Todo episódio abre com alguém no tribunal sendo acusado, depois temos um flashback que explica porque aquela pessoa chegou até ali.
O primeiro episódio sobre um neurocirurgião cujo filho comete um ataque na escola é o melhor da série e já conquista o espectador para o resto da temporada.
Como toda série de antologia, há episódios ótimos, bons e regulares, mas nenhum chega a ser ruim (estranhamente, no Brasil, a primeira temporada teve apenas 14 episódios contra os 16 exibidos nos EUA) 2 - um casal cuja filha gerada em barriga de aluguel nasce surda e o pai se recusa a aceitar 3 - Uma mulher que tem seu filho assassinado enfrenta o ataque de grupos defensores de armas 4 - Uma drag queen que se envolve com um homem que não quer assumir a relação, acaba se envolvendo numa trágica situação 5 - Um professor ajuda sua aluna a fazer um aborto, comprometendo sua vida e reputação 6 - Uma comediante de stand up acusa um astro também comediante de estupro e é difamada 7 - Um homem é incentivado a fazer justiça com as próprias mãos quando sua filha sofre abuso 8 - Um homem interna seu irmão com deficiência em uma instituição e descobre que ele estava sofrendo abusos 9 - Um adolescente desconfia que a cuidadora de sua mãe pode não ser o anjo que demonstra 10 - Uma garota querendo ajudar a namorada ativista, se envolve em uma gangue de supremacistas 11 - Uma professora com marido possessivo se envolve com seu colega 12 - Um motorista de limusine se apaixona por uma de suas clientes e cria uma vida fake 13 - Um cantor de rock tenta ajudar o filho viciado em drogas 14 - Uma adolescente toma medidas extremas para descobrir quem é seu pai com consequências devastadoras para as pessoas com quem convive
Relato cru sobre o quanto a tensão racial e mesmo a dificuldade que temos de conviver em sociedade pode provocar tragédias. Particularmente, as imagens serem o tempo todo originárias das cameras corporais dos policiais, visualmente acho muito cansativo, mas é um gosto pessoal, apesar de ao optar pelo uso destas imagens, a imersão na narrativa é mais profunda. São imagens que atestam para o espectador o tempo todo, que ele está diante de uma narrativa verdadeira, sem "maquiagem" , que a quebra do cotidiano por um acontecimento inesperado e cruel, pode vir a qualquer momento e estar ali na casa ao lado.
com a morte da protagonista, é bem coerente. Ela salvou a moça raptada, havia perdido o marido e pelo que entendi, o filho morreu ao nascer. Não tinha mais ninguém, havia cumprido sua missão e iria ficar junto do homem que amava no lago que significava muito para ambos.
Os anos cinquenta produziram algumas filmes de ficção B bastante curiosos e divertidos. Este é um deles. Produção vinda direta da paranoia nuclear que permeava o mundo na época e que inspirou muitos filmes neste período, a ação se desenvolve nos alpes, o que dá a trama uma ambientação diferente. O design das criaturas para os dias de hoje pode parecer tosco, mas creio que para a época são bem satisfatórios e criativos.
Achei uma cópia muito piorada de "Duro de Matar", um dos melhores e mais empolgantes filmes de ação dos anos 80 que iniciou a vitoriosa carreira de Bruce Willis no cinema, até então um astro da TV.
Tudo lembra o clássico oitentista, a festa no prédio, terroristas, reféns assassinados friamente (a cena da morte do responsável pela vigilância do prédio é idêntica), líder terrorista psicopata, uma heroína saindo do nada, amizade com policial, parente (esposa/irmão) em perigo dentro do prédio mas tudo sem o charme e a ironia de Willis.
Deve ter faltado dinheiro para o cachê de Clive Owen que
O filme é a segunda parte de uma quadrilogia, que se iniciou com "As cores do mal: vermelho" em que vemos o mesmo personagem, o promotor Bilsky envolvido na investigação do desaparecimento de um menino e o promotor acaba se envolvendo amorosamente com a mãe dele (num relacionamento forçado e sem química) que o leva ao desaparecimento de outro menino anos atrás, que acaba aparecendo morto.
Achei esta segunda parte confusa e sem a mesma fluência narrativa que a primeira e depois de algumas pistas falsas sobre quem seria o sequestrador descobrimos
que o verdadeiro assassino da primeira criança que sumiu era um empresário influente da cidade e que o sequestrador do segundo era seu filho ilegítimo.
Poderia ser definido como "Stranger things da terceira idade", mas lembra também o filme "Cocoon" de 1985, não chega a ter o apelo midiático da série de adolescentes que se tornou fenômeno, não vai virar um ícone da cultura pop, mas é uma série agradável e cumpre o papel de entreter.
SPOILERS ABAIXO
A série que se passa numa comunidade de idosos, a princípio tem um tom dramático e explora essa fase da vida em que a sensação da finitude próxima está muito presente, depois adota o tom mais "stranger things" com monstros subterrâneos, velhinhos corajosos e descolados, como a turma de crianças que enfrentam os dermogorgons, que resolvem investigar as misteriosas mortes dos moradores da comunidade.
O elenco é recheado de nomes conhecidos com destaque para Alfred Molina, Bill Pulmann, Denis O'hare e Geena Davis.
O final deixa uma porta aberta para uma possível segunda temporada, mas a trama é concluída e creio que não haverá continuação.
Os velhinhos de "The Boroughs" não deverão ficar mais velhos, como as crianças de "Stranger Things" cresceram e se tornaram adultos.
para depois se revelar um manipulador assassino e psicopata.
O que começa como um drama sobre fanatismo religioso descamba para um thriller erótico com final meio aberto, embora não creio que haverá uma segunda temporada.
Depois de 10 anos chega ao fim a saga de Claire (Caitriona Balfe) e Jamie Fraser (Sam Heughan) em uma temporada que ficou longe de ser perfeita e agradar a quem acompanhou durante tantos anos as idas e vindas no tempo desta série envolvente.
SPOILERS ABAIXO
Era de se esperar que a última temporada se preocupasse em encerrar a narrativa focando em explicar questões levantadas durante as anteriores, mas no final além de pontas soltas, tivemos muito tempo de tela dedicados a personagens de menor importância.
Qual a necessidade de se perder tanto tempo com o plot envolvendo Amaranthus (Carla Woodcock) e William (Charles Vandervaart), um longo “chove não molha” para um encerramento que não levou à absolutamente nada. Porque não dedicar este tempo a reconciliação entre Jamie e o filho que durou meros 2 minutos?
Também uma extensa sequência com Ian (John Bell) que ao lado da esposa Rachel (Izzy Meikle Small) reencontra sua esposa e filho indígenas, mas quando volta com a criança não há sequer a reação de ninguém com a chegada deles e nem uma mínima alusão à adaptação da criança em outro ambiente.
Outra escolha de roteiro arriscada e diferente do livro foi a morte de Fergus (Cesar Domboy) que acabou sendo apenas dramática, sem função no decorrer da narrativa, já que Marsali (Lauren Lily) confessa estar grávida à beira do túmulo do marido, mas não vemos como ela resolveu suas questões com a herança e nem sua vida sozinha com tantos filhos.
Outra trama criada, mas não desenvolvida, foi a descoberta de que Faith, a filha de Jamie e Claire que morreu no parto, ainda na França, sobreviveu. Ela não aparece, há uma inserção de uma rápida cena que explica que a menina fora dada aos cuidados de uma rendeira, sem explicação como sobreviveu. Se foi ressuscitada por Master Raymond, porque não foi entregue aos pais? Depois aparecem suas filhas, a mais velha morta no final da temporada passada e a mais nova Fanny (Florrie Wilkinson) indo viver com os avós. Para que reviver Faith se ela morre sem reencontrar os pais?
Muito tempo dedicado a Roger (Richard Ramkim) discutindo sua fé, sem que isso fosse importante para a narrativa. Um grande problema também sempre foi a falta de química entre Roger e Brianna (Sophie Skelton).
E a parte mais controversa desta temporada de encerramento, a morte de Jamie ou a não morte. A cena final rendeu muitas discussões e dúvidas. Claire ao lado do corpo do marido, seu cabelo ficando totalmente branco, até que ele abre os olhos, suspira e fim.
Assim sem nenhuma explicação, nada. Tive que recorrer a vídeos de youtubers fãs da série, para entender que, provavelmente, Jamie ressuscita pelo poder de Claire, que havia feito o mesmo por um bebê natimorto durante esta temporada. Prints de tela foram mostrados onde vemos uma luz azul entre os corpos deles, como se fosse o poder curativo emanando dela para ele. Podemos conjecturar que ressuscitar alguém é uma fantasia, mas viagens no tempo também são.
Isso é uma forma de interpretar, se é isso mesmo que aconteceu, não se sabe. O que é um tanto decepcionante, já que após acompanhar durante anos uma série e ter um final aberto a diversas interpretações, é bastante discutível.
Nunca a série repetiu a excelência de sua primeira temporada e houve um declínio com o passar dos anos, como é freqüente em séries de longa duração, mas no geral, “Outlander” conseguiu nos envolver e entreter durante suas oito temporadas com sua equilibrada mistura de fantasia e história.
A série aborda o período em que os dragões estavam extintos, posterior à "Casa do dragão" e anterior à "Game of thrones", quando os bichos são ressuscitados por Daenerys.
Os primeiros episódios mostram Dunk (Pedro Claffey) querendo participar dos torneios e para isso teria que ser reconhecido como cavaleiro. Acompanhar suas aventuras até conseguir o objetivo requer paciência, pois quem espera uma narrativa cheia de ação se depara com uma trama mais lenta sem a grandiosidade de "Game of thrones".
Dunk conhece em uma estalagem o pequeno Egg (Dexter Sol Ansell, em ótima atuação ) que insiste em ser seu escudeiro. O relacionamento que vai se construindo entre eles é o que sustenta a série, diferente das batalhas épicas que marcaram suas antecessoras.
É a busca de um homem pela honra, tentando ser honesto em um mundo que não premia a honestidade e um garoto perdido entre as responsabilidades da herança familiar observando as estruturas do poder mas estando fora delas.
É quase um "road movie" medieval e no lugar de dragões e intrigas palacianas, foca nas escolhas de vida e no caráter de seus protagonistas em uma narrativa mais intimista e humana.
Assisti em virtude do título em português, que nada tem a ver com o original "Crack up" que significa surto psicótico ou colapso mental. Grande parte da narrativa se passa no tal museu, daí o título, mas não tem nada de horror.
Imaginava que fosse um daqueles filmes que se inspiraram no clássico "Museu de Cera", mas na verdade o enredo é sobre um especialista em obras de arte que tem um surto psicótico como no título original.
Depois descobrimos que era só uma trama montada para que ele acreditasse estar enlouquecendo e impedir que identificasse que vários quadros eram falsos.
Talvez a explicação para o título enganoso seja essa, sugerir que seja algo na linha do terror para atrair o público, porque é uma trama bem monótona, confusa e com elenco desconhecido.
Como toda série nórdica, foca mais no drama pessoal de seus personagens, do que propriamente na investigação policial, não que esta seja esquecida, mas a vida particular de Harry Hole (Tobias Santelmann em ótima atuação) ganha bastante tempo de tela.
Depressivo, amargurado e alcóolatra, Harry se sente culpado pela morte de seu parceiro em um acidente em que estava ao volante e tinha bebido. Depois tem que encarar a morte da parceira assassinada pelo policial corrupto Tom Waaler (Joel Kinamann).
O enredo mistura assassinatos cometidos por um serial killer com contrabando de armas, o que acaba sendo um tanto confuso. A revelação do assassino não chega a ser surpreendente mas também não parece ter tanta importância, já que o foco maior e também seu maior atrativo, fica sendo mesmo o embate entre Harry e Tom, que culmina em uma sequência bastante violenta.
Mantém a qualidade de atuação e de narrativa da maioria das séries vindas destes países gelados e curiosamente, suas tramas parecem acompanhar o clima frio, quase sempre são melancólicas, com personagens mergulhados em dramas existenciais e sofrimento mental.
O documentário mostra como a investigação de um aparente caso de acidente automobilístico pode evoluir para um homicídio.
O espectador não tem como fugir do que a narrativa propositalmente o leva, ou seja, a condenar Mackenzie Shirilla, a adolescente que estava ao volante de um carro que bateu violentamente contra a parede de um prédio e causou a morte de seu namorado Dominic Russo e de seu amigo Davion Flanagan.
Tudo na narrativa é feito para evidenciar a intenção de Mackenzie, que ela realmente premeditou o assassinato do namorado, não se importando com danos colaterais, a morte do amigo Davion.
Dominic e Davion são apresentados como jovens gentis, preocupados com a família enquanto Mackenzie é mostrada como uma jovem fútil, agressiva e que mantinha uma relação tóxica com o namorado.
Não que isso não seja verdade, tudo leva a crer que a garota realmente quis matar o namorado e poderia ter morrido no acidente, nada desmente que era uma jovem egoísta e mimada pelos pais, que estranhamente concordam em participar de um documentário que apresenta a filha como culpada pela morte de duas pessoas.
Apresenta os depoimentos dos pais de Mackenzie, Dominic e Davion, além da investigadora e do promotor, ou seja todos os principais envolvidos na tragédia. O direcionamento na aparente culpabilidade de Mackenzie, é porque talvez ela seja mesmo culpada!
A obsessão por redes sociais, exposição excessiva da vida particular, consumo de drogas, tudo é abordado em uma narrativa ágil, sem enrolação. Termina com a condenação da garota e nós respiramos aliviados com a certeza de que a justiça foi feita.
"Cálculo mortal" promete muito, mas se perde um pouco no desenvolvimento da narrativa.
A detetive Cassie (Sandra Bullock) entrega uma tragédia pessoal, que não é suficiente para criar empatia, parece odiar o mundo, usa as pessoas, descarta, não tem paciência, é obsessiva em resolver o crime, plot principal da narrativa, mas faz isso de forma atabalhoada, urgente, sem respeitar chefes, colegas e procedimentos e cria em torno de si uma aura de antipatia.
A relação entre os assassinos Richard (Ryan Gosling) e Justin (Michael Pitt) é dúbia, paira entre eles uma tensão sexual que não se concretiza, aqui mais uma referência ao clássico "Festim Diabólico" de Hitchcock, além do assassinato arquitetado e executado apenas para sentir como é realizar o suposto crime perfeito.
Personagens que não disseram a que vieram como Sam (Ben Chaplin) o parceiro de Cassie, que parece estar ali apenas para ser feito de bobo o filme inteiro e Lisa (Agnes Bruckner), que serve somente para deixar mais claro a rivalidade ou o ciúme que Richard sentia de Justin.
As situações vão se sucedendo naquela lógica sem lógica com conveniências de roteiro e um plot twist final que pelo menos a mim não surpreendeu, mas tem aquela vibe nostálgica dos anos 90 e começo dos anos 2000 e tem a Sandra Bullock que virou um ícone desde que dirigiu aquele ônibus desgovernado, então vale a visita, nem que seja para matar a saudade de uma época que a gente nem sabia o que era streaming.
“Além do tempo” tem uma estrutura de linhas temporais diversas, mas não mistura as diferentes épocas ao mesmo tempo, começou com uma narrativa no começo do século XX e depois vem para o presente, o artifício foi usado porque trata-se de uma obra em que a premissa é a reencarnação, portanto vemos na primeira parte os personagens no passado e depois suas reencarnações em outra vida.
A história de Lívia (Aline Moraes) a jovem humilde criada pela mãe Emilia (Ana Beatriz Nogueira), que desconhecia que era filha do conde Bernardo (Felipe Camargo) e neta da poderosa condessa Vitória (Irene Ravache). Livia conhece o sobrinho da condessa Felipe (Rafael Cardoso) e se apaixona por ele, romance que sua mãe desaprova, pois odiava a condessa que sempre proibiu o romance entre ela e Bernardo. Para ajudar a separar o casal, a inescrupulosa Melissa (Paola Oliveira) noiva de Felipe, que não mede esforços, assim como Pedro (Emilio Dantas) que é apaixonado por Livia.
Entre os ótimos coadjuvantes temos Anita (a linda Leticia Persiles, que sumiu das novelas) que se apaixona pelo mulherengo e cafajeste Roberto (o não menos lindo Romulo Estrela) e a família amalucada de Massimo (Luis Melo), um núcleo cômico realmente divertido, o que é raro.
Depois de uma narrativa tensa e bem conduzida, a cena final desta fase é com Livia e Felipe morrendo juntos, num final infeliz e corta já para a época atual com os dois se conhecendo num rápido encontro no metrô.
Esta fase, é para mim inferior a anterior, vários personagens se entrelaçam visando um resgate, segundo a doutrina espírita. Vitória agora é a mãe de Emilia, a mulher que odiava, Livia é rica e Felipe é pobre, lutando para sobreviver com sua vinícola, também se apaixonam e tem o final feliz que não tiveram na outra vida.
A trama de época, além de mais empolgante, conta com uma bela reconstituição e um enredo mais envolvente. Rafael Cardoso, que infelizmente por escolhas pessoais viu sua carreira destruída, é perfeito como o mocinho romântico e tem muita química com Aline Moraes, assim como as boas atuações de todo o elenco em suas duas fases, contribuem para a qualidade da obra.
Não que a trama na atualidade seja ruim, mas perde muito do seu encanto. Alguns personagens como Roberto e Gema (Louise Cardoso), perderam relevância nessa fase e alguns novos personagens não acrescentaram nada.
É uma boa história, mas se compararmos as duas fases, a segunda é um pouco inferior, o que acaba diminuindo a qualidade da narrativa como um todo.
Mais um filhote de "Seven" mas tudo muito artificial, com atuações exageradas.
A filha adotiva no momento que aparece já nos diz "culpada", o filho depressivo do amargurado detetive (Dennis Quaid) estar relacionado aos crimes, também surpresa zero.
Final anticlimático e nem entendi se o menino morreu ou não.
Fico com o ótimo comentário do meu amigo Vagner que disse que viu o filme no modo "Casas Bahia" à prestações, e foi bem difícil pagar o carnê inteiro.
O filme lembra muito "Olhos de serpente" de Brian de Palma, neste um crime é cometido durante uma luta de boxe em um ginásio lotado, a comparação é até óbvia, um espaço fechado com uma multidão em que se desenvolve uma trama de suspense, mas enquanto de Palma entrega uma trama instigante com ótimos planos sequência, este se perde e consegue ficar bem ruim na sua parte final.
Embora possa ter sido uma homenagem de Shyamalan a Brian de Palma, seu filme acaba dando a impressão que é só um veículo que o diretor usou para alavancar a carreira da filha Saleka Shyamalan que é cantora e no filme vive a popstar Lady Raven. Mais da metade do filme exibe cenas do show da filha do diretor, o grande problema é quando a ação sai do show e Saleka vê seu personagem se tornar protagonista, sua atuação é constrangedora.
Josh Hartnett entrega uma atuação convincente, embora toda as situações que vão ocorrendo dentro do ginásio ou fora dele, sejam bastante inverossímeis, mas Shyamalan parece consciente que abdicou de uma trama verossímil em favor de uma trama divertida.
Como sempre ficamos esperando uma virada na narrativa, aquele plot twist característico dos filmes do diretor
mas nesse não houve nada que surpreendesse, pois desde o começo sabíamos que ele era o homem que o FBI estava perseguindo. A cena final com o serial killer se livrando das algemas é surpreendente? Não, só achei absurda mesmo, policiais deixarem o serial killer, que os fizera de bobos desde o início do filme, ir levantar uma bicicleta! Era pra ter um final aberto, ele iria fugir? Sair do camburão, matar todos os policiais com aquele prego?
M. Night Shyamalan parece buscar um roteiro genial desde o fabuloso "O sexto sentido" e isso parece prejudicá-lo, já fez algumas coisas boas, outras medianas e outras ruins. Esse se encaixa de mediano para ruim e a única coisa que fica é mesmo a impressão de um diretor nepotista, que coloca a filha sem talento como atriz para protagonizar seu filme.
Ao que se propõe, o filme entrega uma trama razoável.
Há momentos tensos, bandidos atrapalhados, inserção de um tema sério como pedofilia e o culto às celebridades.
Sophie Turner como a estrela juvenil Lauren tem uma boa performance.
Só uma ressalva ao final, a pobre Grace (Renata Vaca, sim é esse o sobrenome) após salvar o cachorro de Lauren e a própria, quase perdendo a vida e provavelmente perdendo o emprego, nem é mencionada no final, não houve sequer uma recompensa, talvez a rica Lauren ajudando Grace doando recursos para que ela abrisse um abrigo de animais. Nada, pobre Grace.
Li a obra de Agatha Christie há muitos anos, mas lembro que muitos elementos foram modificados, as principais mudanças foram feitas para dar mais protagonismo às personagens femininas.
A investigação, que no livro fica a cargo do Superintentende Battle (Martin Freeman), nesta adaptação ele perde bastante a revelância para Lady Eileen (Mia Mackenna-Bruce), que passa a centralizar em seu personagem todas as ações da narrativa.
Os livros da rainha do crime em que não aparecem seus personagens mais famosos o detetive Poirot e Miss Marple, geralmente fogem dos crimes puramente domésticos, aqueles assassinatos motivados unicamente por intrigas familiares, e esse não é diferente.
No final os assassinatos, porque acontece mais de um, são motivados por uma conspiração que envolve espionagem, governo, indo muito além de um simples crime cometido em uma propriedade suntuosa na Inglaterra.
Eu particularmente prefiro os chamados crimes "domésticos" com os icônicos detetives da sra. Christie descobrindo quem é o assassino, reunindo todos na sala e esclarecendo o mistério. Apesar dos clichês, é muito mais divertido, mas não deixa de ser uma série bem produzida com boas atuações e deixa um final aberto para uma sequência, creio, já não tendo mais base na obra da escritora.
Como muitos, a série me atraiu por causa do elenco, mas é um amontoado de cenas confusas e personagens irritantes. Mistura indigesta de CSI com drama familiar.
São duas linhas temporais, uma na atualidade e outra no ano de 1998 na qual os personagens são representados por outros atores mais jovens, então não há confusão em relação à linha temporais.
Dra. Kay Scarpetta (Nicole Kidman) é uma médica legista que investiga o assassinato de uma mulher, é casada com Wesley (Simon Baker), agente do FBI, tem uma relação bastante conflituosa com a irmã Dorothy (Jamie Lee Curtis) e com a sobrinha Lucy (Ariana Debose) e também com o seu cunhado Pete (Bobby Canavale), ex-policial.
Os mesmos personagens aparecem no passado, envolvidos na investigação de um assassinato que aparentemente teria relação com o crime do presente, o problema é que a investigação fica em segundo plano para tratar dos problemas familiares da legista em infindáveis e chatíssimas DRs com a irmã, o marido e a sobrinha, que não se conforma com a morte da esposa e passa a série inteira em longas conversas com a falecida através de um programa de IA.
Lucy já entra no ranking das personagens mais chatas de séries de TV, criança ou adulta, culpa a tudo e todos por sua infelicidade.
Nunca fica claro quem é o pai de Lucy, que não é citado, o que aconteceu com a ex-mulher de Wesley que era casado e tinha filhos quando conheceu Kay, de que morreu a falecida do IA. Não que faça muita diferença, mas já que perdem um tempo enorme da série falando dos problemas da família, eram pontos que deveriam ter sido mencionados.
A temporada termina sem elucidar totalmente o mistério, além de revelar que o serial Killer é um personagem sem nenhuma importância na trama, supostamente seria essa a revelação ou não, pois encerra com uma cena que deixa a trama em aberto para uma possível segunda temporada, que, sinceramente, não sei se terei coragem ou paciência para assistir.
A série tem uma narrativa que pega o espectador pelo mistério desenvolvido de forma envolvente, porém peca em seu final que apresenta uma solução cheia de falhas e absurda.
Apesar do tema que envolve poderes sobrenaturais, o desenvolvimento da narrativa tinha uma pegada mais verossímil, que se perde em seu desfecho.
Angela (Valentina Gaya) espera a mãe Claudia (Miren Ibarguren) na casa que moravam após segui-la, ajuda no parto, tenta matar a mãe cortando seu pescoço e depois aparentemente a cura do ferimento, foge com a criança, é capturada, depois de descobrimos que havia se tornado a líder da seita que a raptara, é internada em uma instituição para doentes mentais, depois de um tempo o médico diz que pode ir para a casa junto do irmão que raptou e da mãe que tentou matar?? Além disso, o bebê que seria o motivo de todo o plano arquitetado pela menina mostrado durante TODA a série, termina já com uns 3 anos e nada que indicasse algum dom especial.
O elenco todo tem boas atuações com destaque para Rodrigo de La Serna (Casa de Papel) que vive o perturbado e depressivo detetive Salazar, mas as boas atuações não salvam a série que destrói a boa narrativa com um final decepcionante.
Costumo assistir bastante séries "True Crime" e essa certamente é uma das mais chatas, se não for a mais, que já assisti.
Quatro longos episódios que mostram as várias fases da investigação, intermináveis entrevistas com amigos e parentes da vítima, investigadores e a repórter que trabalhou no caso na época. A jornalista praticamente é a figura central da narrativa, aparecendo em todos os episódios falando sempre basicamente a mesma coisa.
O primeiro episódio se resume a falar sobre o desaparecimento, a preocupação das pessoas em cenas repetitivas. Para se ter ideia, uma das amigas dela é entrevistada várias vezes, repetindo o quanto está triste... para que isso? Uma vez não seria suficiente?
O terceiro episódio foca em outros casos de desaparecimentos e assassinatos, sem esclarecer se teriam a ver com o caso de Melissa, aparentemente parece não ter e depois deixam no ar se haveria conexão. Não entendi a inserção destes casos na série, prolongar a narrativa, para mim já excessivamente extensa?
Depois de passarmos por essa longa, repetitiva e tediosa sucessão de fatos que não levam a nenhuma conclusão, descobrimos que o caso está em aberto e sem solução alguma, exatamente como no dia em que o corpo de Melissa foi descoberto trinta anos atrás.
Acho que quem se interesse por este tipo de série, gosta de ver o caso resolvido, quem acompanha este tipo de narrativa, quer vê-la esclarecida, como em quase todos os documentários sobre casos reais.
Se a intenção era mostrar como casos de assassinato podem não ter um desfecho sem que se descubra quem é o assassino ou como o processo de investigação é burocrático e enfadonho, a série cumpriu seu objetivo mas acaba sendo, além de cansativo, frustrante.
O Acusado (1ª Temporada)
3.7 3 Assista AgoraTodo episódio abre com alguém no tribunal sendo acusado, depois temos um flashback que explica porque aquela pessoa chegou até ali.
O primeiro episódio sobre um neurocirurgião cujo filho comete um ataque na escola é o melhor da série e já conquista o espectador para o resto da temporada.
Como toda série de antologia, há episódios ótimos, bons e regulares, mas nenhum chega a ser ruim (estranhamente, no Brasil, a primeira temporada teve apenas 14 episódios contra os 16 exibidos nos EUA)
2 - um casal cuja filha gerada em barriga de aluguel nasce surda e o pai se recusa a aceitar
3 - Uma mulher que tem seu filho assassinado enfrenta o ataque de grupos defensores de armas
4 - Uma drag queen que se envolve com um homem que não quer assumir a relação, acaba se envolvendo numa trágica situação
5 - Um professor ajuda sua aluna a fazer um aborto, comprometendo sua vida e reputação
6 - Uma comediante de stand up acusa um astro também comediante de estupro e é difamada
7 - Um homem é incentivado a fazer justiça com as próprias mãos quando sua filha sofre abuso
8 - Um homem interna seu irmão com deficiência em uma instituição e descobre que ele estava sofrendo abusos
9 - Um adolescente desconfia que a cuidadora de sua mãe pode não ser o anjo que demonstra
10 - Uma garota querendo ajudar a namorada ativista, se envolve em uma gangue de supremacistas
11 - Uma professora com marido possessivo se envolve com seu colega
12 - Um motorista de limusine se apaixona por uma de suas clientes e cria uma vida fake
13 - Um cantor de rock tenta ajudar o filho viciado em drogas
14 - Uma adolescente toma medidas extremas para descobrir quem é seu pai com consequências devastadoras para as pessoas com quem convive
A Vizinha Perfeita
3.5 212 Assista AgoraRelato cru sobre o quanto a tensão racial e mesmo a dificuldade que temos de conviver em sociedade pode provocar tragédias.
Particularmente, as imagens serem o tempo todo originárias das cameras corporais dos policiais, visualmente acho muito cansativo, mas é um gosto pessoal, apesar de ao optar pelo uso destas imagens, a imersão na narrativa é mais profunda.
São imagens que atestam para o espectador o tempo todo, que ele está diante de uma narrativa verdadeira, sem "maquiagem" , que a quebra do cotidiano por um acontecimento inesperado e cruel, pode vir a qualquer momento e estar ali na casa ao lado.
Eu Vou Te Encontrar
3.6 115 Assista AgoraMais uma adaptação de Harlan Coben, que deve ser um dos escritores que mais tem sua obra adaptada na atualidade.
Apesar de alguns furos, consegue prender a atenção e cria uma narrativa que aponta para vários caminhos e entrega uma solução final satisfatória.
As revelações são inesperadas embora
ficava pesando que Hayden (Milo Ventimiglia) era bonzinho demais para parecer sincero.
Sam Worthington segura bem o protagonismo e a série consegue manter o interesse até o final.
O Frio da Morte
2.8 90 Assista AgoraEmbora não seja nenhuma trama inovadora, tem boa dose de suspense e também de ação, belas locações em meio a neve e uma ótima atriz como protagonista.
Apesar da idade, Emma Thompson convence totalmente como a mulher enfrentando perigos em meio a uma paisagem inóspita.
O final dramático
com a morte da protagonista, é bem coerente. Ela salvou a moça raptada, havia perdido o marido e pelo que entendi, o filho morreu ao nascer. Não tinha mais ninguém, havia cumprido sua missão e iria ficar junto do homem que amava no lago que significava muito para ambos.
Terror em Trollenberg
3.3 15 Assista AgoraOs anos cinquenta produziram algumas filmes de ficção B bastante curiosos e divertidos.
Este é um deles. Produção vinda direta da paranoia nuclear que permeava o mundo na época e que inspirou muitos filmes neste período, a ação se desenvolve nos alpes, o que dá a trama uma ambientação diferente.
O design das criaturas para os dias de hoje pode parecer tosco, mas creio que para a época são bem satisfatórios e criativos.
Resgate em Grande Altitude
2.4 25 Assista AgoraAchei uma cópia muito piorada de "Duro de Matar", um dos melhores e mais empolgantes filmes de ação dos anos 80 que iniciou a vitoriosa carreira de Bruce Willis no cinema, até então um astro da TV.
Tudo lembra o clássico oitentista, a festa no prédio, terroristas, reféns assassinados friamente (a cena da morte do responsável pela vigilância do prédio é idêntica), líder terrorista psicopata, uma heroína saindo do nada, amizade com policial, parente (esposa/irmão) em perigo dentro do prédio mas tudo sem o charme e a ironia de Willis.
Deve ter faltado dinheiro para o cachê de Clive Owen que
morre antes da metade do filme
O lado bom do filme é que dá vontade de rever "Duro de matar" e perceber o abismo que existe entre um e outro.
As Cores do Mal: Preto
3.1 18 Assista AgoraO filme é a segunda parte de uma quadrilogia, que se iniciou com "As cores do mal: vermelho" em que vemos o mesmo personagem, o promotor Bilsky envolvido na investigação do desaparecimento de um menino e o promotor acaba se envolvendo amorosamente com a mãe dele (num relacionamento forçado e sem química) que o leva ao desaparecimento de outro menino anos atrás, que acaba aparecendo morto.
Achei esta segunda parte confusa e sem a mesma fluência narrativa que a primeira e depois de algumas pistas falsas sobre quem seria o sequestrador descobrimos
que o verdadeiro assassino da primeira criança que sumiu era um empresário influente da cidade e que o sequestrador do segundo era seu filho ilegítimo.
The Boroughs (1ª Temporada)
3.5 36 Assista AgoraPoderia ser definido como "Stranger things da terceira idade", mas lembra também o filme "Cocoon" de 1985, não chega a ter o apelo midiático da série de adolescentes que se tornou fenômeno, não vai virar um ícone da cultura pop, mas é uma série agradável e cumpre o papel de entreter.
SPOILERS ABAIXO
A série que se passa numa comunidade de idosos, a princípio tem um tom dramático e explora essa fase da vida em que a sensação da finitude próxima está muito presente, depois adota o tom mais "stranger things" com monstros subterrâneos, velhinhos corajosos e descolados, como a turma de crianças que enfrentam os dermogorgons, que resolvem investigar as misteriosas mortes dos moradores da comunidade.
O elenco é recheado de nomes conhecidos com destaque para Alfred Molina, Bill Pulmann, Denis O'hare e Geena Davis.
O final deixa uma porta aberta para uma possível segunda temporada, mas a trama é concluída e creio que não haverá continuação.
Os velhinhos de "The Boroughs" não deverão ficar mais velhos, como as crianças de "Stranger Things" cresceram e se tornaram adultos.
Sem Salvação
3.1 31 Assista AgoraProdução inglesa que explora o universo das seitas religiosas.
Tem um início bastante envolvente, depois se perde um pouco com um certo personagem que a princípio parece um ser sobrenatural
para depois se revelar um manipulador assassino e psicopata.
O que começa como um drama sobre fanatismo religioso descamba para um thriller erótico com final meio aberto, embora não creio que haverá uma segunda temporada.
The Black Torment
3.0 4Narrativa insuportavelmente lenta, diálogos intermináveis e sem importância com elenco desconhecido.
O visual lembra os filmes da Hammer, mas nada além disso. Acho que nem o pior filme da Hammer é tão chato.
Para piorar vi no Youtube com uma péssima dublagem em português feita por IA.
Outlander (8ª Temporada)
3.7 18 Assista AgoraDepois de 10 anos chega ao fim a saga de Claire (Caitriona Balfe) e Jamie Fraser (Sam Heughan) em uma temporada que ficou longe de ser perfeita e agradar a quem acompanhou durante tantos anos as idas e vindas no tempo desta série envolvente.
SPOILERS ABAIXO
Era de se esperar que a última temporada se preocupasse em encerrar a narrativa focando em explicar questões levantadas durante as anteriores, mas no final além de pontas soltas, tivemos muito tempo de tela dedicados a personagens de menor importância.
Qual a necessidade de se perder tanto tempo com o plot envolvendo Amaranthus (Carla Woodcock) e William (Charles Vandervaart), um longo “chove não molha” para um encerramento que não levou à absolutamente nada. Porque não dedicar este tempo a reconciliação entre Jamie e o filho que durou meros 2 minutos?
Também uma extensa sequência com Ian (John Bell) que ao lado da esposa Rachel (Izzy Meikle Small) reencontra sua esposa e filho indígenas, mas quando volta com a criança não há sequer a reação de ninguém com a chegada deles e nem uma mínima alusão à adaptação da criança em outro ambiente.
Outra escolha de roteiro arriscada e diferente do livro foi a morte de Fergus (Cesar Domboy) que acabou sendo apenas dramática, sem função no decorrer da narrativa, já que Marsali (Lauren Lily) confessa estar grávida à beira do túmulo do marido, mas não vemos como ela resolveu suas questões com a herança e nem sua vida sozinha com tantos filhos.
Outra trama criada, mas não desenvolvida, foi a descoberta de que Faith, a filha de Jamie e Claire que morreu no parto, ainda na França, sobreviveu. Ela não aparece, há uma inserção de uma rápida cena que explica que a menina fora dada aos cuidados de uma rendeira, sem explicação como sobreviveu. Se foi ressuscitada por Master Raymond, porque não foi entregue aos pais? Depois aparecem suas filhas, a mais velha morta no final da temporada passada e a mais nova Fanny (Florrie Wilkinson) indo viver com os avós. Para que reviver Faith se ela morre sem reencontrar os pais?
Muito tempo dedicado a Roger (Richard Ramkim) discutindo sua fé, sem que isso fosse importante para a narrativa. Um grande problema também sempre foi a falta de química entre Roger e Brianna (Sophie Skelton).
E a parte mais controversa desta temporada de encerramento, a morte de Jamie ou a não morte. A cena final rendeu muitas discussões e dúvidas. Claire ao lado do corpo do marido, seu cabelo ficando totalmente branco, até que ele abre os olhos, suspira e fim.
Assim sem nenhuma explicação, nada. Tive que recorrer a vídeos de youtubers fãs da série, para entender que, provavelmente, Jamie ressuscita pelo poder de Claire, que havia feito o mesmo por um bebê natimorto durante esta temporada. Prints de tela foram mostrados onde vemos uma luz azul entre os corpos deles, como se fosse o poder curativo emanando dela para ele. Podemos conjecturar que ressuscitar alguém é uma fantasia, mas viagens no tempo também são.
Isso é uma forma de interpretar, se é isso mesmo que aconteceu, não se sabe. O que é um tanto decepcionante, já que após acompanhar durante anos uma série e ter um final aberto a diversas interpretações, é bastante discutível.
Nunca a série repetiu a excelência de sua primeira temporada e houve um declínio com o passar dos anos, como é freqüente em séries de longa duração, mas no geral, “Outlander” conseguiu nos envolver e entreter durante suas oito temporadas com sua equilibrada mistura de fantasia e história.
O Cavaleiro dos Sete Reinos (1ª Temporada)
4.2 196 Assista AgoraA série aborda o período em que os dragões estavam extintos, posterior à "Casa do dragão" e anterior à "Game of thrones", quando os bichos são ressuscitados por Daenerys.
Os primeiros episódios mostram Dunk (Pedro Claffey) querendo participar dos torneios e para isso teria que ser reconhecido como cavaleiro. Acompanhar suas aventuras até conseguir o objetivo requer paciência, pois quem espera uma narrativa cheia de ação se depara com uma trama mais lenta sem a grandiosidade de "Game of thrones".
Dunk conhece em uma estalagem o pequeno Egg (Dexter Sol Ansell, em ótima atuação ) que insiste em ser seu escudeiro. O relacionamento que vai se construindo entre eles é o que sustenta a série, diferente das batalhas épicas que marcaram suas antecessoras.
É a busca de um homem pela honra, tentando ser honesto em um mundo que não premia a honestidade e um garoto perdido entre as responsabilidades da herança familiar observando as estruturas do poder mas estando fora delas.
É quase um "road movie" medieval e no lugar de dragões e intrigas palacianas, foca nas escolhas de vida e no caráter de seus protagonistas em uma narrativa mais intimista e humana.
Museus de Horrores
3.2 2Assisti em virtude do título em português, que nada tem a ver com o original "Crack up" que significa surto psicótico ou colapso mental. Grande parte da narrativa se passa no tal museu, daí o título, mas não tem nada de horror.
Imaginava que fosse um daqueles filmes que se inspiraram no clássico "Museu de Cera", mas na verdade o enredo é sobre um especialista em obras de arte que tem um surto psicótico como no título original.
Depois descobrimos que era só uma trama montada para que ele acreditasse estar enlouquecendo e impedir que identificasse que vários quadros eram falsos.
Talvez a explicação para o título enganoso seja essa, sugerir que seja algo na linha do terror para atrair o público, porque é uma trama bem monótona, confusa e com elenco desconhecido.
Os Casos de Harry Hole
3.6 17 Assista AgoraSPOILERS ABAIXO
Como toda série nórdica, foca mais no drama pessoal de seus personagens, do que propriamente na investigação policial, não que esta seja esquecida, mas a vida particular de Harry Hole (Tobias Santelmann em ótima atuação) ganha bastante tempo de tela.
Depressivo, amargurado e alcóolatra, Harry se sente culpado pela morte de seu parceiro em um acidente em que estava ao volante e tinha bebido. Depois tem que encarar a morte da parceira assassinada pelo policial corrupto Tom Waaler (Joel Kinamann).
O enredo mistura assassinatos cometidos por um serial killer com contrabando de armas, o que acaba sendo um tanto confuso. A revelação do assassino não chega a ser surpreendente mas também não parece ter tanta importância, já que o foco maior e também seu maior atrativo, fica sendo mesmo o embate entre Harry e Tom, que culmina em uma sequência bastante violenta.
Mantém a qualidade de atuação e de narrativa da maioria das séries vindas destes países gelados e curiosamente, suas tramas parecem acompanhar o clima frio, quase sempre são melancólicas, com personagens mergulhados em dramas existenciais e sofrimento mental.
Colisão: Acidente ou Homicídio?
3.2 33 Assista AgoraSPOILERS ABAIXO
O documentário mostra como a investigação de um aparente caso de acidente automobilístico pode evoluir para um homicídio.
O espectador não tem como fugir do que a narrativa propositalmente o leva, ou seja, a condenar Mackenzie Shirilla, a adolescente que estava ao volante de um carro que bateu violentamente contra a parede de um prédio e causou a morte de seu namorado Dominic Russo e de seu amigo Davion Flanagan.
Tudo na narrativa é feito para evidenciar a intenção de Mackenzie, que ela realmente premeditou o assassinato do namorado, não se importando com danos colaterais, a morte do amigo Davion.
Dominic e Davion são apresentados como jovens gentis, preocupados com a família enquanto Mackenzie é mostrada como uma jovem fútil, agressiva e que mantinha uma relação tóxica com o namorado.
Não que isso não seja verdade, tudo leva a crer que a garota realmente quis matar o namorado e poderia ter morrido no acidente, nada desmente que era uma jovem egoísta e mimada pelos pais, que estranhamente concordam em participar de um documentário que apresenta a filha como culpada pela morte de duas pessoas.
Apresenta os depoimentos dos pais de Mackenzie, Dominic e Davion, além da investigadora e do promotor, ou seja todos os principais envolvidos na tragédia. O direcionamento na aparente culpabilidade de Mackenzie, é porque talvez ela seja mesmo culpada!
A obsessão por redes sociais, exposição excessiva da vida particular, consumo de drogas, tudo é abordado em uma narrativa ágil, sem enrolação. Termina com a condenação da garota e nós respiramos aliviados com a certeza de que a justiça foi feita.
Cálculo Mortal
3.3 318 Assista Agora"Cálculo mortal" promete muito, mas se perde um pouco no desenvolvimento da narrativa.
A detetive Cassie (Sandra Bullock) entrega uma tragédia pessoal, que não é suficiente para criar empatia, parece odiar o mundo, usa as pessoas, descarta, não tem paciência, é obsessiva em resolver o crime, plot principal da narrativa, mas faz isso de forma atabalhoada, urgente, sem respeitar chefes, colegas e procedimentos e cria em torno de si uma aura de antipatia.
A relação entre os assassinos Richard (Ryan Gosling) e Justin (Michael Pitt) é dúbia, paira entre eles uma tensão sexual que não se concretiza, aqui mais uma referência ao clássico "Festim Diabólico" de Hitchcock, além do assassinato arquitetado e executado apenas para sentir como é realizar o suposto crime perfeito.
Personagens que não disseram a que vieram como Sam (Ben Chaplin) o parceiro de Cassie, que parece estar ali apenas para ser feito de bobo o filme inteiro e Lisa (Agnes Bruckner), que serve somente para deixar mais claro a rivalidade ou o ciúme que Richard sentia de Justin.
As situações vão se sucedendo naquela lógica sem lógica com conveniências de roteiro e um plot twist final que pelo menos a mim não surpreendeu, mas tem aquela vibe nostálgica dos anos 90 e começo dos anos 2000 e tem a Sandra Bullock que virou um ícone desde que dirigiu aquele ônibus desgovernado, então vale a visita, nem que seja para matar a saudade de uma época que a gente nem sabia o que era streaming.
Além do Tempo
4.2 118SPOILERS ABAIXO
“Além do tempo” tem uma estrutura de linhas temporais diversas, mas não mistura as diferentes épocas ao mesmo tempo, começou com uma narrativa no começo do século XX e depois vem para o presente, o artifício foi usado porque trata-se de uma obra em que a premissa é a reencarnação, portanto vemos na primeira parte os personagens no passado e depois suas reencarnações em outra vida.
A história de Lívia (Aline Moraes) a jovem humilde criada pela mãe Emilia (Ana Beatriz Nogueira), que desconhecia que era filha do conde Bernardo (Felipe Camargo) e neta da poderosa condessa Vitória (Irene Ravache). Livia conhece o sobrinho da condessa Felipe (Rafael Cardoso) e se apaixona por ele, romance que sua mãe desaprova, pois odiava a condessa que sempre proibiu o romance entre ela e Bernardo. Para ajudar a separar o casal, a inescrupulosa Melissa (Paola Oliveira) noiva de Felipe, que não mede esforços, assim como Pedro (Emilio Dantas) que é apaixonado por Livia.
Entre os ótimos coadjuvantes temos Anita (a linda Leticia Persiles, que sumiu das novelas) que se apaixona pelo mulherengo e cafajeste Roberto (o não menos lindo Romulo Estrela) e a família amalucada de Massimo (Luis Melo), um núcleo cômico realmente divertido, o que é raro.
Depois de uma narrativa tensa e bem conduzida, a cena final desta fase é com Livia e Felipe morrendo juntos, num final infeliz e corta já para a época atual com os dois se conhecendo num rápido encontro no metrô.
Esta fase, é para mim inferior a anterior, vários personagens se entrelaçam visando um resgate, segundo a doutrina espírita. Vitória agora é a mãe de Emilia, a mulher que odiava, Livia é rica e Felipe é pobre, lutando para sobreviver com sua vinícola, também se apaixonam e tem o final feliz que não tiveram na outra vida.
A trama de época, além de mais empolgante, conta com uma bela reconstituição e um enredo mais envolvente. Rafael Cardoso, que infelizmente por escolhas pessoais viu sua carreira destruída, é perfeito como o mocinho romântico e tem muita química com Aline Moraes, assim como as boas atuações de todo o elenco em suas duas fases, contribuem para a qualidade da obra.
Não que a trama na atualidade seja ruim, mas perde muito do seu encanto. Alguns personagens como Roberto e Gema (Louise Cardoso), perderam relevância nessa fase e alguns novos personagens não acrescentaram nada.
É uma boa história, mas se compararmos as duas fases, a segunda é um pouco inferior, o que acaba diminuindo a qualidade da narrativa como um todo.
Os Cavaleiros do Apocalipse
3.0 343CONTÉM SPOILERS
Mais um filhote de "Seven" mas tudo muito artificial, com atuações exageradas.
A filha adotiva no momento que aparece já nos diz "culpada", o filho depressivo do amargurado detetive (Dennis Quaid) estar relacionado aos crimes, também surpresa zero.
Final anticlimático e nem entendi se o menino morreu ou não.
Fico com o ótimo comentário do meu amigo Vagner que disse que viu o filme no modo "Casas Bahia" à prestações, e foi bem difícil pagar o carnê inteiro.
Armadilha
2.7 880 Assista AgoraO filme lembra muito "Olhos de serpente" de Brian de Palma, neste um crime é cometido durante uma luta de boxe em um ginásio lotado, a comparação é até óbvia, um espaço fechado com uma multidão em que se desenvolve uma trama de suspense, mas enquanto de Palma entrega uma trama instigante com ótimos planos sequência, este se perde e consegue ficar bem ruim na sua parte final.
Embora possa ter sido uma homenagem de Shyamalan a Brian de Palma, seu filme acaba dando a impressão que é só um veículo que o diretor usou para alavancar a carreira da filha Saleka Shyamalan que é cantora e no filme vive a popstar Lady Raven. Mais da metade do filme exibe cenas do show da filha do diretor, o grande problema é quando a ação sai do show e Saleka vê seu personagem se tornar protagonista, sua atuação é constrangedora.
Josh Hartnett entrega uma atuação convincente, embora toda as situações que vão ocorrendo dentro do ginásio ou fora dele, sejam bastante inverossímeis, mas Shyamalan parece consciente que abdicou de uma trama verossímil em favor de uma trama divertida.
Como sempre ficamos esperando uma virada na narrativa, aquele plot twist característico dos filmes do diretor
mas nesse não houve nada que surpreendesse, pois desde o começo sabíamos que ele era o homem que o FBI estava perseguindo.
A cena final com o serial killer se livrando das algemas é surpreendente? Não, só achei absurda mesmo, policiais deixarem o serial killer, que os fizera de bobos desde o início do filme, ir levantar uma bicicleta!
Era pra ter um final aberto, ele iria fugir? Sair do camburão, matar todos os policiais com aquele prego?
M. Night Shyamalan parece buscar um roteiro genial desde o fabuloso "O sexto sentido" e isso parece prejudicá-lo, já fez algumas coisas boas, outras medianas e outras ruins. Esse se encaixa de mediano para ruim e a única coisa que fica é mesmo a impressão de um diretor nepotista, que coloca a filha sem talento como atriz para protagonizar seu filme.
Confiança
1.7 52Ao que se propõe, o filme entrega uma trama razoável.
Há momentos tensos, bandidos atrapalhados, inserção de um tema sério como pedofilia e o culto às celebridades.
Sophie Turner como a estrela juvenil Lauren tem uma boa performance.
Só uma ressalva ao final, a pobre Grace (Renata Vaca, sim é esse o sobrenome) após salvar o cachorro de Lauren e a própria, quase perdendo a vida e provavelmente perdendo o emprego, nem é mencionada no final, não houve sequer uma recompensa, talvez a rica Lauren ajudando Grace doando recursos para que ela abrisse um abrigo de animais. Nada, pobre Grace.
Os Sete Relógios de Agatha Christie
2.9 38 Assista AgoraLi a obra de Agatha Christie há muitos anos, mas lembro que muitos elementos foram modificados, as principais mudanças foram feitas para dar mais protagonismo às personagens femininas.
A investigação, que no livro fica a cargo do Superintentende Battle (Martin Freeman), nesta adaptação ele perde bastante a revelância para Lady Eileen (Mia Mackenna-Bruce), que passa a centralizar em seu personagem todas as ações da narrativa.
Os livros da rainha do crime em que não aparecem seus personagens mais famosos o detetive Poirot e Miss Marple, geralmente fogem dos crimes puramente domésticos, aqueles assassinatos motivados unicamente por intrigas familiares, e esse não é diferente.
No final os assassinatos, porque acontece mais de um, são motivados por uma conspiração que envolve espionagem, governo, indo muito além de um simples crime cometido em uma propriedade suntuosa na Inglaterra.
Eu particularmente prefiro os chamados crimes "domésticos" com os icônicos detetives da sra. Christie descobrindo quem é o assassino, reunindo todos na sala e esclarecendo o mistério. Apesar dos clichês, é muito mais divertido, mas não deixa de ser uma série bem produzida com boas atuações e deixa um final aberto para uma sequência, creio, já não tendo mais base na obra da escritora.
Scarpetta: Médica Legista (1ª Temporada)
2.9 43 Assista AgoraComo muitos, a série me atraiu por causa do elenco, mas é um amontoado de cenas confusas e personagens irritantes. Mistura indigesta de CSI com drama familiar.
São duas linhas temporais, uma na atualidade e outra no ano de 1998 na qual os personagens são representados por outros atores mais jovens, então não há confusão em relação à linha temporais.
Dra. Kay Scarpetta (Nicole Kidman) é uma médica legista que investiga o assassinato de uma mulher, é casada com Wesley (Simon Baker), agente do FBI, tem uma relação bastante conflituosa com a irmã Dorothy (Jamie Lee Curtis) e com a sobrinha Lucy (Ariana Debose) e também com o seu cunhado Pete (Bobby Canavale), ex-policial.
Os mesmos personagens aparecem no passado, envolvidos na investigação de um assassinato que aparentemente teria relação com o crime do presente, o problema é que a investigação fica em segundo plano para tratar dos problemas familiares da legista em infindáveis e chatíssimas DRs com a irmã, o marido e a sobrinha, que não se conforma com a morte da esposa e passa a série inteira em longas conversas com a falecida através de um programa de IA.
Lucy já entra no ranking das personagens mais chatas de séries de TV, criança ou adulta, culpa a tudo e todos por sua infelicidade.
Nunca fica claro quem é o pai de Lucy, que não é citado, o que aconteceu com a ex-mulher de Wesley que era casado e tinha filhos quando conheceu Kay, de que morreu a falecida do IA. Não que faça muita diferença, mas já que perdem um tempo enorme da série falando dos problemas da família, eram pontos que deveriam ter sido mencionados.
A temporada termina sem elucidar totalmente o mistério, além de revelar que o serial Killer é um personagem sem nenhuma importância na trama, supostamente seria essa a revelação ou não, pois encerra com uma cena que deixa a trama em aberto para uma possível segunda temporada, que, sinceramente, não sei se terei coragem ou paciência para assistir.
Os Sem Nome (1ª Temporada)
3.5 6 Assista AgoraA série tem uma narrativa que pega o espectador pelo mistério desenvolvido de forma envolvente, porém peca em seu final que apresenta uma solução cheia de falhas e absurda.
Apesar do tema que envolve poderes sobrenaturais, o desenvolvimento da narrativa tinha uma pegada mais verossímil, que se perde em seu desfecho.
Como aceitar que
Angela (Valentina Gaya) espera a mãe Claudia (Miren Ibarguren) na casa que moravam após segui-la, ajuda no parto, tenta matar a mãe cortando seu pescoço e depois aparentemente a cura do ferimento, foge com a criança, é capturada, depois de descobrimos que havia se tornado a líder da seita que a raptara, é internada em uma instituição para doentes mentais, depois de um tempo o médico diz que pode ir para a casa junto do irmão que raptou e da mãe que tentou matar??
Além disso, o bebê que seria o motivo de todo o plano arquitetado pela menina mostrado durante TODA a série, termina já com uns 3 anos e nada que indicasse algum dom especial.
O elenco todo tem boas atuações com destaque para Rodrigo de La Serna (Casa de Papel) que vive o perturbado e depressivo detetive Salazar, mas as boas atuações não salvam a série que destrói a boa narrativa com um final decepcionante.
O Caso Melissa Witt: Em Busca de um Assassino
2.7 2 Assista AgoraCostumo assistir bastante séries "True Crime" e essa certamente é uma das mais chatas, se não for a mais, que já assisti.
Quatro longos episódios que mostram as várias fases da investigação, intermináveis entrevistas com amigos e parentes da vítima, investigadores e a repórter que trabalhou no caso na época. A jornalista praticamente é a figura central da narrativa, aparecendo em todos os episódios falando sempre basicamente a mesma coisa.
O primeiro episódio se resume a falar sobre o desaparecimento, a preocupação das pessoas em cenas repetitivas. Para se ter ideia, uma das amigas dela é entrevistada várias vezes, repetindo o quanto está triste... para que isso? Uma vez não seria suficiente?
O terceiro episódio foca em outros casos de desaparecimentos e assassinatos, sem esclarecer se teriam a ver com o caso de Melissa, aparentemente parece não ter e depois deixam no ar se haveria conexão. Não entendi a inserção destes casos na série, prolongar a narrativa, para mim já excessivamente extensa?
Depois de passarmos por essa longa, repetitiva e tediosa sucessão de fatos que não levam a nenhuma conclusão, descobrimos que o caso está em aberto e sem solução alguma, exatamente como no dia em que o corpo de Melissa foi descoberto trinta anos atrás.
Acho que quem se interesse por este tipo de série, gosta de ver o caso resolvido, quem acompanha este tipo de narrativa, quer vê-la esclarecida, como em quase todos os documentários sobre casos reais.
Se a intenção era mostrar como casos de assassinato podem não ter um desfecho sem que se descubra quem é o assassino ou como o processo de investigação é burocrático e enfadonho, a série cumpriu seu objetivo mas acaba sendo, além de cansativo, frustrante.