos as idas e vindas no tempo desta série envolvente.
SPOILERS ABAIXO
Era de se esperar que a última temporada se preocupasse em encerrar a narrativa focando em explicar questões levantadas durante as anteriores, mas no final além de pontas soltas, tivemos muito tempo de tela dedicados a personagens de menor importância.
Qual a necessidade de se perder tanto tempo com o plot envolvendo Amaranthus (Carla Woodcock) e William (Charles Vandervaart), um longo “chove não molha” para um encerramento que não levou à absolutamente nada. Porque não dedicar este tempo a reconciliação entre Jamie e o filho que durou meros 2 minutos?
Também uma extensa sequência com Ian (John Bell) que ao lado da esposa Rachel (Izzy Meikle Small) reencontra sua esposa e filho indígenas, mas quando volta com a criança não há sequer a reação de ninguém com a chegada deles e nem uma mínima alusão à adaptação da criança em outro ambiente.
Outra escolha de roteiro arriscada e diferente do livro foi a morte de Fergus (Cesar Domboy) que acabou sendo apenas dramática, sem função no decorrer da narrativa, já que Marsali (Lauren Lily) confessa estar grávida à beira do túmulo do marido, mas não vemos como ela resolveu suas questões com a herança e nem sua vida sozinha com tantos filhos.
Outra trama criada, mas não desenvolvida, foi a descoberta de que Faith, a filha de Jamie e Claire que morreu no parto, ainda na França, sobreviveu. Ela não aparece, há uma inserção de uma rápida cena que explica que a menina fora dada aos cuidados de uma rendeira, sem explicação como sobreviveu. Se foi ressuscitada por Master Raymond, porque não foi entregue aos pais? Depois aparecem suas filhas, a mais velha morta no final da temporada passada e a mais nova Fanny (Florrie Wilkinson) indo viver com os avós. Para que reviver Faith se ela morre sem reencontrar os pais?
Muito tempo dedicado a Roger (Richard Ramkim) discutindo sua fé, sem que isso fosse importante para a narrativa. Um grande problema também sempre foi a falta de química entre Roger e Brianna (Sophie Skelton).
E a parte mais controversa desta temporada de encerramento, a morte de Jamie ou a não morte. A cena final rendeu muitas discussões e dúvidas. Claire ao lado do corpo do marido, seu cabelo ficando totalmente branco, até que ele abre os olhos, suspira e fim.
Assim sem nenhuma explicação, nada. Tive que recorrer a vídeos de youtubers fãs da série, para entender que, provavelmente, Jamie ressuscita pelo poder de Claire, que havia feito o mesmo por um bebê natimorto durante esta temporada. Prints de tela foram mostrados onde vemos uma luz azul entre os corpos deles, como se fosse o poder curativo emanando dela para ele. Podemos conjecturar que ressuscitar alguém é uma fantasia, mas viagens no tempo também são.
Isso é uma forma de interpretar, se é isso mesmo que aconteceu, não se sabe. O que é um tanto decepcionante, já que após acompanhar durante anos uma série e ter um final aberto a diversas interpretações, é bastante discutível.
Nunca a série repetiu a excelência de sua primeira temporada e houve um declínio com o passar dos anos, como é freqüente em séries de longa duração, mas no geral, “Outlander” conseguiu nos envolver e entreter durante suas oito temporadas com sua equilibrada mistura de fantasia e história.
O Cavaleiro dos Sete Reinos (1ª Temporada)
4.2 196 Assista AgoraA série aborda o período em que os dragões estavam extintos, posterior à "Casa do dragão" e anterior à "Game of thrones", quando os bichos são ressuscitados por Daenerys.
Os primeiros episódios mostram Dunk (Pedro Claffey) querendo participar dos torneios e para isso teria que ser reconhecido como cavaleiro. Acompanhar suas aventuras até conseguir o objetivo requer paciência, pois quem espera uma narrativa cheia de ação se depara com uma trama mais lenta sem a grandiosidade de "Game of thrones".
Dunk conhece em uma estalagem o pequeno Egg (Dexter Sol Ansell, em ótima atuação ) que insiste em ser seu escudeiro. O relacionamento que vai se construindo entre eles é o que sustenta a série, diferente das batalhas épicas que marcaram suas antecessoras.
É a busca de um homem pela honra, tentando ser honesto em um mundo que não premia a honestidade e um garoto perdido entre as responsabilidades da herança familiar observando as estruturas do poder mas estando fora delas.
É quase um "road movie" medieval e no lugar de dragões e intrigas palacianas, foca nas escolhas de vida e no caráter de seus protagonistas em uma narrativa mais intimista e humana.
Os Casos de Harry Hole
3.6 17 Assista AgoraSPOILERS ABAIXO
Como toda série nórdica, foca mais no drama pessoal de seus personagens, do que propriamente na investigação policial, não que esta seja esquecida, mas a vida particular de Harry Hole (Tobias Santelmann em ótima atuação) ganha bastante tempo de tela.
Depressivo, amargurado e alcóolatra, Harry se sente culpado pela morte de seu parceiro em um acidente em que estava ao volante e tinha bebido. Depois tem que encarar a morte da parceira assassinada pelo policial corrupto Tom Waaler (Joel Kinamann).
O enredo mistura assassinatos cometidos por um serial killer com contrabando de armas, o que acaba sendo um tanto confuso. A revelação do assassino não chega a ser surpreendente mas também não parece ter tanta importância, já que o foco maior e também seu maior atrativo, fica sendo mesmo o embate entre Harry e Tom, que culmina em uma sequência bastante violenta.
Mantém a qualidade de atuação e de narrativa da maioria das séries vindas destes países gelados e curiosamente, suas tramas parecem acompanhar o clima frio, quase sempre são melancólicas, com personagens mergulhados em dramas existenciais e sofrimento mental.
Os Sete Relógios de Agatha Christie
2.9 38 Assista AgoraLi a obra de Agatha Christie há muitos anos, mas lembro que muitos elementos foram modificados, as principais mudanças foram feitas para dar mais protagonismo às personagens femininas.
A investigação, que no livro fica a cargo do Superintentende Battle (Martin Freeman), nesta adaptação ele perde bastante a revelância para Lady Eileen (Mia Mackenna-Bruce), que passa a centralizar em seu personagem todas as ações da narrativa.
Os livros da rainha do crime em que não aparecem seus personagens mais famosos o detetive Poirot e Miss Marple, geralmente fogem dos crimes puramente domésticos, aqueles assassinatos motivados unicamente por intrigas familiares, e esse não é diferente.
No final os assassinatos, porque acontece mais de um, são motivados por uma conspiração que envolve espionagem, governo, indo muito além de um simples crime cometido em uma propriedade suntuosa na Inglaterra.
Eu particularmente prefiro os chamados crimes "domésticos" com os icônicos detetives da sra. Christie descobrindo quem é o assassino, reunindo todos na sala e esclarecendo o mistério. Apesar dos clichês, é muito mais divertido, mas não deixa de ser uma série bem produzida com boas atuações e deixa um final aberto para uma sequência, creio, já não tendo mais base na obra da escritora.
Scarpetta: Médica Legista (1ª Temporada)
2.9 43 Assista AgoraComo muitos, a série me atraiu por causa do elenco, mas é um amontoado de cenas confusas e personagens irritantes. Mistura indigesta de CSI com drama familiar.
São duas linhas temporais, uma na atualidade e outra no ano de 1998 na qual os personagens são representados por outros atores mais jovens, então não há confusão em relação à linha temporais.
Dra. Kay Scarpetta (Nicole Kidman) é uma médica legista que investiga o assassinato de uma mulher, é casada com Wesley (Simon Baker), agente do FBI, tem uma relação bastante conflituosa com a irmã Dorothy (Jamie Lee Curtis) e com a sobrinha Lucy (Ariana Debose) e também com o seu cunhado Pete (Bobby Canavale), ex-policial.
Os mesmos personagens aparecem no passado, envolvidos na investigação de um assassinato que aparentemente teria relação com o crime do presente, o problema é que a investigação fica em segundo plano para tratar dos problemas familiares da legista em infindáveis e chatíssimas DRs com a irmã, o marido e a sobrinha, que não se conforma com a morte da esposa e passa a série inteira em longas conversas com a falecida através de um programa de IA.
Lucy já entra no ranking das personagens mais chatas de séries de TV, criança ou adulta, culpa a tudo e todos por sua infelicidade.
Nunca fica claro quem é o pai de Lucy, que não é citado, o que aconteceu com a ex-mulher de Wesley que era casado e tinha filhos quando conheceu Kay, de que morreu a falecida do IA. Não que faça muita diferença, mas já que perdem um tempo enorme da série falando dos problemas da família, eram pontos que deveriam ter sido mencionados.
A temporada termina sem elucidar totalmente o mistério, além de revelar que o serial Killer é um personagem sem nenhuma importância na trama, supostamente seria essa a revelação ou não, pois encerra com uma cena que deixa a trama em aberto para uma possível segunda temporada, que, sinceramente, não sei se terei coragem ou paciência para assistir.
Os Sem Nome (1ª Temporada)
3.5 6 Assista AgoraA série tem uma narrativa que pega o espectador pelo mistério desenvolvido de forma envolvente, porém peca em seu final que apresenta uma solução cheia de falhas e absurda.
Apesar do tema que envolve poderes sobrenaturais, o desenvolvimento da narrativa tinha uma pegada mais verossímil, que se perde em seu desfecho.
Como aceitar que
Angela (Valentina Gaya) espera a mãe Claudia (Miren Ibarguren) na casa que moravam após segui-la, ajuda no parto, tenta matar a mãe cortando seu pescoço e depois aparentemente a cura do ferimento, foge com a criança, é capturada, depois de descobrimos que havia se tornado a líder da seita que a raptara, é internada em uma instituição para doentes mentais, depois de um tempo o médico diz que pode ir para a casa junto do irmão que raptou e da mãe que tentou matar??
Além disso, o bebê que seria o motivo de todo o plano arquitetado pela menina mostrado durante TODA a série, termina já com uns 3 anos e nada que indicasse algum dom especial.
O elenco todo tem boas atuações com destaque para Rodrigo de La Serna (Casa de Papel) que vive o perturbado e depressivo detetive Salazar, mas as boas atuações não salvam a série que destrói a boa narrativa com um final decepcionante.
O Caso Melissa Witt: Em Busca de um Assassino
2.7 2 Assista AgoraCostumo assistir bastante séries "True Crime" e essa certamente é uma das mais chatas, se não for a mais, que já assisti.
Quatro longos episódios que mostram as várias fases da investigação, intermináveis entrevistas com amigos e parentes da vítima, investigadores e a repórter que trabalhou no caso na época. A jornalista praticamente é a figura central da narrativa, aparecendo em todos os episódios falando sempre basicamente a mesma coisa.
O primeiro episódio se resume a falar sobre o desaparecimento, a preocupação das pessoas em cenas repetitivas. Para se ter ideia, uma das amigas dela é entrevistada várias vezes, repetindo o quanto está triste... para que isso? Uma vez não seria suficiente?
O terceiro episódio foca em outros casos de desaparecimentos e assassinatos, sem esclarecer se teriam a ver com o caso de Melissa, aparentemente parece não ter e depois deixam no ar se haveria conexão. Não entendi a inserção destes casos na série, prolongar a narrativa, para mim já excessivamente extensa?
Depois de passarmos por essa longa, repetitiva e tediosa sucessão de fatos que não levam a nenhuma conclusão, descobrimos que o caso está em aberto e sem solução alguma, exatamente como no dia em que o corpo de Melissa foi descoberto trinta anos atrás.
Acho que quem se interesse por este tipo de série, gosta de ver o caso resolvido, quem acompanha este tipo de narrativa, quer vê-la esclarecida, como em quase todos os documentários sobre casos reais.
Se a intenção era mostrar como casos de assassinato podem não ter um desfecho sem que se descubra quem é o assassino ou como o processo de investigação é burocrático e enfadonho, a série cumpriu seu objetivo mas acaba sendo, além de cansativo, frustrante.
Homicídio nos EUA: Laci Peterson
3.6 36 Assista AgoraO documentário não se aprofunda em análises psicológicas, não discute o "porque" mas exibe em detalhes o "como".
Pelo exposto não há dúvidas que Scott é o culpado pelo assassinato de sua esposa Laci e do filho não nascido Conner, ele é pintado como o vilão por seu comportamento distante, frieza e a descoberta posterior de uma amante para a qual escondeu que era um homem casado. O depoimento dela é crucial para sua condenação.
A mídia reforçou essa imagem de culpado, mas a série não entra na importância da cobertura intensa para a condenação do réu. Mesmo que todo o processo tenha se resumido a provas circunstanciais, não haveria como Scott receber outro veredito que não fosse culpado, enquanto Laci era a vítima, jovem, bonita, grávida, ele era o marido infiel que quis se livrar da esposa.
Scott até hoje jura inocência e já fez inúmeros recursos para ter seu caso revisado, até hoje não obteve sucesso.
É um relato rico em detalhes, mas que se torna genérico dentre tantos documentários "true crime", mostrando uma vítima que aparentemente não tinha defeitos e um assassino que teria todos os defeitos. Mas com a falta de provas contundentes e vinte anos depois ele ainda busca incessantemente por uma revisão do caso, fica a sensação que todos podemos ter sido influenciados por uma narrativa que sempre esteve contra o réu, mesmo que, aparentemente, ele seja mesmo culpado.
Mr. Mercedes (3ª Temporada)
3.3 20 Assista AgoraEmbora melhor que a segunda temporada ainda é bem inferior à primeira.
SPOILERS ABAIXO
O Mr. Mercedes, citado em alguns momentos, já que um dos plots da temporada é o julgamento de Lou (Breeda Wool) que assassinou Brady na chocante cena final da temporada anterior. Apesar de constantemente Lou fale de Brady, o "Mr. Mercedes" não aparece nem nos delírios da personagem.
Na verdade, o título "Mr. Mercedes" meio que perdeu o sentido, já que o plot principal da temporada é o assassinato de John Rothstein (Bruce Dern, talvez um alter ego de Stephen King?) e a narrativa é quase que inteiramente focada nos personagens desse núcleo, com algumas inserções do julgamento.
Para não perder totalmente o protagonismo, Bill (Brendan Gleeson) se envolve na investigação do assassinato do escritor, mas seu personagem também se mostra com menos relevância.
Para compensar a falta do vilão Mr. Mercedes, aparece Alma Lane (Kate Mulgrew) até mais cruel e odiosa que o vilão das temporadas anteriores. Vivendo um relação doentia com Morris (Gabriel Ebert), não mede esforços para se apoderar dos cadernos com textos inéditos do escritor assassinado de quem era ex-amante e por quem era obcecada.
Os outros pesonagens como Holly (Justine Lupe), Ida (Holland Taylor) e Jerome (Jharell Jerome), tem participações diminuídas e transitam à margem dos acontecimentos importantes.
Uma série que começou com uma ótima primeira temporada, com personagens bem delineados e foi se perdendo, terminando de forma protocolar e sem lembrar em nada o seu início, nem o enredo que tomou um rumo completamente diferente.
Mr. Mercedes (2ª Temporada)
3.4 37 Assista AgoraA segunda temporada de “Mr. Mercedes” é inferior à primeira, não sei o quanto é fiel à obra de Stephen King, mas tudo que era tensão na primeira temporada, tornou-se arrastado nessa.
SPOILERS ABAIXO
Começa com Brady (Harry Treadaway) ainda em coma no hospital após a agressão de Holly (Justine Lupe). Entram em cena dois médicos ambiciosos e inescrupulosos Felix (Jack Huston) e Cora (Tessa Ferrer), que iniciam um tratamento no psicopata com um remedido regenerador da atividade cerebral.
A partir deste momento somos colocados dentro do cérebro de Brady, que ganha como cenário o porão onde ele arquitetava seus ataques com o psicopata diante das telas de computador vendo as pessoas à sua volta, as telas metaforicamente como seus olhos. Estas sequências são longas e repetitivas tirando muito do ritmo da narrativa.
Se na primeira temporada a premissa foi calcada na realidade nesta ganha uma narrativa com uma mistura de ficção científica/sobrenatural, pois o psicopata passa a entrar na mente das pessoas e fazer com que obedeçam suas ordens, uma pessoa se mata e outra mata alguém atendendo os comandos de Brady.
Bill (Brendan Gleeson) continua com sua obsessão com Brady e alguns personagens mais participativos da primeira temporada, nesta se tornam mais coadjuvantes como Ida (Holland Taylor) e Jerome (Jharel Jerome).
A temporada reserva uma cena final bastante chocante e inesperada, mas não é o bastante para colocá-la no mesmo nível da primeira.
Night Stalker: Tortura e Terror
4.0 139 Assista AgoraRamirez foi um serial killer americano que desafiou os chamados analistas de perfis do FBI, pois não tinha um padrão, matou jovens e idosos, roubou e estuprou mulheres e até crianças.
O documentário faz um relato abrangente e detalhado dos crimes cometidos pelo psicopata, embora não entre no terreno psicológico, não há nenhuma análise aprofundada sobre a mente ou personalidade de Ramirez, apenas descreve os fatos, seus assassinatos, captura, julgamento e condenação.
Documentário genérico, sem trazer nenhuma novidade para o formato, interessa para quem gosta do genêro true crime.
Mr. Mercedes (1ª Temporada)
4.1 94 Assista AgoraComecei a ver e só depois descobri que era baseado ema um obra de Stephen King.
SPOILERS ABAIXO
A série já choca em sua cena inicial, várias pessoas que estavam em uma fila em busca de emprego são assassinadas por um psicopata dirigindo um Mercedes (daí o título) e usando máscara de palhaço que passa por cima delas em uma cena impactante e explícita.
A partir daí somos apresentados ao detetive Bill Hodges (Brendan Gleeson) que é o responsável pela investigação, o tempo passa, ele se aposenta e a não solução do caso se torna uma obsessão para Hodges.
Não há mistério quanto à identidade do assassino, logo sabemos que é Brady Hartsfield (Harry Treadaway) um pacato funcionário de loja de aparelhos eletrônicos, especialista em computadores, que mora com a mãe com quem tem uma relação doentia e incestuosa. Sua mente deturpada, sua personalidade sombria, sua total falta de empatia são reveladas.
Todos os personagens tem sua facetas psicológicas e são bem delineados, demonstrando sua personalidade nas atitudes. Hodges, que em sua obsessão não percebe o quanto sua vida está sendo sugada, numa espiral de amargura e dor.
Além dele transitam em seu entorno, sua vizinha Ida (Holland Taylor), prestativa, independente, resolvida, Janey (Mary Louise Parker) irmã da dona do Mercedes roubado usado no atentado, que se envolve amorosamente com Hodges, mas tem uma relação mal resolvida com a irmã que se suicidou e com a mãe internada em um asilo, Holly (Justine Lupe), tímida, insegura, com traços que poderiam ser até de autismo, Jerome (Jharel Jerome), rapaz negro que consegue entrar em Harvard e está em conflito entre suas raízes humildes e o ambiente da universidade de elite.
Além dele temos Deborah (Kelly Lynch) a mãe do psicopata, bêbada, frustrada, infeliz e Lou (Breeda Wool), colega de trabalho de Brady, lésbica, presa a um emprego e a um chefe ditador que vê no psicopata um amigo.
Não li a obra de King, não sei o quanto é fiel, suponho que seja pois tem o escritor entre seus roteiristas e uma aparição dele como uma das vítimas em uma lanchonete em um dos delírios de Brady, algo que King faz costumeiramente, imitando Hitchcock.
A narrativa é envolvente, tem momentos impactantes, como sua cena inicial, um outro assassinato de uma personagem importante e um desfecho também surpreendente, as atuações são ótimas, mas nem tudo é perfeito, às vezes se perde um pouco em diálogos desnecessários, que acabam quebrando o ritmo.
Sr. e Sra. Assassinato
3.5 3 Assista AgoraJá havia visto um documentário sobre esse caso, mas não com tantos detalhes.
Acho que quatro episódios foi um exagero, pois temos alguns pontos repetitivos na narrativa, o que fica cansativo, poderia ter sido mais enxuto.
De qualquer forma, há um vasto material jornalístico sobre o caso, o que deixou a narrativa rica em informações e com o longo depoimento da ex-mulher de um dos réus, que participou ativamente do caso.
É um típico caso de mulher manipuladora e gananciosa que envolve o amante, que não é menos culpado do que ela. Como resultado, famílias destruídas, filhos que perdem seus pais, um é morto e os outros vão para a prisão.
A Esposa Perfeita: Um Desaparecimento Misterioso
3.7 4 Assista AgoraSPOILERS ABAIXO
O aviso de spoiler cabe, porque mesmo sendo uma história real já divulgada pela mídia, a narrativa se desenvolve como um autêntico suspense ficcional, como hoje são os documentários de "true crime".
Temos aqui a princípio um caso de desaparecimento de uma mulher, algo comum e no qual o marido é o principal suspeito, como na maioria das vezes é também o culpado. Mas neste aqui, depois de um começo clichê, somos apresentados a uma história surreal que mostra a destruição de uma família, mas principalmente, o sofrimento de um homem, que se vê diante da constatação de que sua esposa é um ser cruel, sem escrúpulos, que tem um desvio de caráter beirando a psicopatia.
Não é o desaparecimento de Sherri Pappini que é misterioso, mas também sua personalidade. Porque alguém forja o próprio sequestro, se auto machuca, deixa o marido desesperado, um país inteiro preocupado?
A série foca bastante nos detalhes do desaparecimento e da posterior volta de Sherri, assim como no desespero de Keith, o marido, sem um maior aprofundamento no que a teria levado a cometer um ato tão insano que impactou sua vida e de sua família.
No final a explicação da insatisfação no casamento e a necessidade de atrair a atenção parecem um tanto superficiais, não há nenhuma alusão a uma possível perturbação mental.
Um encerramento um tanto abrupto, que deixa no espectador a sensação de impunidade, porque depois de arquitetar um plano insano, Sherri tem 35 acusações de fraude, entre elas mentir para o FBI e gastar recursos públicos com o seu sequestro forjado, crimes puníveis com até 25 anos de prisão, ela se declara culpada e cumpre apenas 18 meses.
Pensei que "Garota exemplar" teria sido baseado nesta história, quando descobrimos que foi Sherri que se inspirou no filme, o que torna tudo ainda mais bizarro.
Um depoimento final de Keith, revelando todo o ressentimento e a mágoa de ver sua vida e a de seus filhos afetadas de forma tão cruel, deixou um sentimento de querer saber mais sobre como Sherri e Keith resolveram pendências após a saída dela da prisão. Se divorciaram, com quem ficou os filhos, Keith perdoou a esposa?
Isso o documentário não esclarece, mas a quem se interessar Keith pediu o divórcio, tem a guarda dos filhos, não fala mais com a ex-esposa e não, disse que não vai perdoá-la.
Cena do Crime: O Campo da Morte no Texas
3.5 25 Assista AgoraAo contrário dos outros dois documentários da série "Cena do crime", que focam em vários temas além dos crimes propriamente ditos, este se concentra na descrição dos assassinatos, as vítimas e principalmente suas famílias.
A narrativa é centrada no pai de uma das vítimas que busca incessantemente descobrir o responsável pela morte de sua filha, como também ajudar outros familiares de mulheres brutalmente assassinadas em um lugar que ficou conhecido como campo de matança.
Passando por vários crimes cometidos ao longo dos anos, é uma visão mais humana das vítimas e no sofrimento de quem fica tentando descobrir o que aconteceu.
Cena do Crime: O Assassino da Times Square
3.4 20 Assista Agora“Cena do crime: O assassino da Times Square” ao abordar os assassinatos de mulheres ocorridos em Nova York na década de 70, acaba traçando todo o panorama da exploração sexual que existia na época, especialmente na Times Square, hoje um ambiente turístico e familiar, mas que há mais de 40 anos refletia a crise financeira, decadência urbana e alto índice de criminalidade vigentes na cidade nos anos 70.
SPOILERS ABAIXO
A Times Square era um lugar dominado pelo crime, um antro de pornografia habitado por prostitutas, cafetões, traficantes que circulavam entre cinemas pornôs, casas de swing, shows de strip tease, hotéis baratos de alta rotatividade e é nesse cenário caótico que em um quarto de hotel foram encontrados os corpos de duas mulheres com as mãos e as cabeças decepadas, a partir desse crime, a série vai revelando outros casos de mulheres assassinadas e estupradas, fazendo um paralelo entre a trajetória das investigações que descobrem a similaridade entre os casos decretando a existência de um serial killer com o ambiente hostil e abusivo a que as mulheres que se prostituíam estavam submetidas.
A narrativa bem desenvolvida vai intercalando depoimentos de promotores, investigadores, jornalistas e até a autora de um livro sobre profissionais do sexo, como também a filha biológica de uma das vítimas do serial killer, até chegar a revelação da identidade do assassino, Richard Cottingham, casado, 3 filhos, trabalhava como operador de computador em uma escritório, alguém aparentemente normal que se revelou um psicopata, e com o surgimento dos analistas de perfis descobriu-se que o mal não tem uma face determinada.
A série não perde muito tempo em analisar o assassino e suas motivações, e apesar de mostrar bastante os detalhes da investigação, se concentra mais no contexto social da época, o que para quem gosta de enredos essencialmente policiais e investigativos, pode ser digressivo demais e focar menos no que aparentemente deveria ser seu principal tema.
Para mim, a série equilibra o lado investigativo com a crítica social, e consegue acertar em ambas as abordagens, sem fugir de apresentar os fatos sobre os crimes e seu autor como também a imersão no ambiente degradante em que eles ocorreram.
Cena do Crime: Mistério e Morte no Hotel Cecil
3.4 266“Cena do crime: Mistério e Morte no Hotel Cecil” é um ótimo documentário pois partindo de um fato, o desaparecimento da estudante canadense Elisa Lam dentro de um hotel em Los Angeles, aborda uma série de temas, a saber: Saúde mental, a vida das pessoas que vivem nas ruas, bullying virtual, exposição midiática, tribunal da internet e a obsessão das pessoas por assuntos que estão muito distantes de sua realidade.
SPOILERS ABAIXO
A narrativa tem um desenvolvimento que abrangendo todos estes temas, consegue despertar o interesse do espectador pois não deixa de lado a investigação policial, afinal quem começa a ver uma série sobre um crime real, está, antes de tudo, interessado na solução do mistério.
Há digressões sobre o passado do hotel, palco de várias mortes, além da de Elisa. Temos uma visão da Los Angeles dos anos 70/80 e da população de rua que transita em torno do hotel enquanto somos informados sobre os detalhes do desaparecimento de Elisa e sua frágil saúde mental, até sermos apresentados ao intrigante vídeo de uma câmera de segurança com a estudante em um dos elevadores do hotel nas suas últimas imagens, seu comportamento bizarro que levanta várias suspeitas por parte da polícia e de uma legião de internautas que passam a investigar o mistério obsessivamente.
Com uma narrativa que explora eficientemente o suspense ao demorar para revelar que a estudante estava morta quando seu corpo é encontrado dentro da caixa d’água, o que desperta mais ainda a obsessão dos detetives virtuais que passam a tecer várias teorias da conspiração, terminando por acusar um cantor que estava no hotel na época da morte da garota fazendo vídeos com sangue, gore, rituais macabros e passa a sofrer um linchamento virtual. Vemos o depoimento do artista que declara que pensou até em suicídio.
Por fim, a investigação conclui que a garota que sofria de sérios distúrbios mentais e havia parado de tomar a medicação, havia ela mesma entrado na caixa d’água e se afogado após um surto psicótico, motivo do comportamento estranho demonstrado no vídeo gravado no elevador.
Apesar do final ser um anticlímax para quem esperava ver um culpado preso e condenado, a série envolve, mostrando Elisa como vítima não de um assassino de carne e osso mas de todo um mundo para o qual não parecia estar preparada para enfrentar, ao passo que também aborda como uma sociedade pode também estar doente quando fica obcecada, acusa e condena sem provas e depois, quando tudo é esclarecido, esquece e vai em busca do próximo assunto sem se preocupar com quem ficou caído pelo caminho, o que é cada vez mais comum em tempos da exposição desenfreada na internet de assuntos que merecem tanta atenção para depois serem rapidamente esquecidos em um mundo onde tudo é cada vez mais instantâneo e descartável.
Terra de Pecados
2.6 6 Assista AgoraA atuação da protagonista é brilhante, sensível em um personagem que pode soar antipático apesar de todo o sofrimento pessoal e não despertar empatia pois é um personagem difícil, irascível, pesado, é o maior destaque do elenco. Embora seja uma trama essencialmente investigativa, o foco é mais na personalidade e no drama dos personagens do que no "quem é o culpado".
A minissérie tem um ritmo muito lento, típico das produções europeias, especialmente nórdicas, o que não seria problema se a trama não fosse confusa com cenas dispensáveis e duração excessiva.
De resto, além da protagonista, todos tem boas atuações, fotografia com destaque para o cinza e o branco, de acordo com o clima frio do lugar, que também evidencia a tristeza, melancolia e amargura da trama.
Dele & Dela
3.6 153 Assista AgoraA série tem um plot investigativo que envolve, vários assassinatos que
ao final estão conectados com acontecimentos do passado, um clichê recorrente de filmes de suspense.
mas achei difícil me preocupar com os problemas da protagonista, um personagem extremamente antipático, que sim, havia perdido uma filha, mas parecia dar isso como desculpa para todas suas atitudes condenáveis.
Anna (Tessa Thompson) trama para recuperar o posto que havia perdido na TV porque simplesmente desapareceu durante um ano sem dar satisfação, abandonou a mãe idosa, seduziu o marido da rival no trabalho, divulgou informações dadas pelo ex marido prometendo que não o faria
Estão elogiando o plot twist final mas é preciso ligar a suspensão de descrença no nível máximo para acreditar que
uma idosa teria capacidade física para cometer todos aqueles assassinatos.
Além disso, a protagonista ao ler a confissão da mãe, olha para ela e dá um sorriso, como se apoiasse todos os crimes que a mãe havia acabado de detalhar
Fargo (3ª Temporada)
4.1 223 Assista AgoraEsta terceira temporada de “Fargo” tinha um grande desafio, manter o excelente nível das duas anteriores, criando altas expectativas para quem acompanha a produção baseada no filme Cult de 1996.
SPOILERS ABAIXO
Temos a história da rivalidade entre os irmãos Ray e Emmit Stussy (interpretados por Ewan McGregor) , o primeiro um oficial de condicional, que odiava o irmão por conta de um roubo de um selo raro. Com a ajuda de uma das condenadas sob sua supervisão, Nikki (Mary Eizabeth Winstead) com quem ele tinha um caso amoroso, Ray planeja o roubo do selo e também o assassinato do irmão, mas tudo dá errado e o assassino contratado, um atrapalhado viciado que também estava sob sua supervisão, acaba matando o homem errado.
A partir daí, coincidências e reviravoltas se sucedem sempre com muita ironia e humor negro. Quem acredita no aviso que aparece no começo de cada episódio, de que se trata de fatos reais descritos exatamente como ocorreram, vai estar muito enganado, pois é apenas uma brincadeira que os irmãos Coen iniciaram e foi mantida na série. Como acreditar que é verídica uma morte incrível como a do “acidente” com o ar condicionado?
Não falta a policial inteligente e perspicaz, Gloria Burgle (Carrie Coon) personagem similar à Molly da primeira temporada, que duvida da investigação, quer descobrir a verdade, mas é constantemente boicotada por seu chefe.
A única relação com os dois anos anteriores é o assassino de aluguel surdo-mudo que aparece na segunda temporada e volta nessa para ajudar Nikki, fora isso não existe mais nenhuma citação referente às outras temporadas.
Um desfecho que não faz concessões e não poupa seus protagonistas, inclusive com uma reviravolta quase no encerramento do último episódio, que realmente surpreende, mas no todo o enredo demora a envolver, não chega a decepcionar, mas acaba deixando claro que houve uma sensível queda em relação aos dois primeiros anos da série.
Destaque para as atuações de Ewan McGregor, que realmente convence ao fazer dois irmãos gêmeos bem distintos entre si, Mary Elizabeth Winstead que faz de Nikki um personagem que passeia entre a esperteza e a ingenuidade e o asqueroso mafioso Varga vivido, por David Thewlis, cujo final é deixado em aberto, na cena carregada de suspense que encerra a temporada.