“Pacto sinistro” em seu título nacional, capta mais a essência do filme que o descritivo “Strangers on a train” do título original.
Dois estranhos que se encontram em um trem, começam uma conversa banal, trocam confidências, enquanto Guy Haines (Farley Granger), um famoso tenista, se mostra desconfortável e deseja encerrar a conversa, Bruno Anthony (Robert Walker) se mostra intrusivo com sua fala afável mas insistente. Propõe a troca de crimes, Bruno mataria a esposa de Guy, que quer se divorciar para casar com a rica filha de um senador se Guy matasse o pai dele, com quem tem uma relação conflituosa. Guy acha tudo absurdo, mas Bruno cumpre sua parte no pacto que ele acreditava ter sido aceito e mata a esposa do tenista em uma cena memorável que culmina com a imagem refletida nas lentes de um óculos.
Bruno tem uma relação edipiana com a mãe, e percebemos insinuações de uma homossexualidade, que não poderia ser tão clara na época. Há uma tensão sexual entre Bruno e Guy, embora de personalidades opostas, pareciam se complementar. Quando Bruno mata a esposa de Guy, sem a concordância verbalizada dele, vemos que mesmo sem aceitar o tal pacto, Guy se sente culpado, pois sabe que havia realmente desejado a morte da esposa, carrega então uma culpa silenciosa, que a insistência do outro em que cumpra a parte do acordo, só faz aumentar.
Hitchcock exibe cenas simultâneas que criam uma tensão genuína, como a do jogo de tênis intercalada com a queda do isqueiro dentro de um bueiro e a da invasão noturna de casa do Bruno por Guy com sombras e um cão ameaçador até a cena final do carrossel descontrolado.
Bruno, na brilhante interpretação de Robert Walker, é o psicopata sedutor e elegante, que domina toda a narrativa e acaba tendo maior destaque em contraste com a atuação um tanto inexpressiva de Granger.
O roteiro joga o tempo todo com a dualidade de personalidades que se afastam e se complementam, sob a batuta de Alfred Hitchcock, que faz uma rápida aparição no início do filme, sua marca registrada, embarcando no trem carregando um volumoso contrabaixo cruzando com o personagem de Granger.
ALGUNS SPOILERS Começa bem mas depois se perde em narrativa com muita enrolação, situações inverossímeis e com final ainda mais confuso.
Nenhuma atuação especialmente boa, Ben Afleck hesitante com sua habitual falta de expressão, Kerry Washington, careteira como sempre e Gillian Anderson, ainda muito bonita mas em um papel sem sentido.
A revelação que a família de comercial de margarina, não é nada disso, com a mulher adúltera e o marido fingindo querer ser prefeito para consertar a cidade, mas na verdade só queria ganho financeiro (o que para nós brasileiros não é novidade) também não surpreende.
Não consegue interessar como suspense, drama familiar ou crítica social, é apenas aborrecido.
com plot twisf final, embora já se podia prever que como durante todo o filme, éramos levados a crer que a mãe era culpada ou mentalmente desequilibrada, provavelmente não seria ela a causadora do desaparecimento da filha ou mesmo que a criança não existisse.
Elenco estelar com Laurence Olivier, Carol Linley e Keir Dullea.
Filme de lobisomem com drama familiar, o que deixa a produção mais com cara de drama do que terror. Narrativa extremamente arrastada, com atuações apenas razoáveis. Quem não concluiu que
Este spin-off baseado também em romance de Margaret Atwood, pode ser definido como um “O Conto da aia” adolescente e transfere o protagonismo para Agnes (Chase Infinit), na verdade Hannah, a filha de June, raptada ainda criança e que foi criada em Gilead, sob as rígidas regras desta ditadura.
Nesta primeira temporada, que se passa grande parte na escola para garotas da Tia Lidia (Ann Dowd, excelente), vemos meninas dentro de um sistema opressivo que devem se resignar a passar da submissão ao pai para a submissão ao marido. Ensinadas a ambicionarem menstruar para estarem aptas a ser as futuras esposas de um comandante. O elenco jovem bastante talentoso, ajuda a imersão no drama das adolescentes.
Nesse ambiente chega Daisy (Lucy Halliday), vinda do Canadá para se submeter voluntariamente aos costumes de Gilead, e que cria uma relação forte de companheirismo e amizade com Agnes, mas descobrimos depois que Daisy era uma infiltrada de uma rede revolucionária que luta pela destruição do regime autoritário e foi mandada simplesmente por June (Elisabeth Moss), que está no Canadá como uma das líderes desta rede.
Este primeiro ano não decepciona, mas tem alguns problemas de narrativa, focando vários episódios em assuntos de pouca relevância ou dramaticidade, como o preparo das meninas para servir aos seus futuros maridos, resultando em um ritmo bastante lento, que já é característica da série original.
Outro ponto em que a série consegue rivalizar com sua antecessora, é no apuro estético, fotografia e figurinos belíssimos.
Efetivamente os acontecimentos mais impactantes ficam para o final e deixam um bom gancho para uma segunda temporada, no qual temos a semente de revolução plantada e ficamos curiosos como isso poderá mudar o comportamento de meninas que até então se mostram tão submissas dentro do que representam em uma sociedade que relega à mulher papéis de esposa e mãe, não como aquela que tem a missão de educar seus filhos, mas apenas de gerá-los como uma simples incubadora.
Começa bem mas depois se perde atirando para vários lados e não acerta em nenhum, fica uma mistura de drama familiar com filme de monstro.
O grande problema é que série de monstro tem que ter monstro, e ficamos na expectativa que a criatura apareça, mas não sei se por falta de orçamento, o que vemos é sempre imagens parciais, parece que os produtores criaram o suspense escondendo o tal monstro e no final não entregam nada.
Com cenas desnecessárias que não levam à nada, como a do filho mais velho perseguido por bandidos a quem devia dinheiro, que deixa a série com aquela vibe de enrolação para preencher os dispensáveis seis episódios.
tentam justificar que a criatura, um polvo, atacava e matava para proteger seus ovos, solução simplesmente ridícula pois ela matou geral sem que houvesse nenhum risco para sua cria. Quiseram dar a entender que o monstro é "bonzinho"?
Na verdade, a série tem conteúdo para no máximo um filme de uma hora e meia, e ainda termina com um final aberto, deixando a possibilidade de uma segunda temporada, que espero não aconteça.
Foca mais na espetacularização da morte de uma criança, quando transformaram o principal suspeito em um astro, do que propriamente nas investigações, que são bem falhas e expõe a mediocridade da polícia tailandesa.
Muitas entrevistas que nada acrescentam, o que torna a narrativa bem cansativa, para no final
não esclarecer nada. O suspeito é condenado, embora não existam evidências fortes para isso, ou pelo menos o documentário não deixou claro que havia, e termina com a possibilidade de recurso, sendo que ele ainda está livre e dando depoimento na produção (não é só no Brasil que criminosos contam com a leniência das leis).
Transformar assassinos em "celebridades" não é privilégio só da Tailândia, no mundo inteiro vemos autores de crimes conquistarem fama e admiração, por mais que isso possa parecer doentio.
Cinco contos independentes de terror com apresentação de John Carradine que participa da primeira narrativa. É com certeza a pior antologia de contos de terror que eu já assisti, estilo que foi bastante popular nos anos 60 e começo dos anos 70. Produção pobre, efeitos especiais toscos, mesmo para a época e roteiros ruins. Com exceção de Carradine e Lon Chaney Jr., o resto do elenco é péssimo e desconhecido. Pavoroso, no mau sentido.
Delaine (Jaimie Alexander) passa de filha dedicada à vilã maquiavélica que planeja a morte do pai
mas depois tantas reviravoltas e mortes vão se sucedendo, que passa a ter um tom de sátira que acaba cansando. O nome de Morgan Freeman no elenco, atrai mas seu papel é coadjuvante. Se não exigir muito, dá para passar o tempo, mas apenas isso.
Telefilme que aborda a paranoia nuclear que vinha desde os anos 50 e foi tema de várias produções neste período, muitas superiores a esta. Até aquelas ficções dos anos 50 com monstros radioativos conseguem gerar mais interesse.
O filme é pobre em efeitos especiais, cenários e atuações, protagonizado por Peter Graves, que já era famoso pela série "Missão Impossível" e uma muito jovem Kathleen Quinlan, que depois teria uma carreira longeva no cinema e na TV.
Narrativa arrastada, que se resume à família andando para lá e para cá, sem que aconteça praticamente nada, até ao final em aberto.
O filme que em inglês tem o título de "The Ghoul", um ser mitológico que se alimenta de carne humana, não descreve o que se apresenta na tela, e nem mesmo "O zumbi" do título nacional, e muito menos "Dragore", um título estapafúrdio encontrado em algumas plataformas, que é apenas o nome de um dos personagens secundários.
Vale apenas como curiosidade em ver Karloff no primeiro filme sonoro britânico de terror, fora isso é tudo muito ruim.
A narrativa, que começa despertando interesse, descamba para um desenvolvimento arrastado e para piorar, sem a presença de Karloff, que passa grande parte do filme sem aparecer.
Elenco com atores desconhecidos, com exceção de Ralph Richardson em começo de carreira, péssimas atuações, personagens caricatos e final apressado.
O título, em português é ruim e parece mais algo erótico e não um filme de mistério como é "Secret of the blue room", seu título original.
Gloria Stuart, no auge da juventude aos 23 anos, muito antes de embarcar no Titanic, faz a filha de um milionário que se vê as voltas com misteriosas mortes no tal "quarto azul" que fica dentro da mansão que ela mora.
Segue um vai e vem dentro da mansão envolvendo todos os personagens, com final um tanto previsível, mas que envolve com sua narrativa ágil.
O filme se passa inteiramente à noite, então tudo é envolto em sombras e luz de velas, com bela fotografia em preto e branco, criando uma atmosfera sombria que vai se tornando também claustrofóbica, pois tudo acontece dentro das paredes da antiga construção.
há o plot twist e os três visitantes que chegam ao convento descobrem ao amanhecer que tudo o que viveram durante a noite foi uma alucinação, o convento está vazio há anos e os monges com quem haviam conversado, estavam mortos e eram apenas cadáveres mumificados.
A narrativa é tão bem conduzida, até o plot twist final, e une de forma muito eficiente a ambientação e seus personagens, conseguindo ser hipnótico e envolvente, mesmo sendo uma produção tão antiga e produzida longe de Hollywood.
Séries vindas de países escandinavos costumam ter uma narrativa mais lenta com dramas e suspenses sombrios sempre emolduradas por cenários cinzentos e clima frio.
Esta tem uma boa premissa, policiais que vão atender chamadas de emergência acabam assassinados, e o policial que investiga o caso tem problemas com o pai, ex policial para quem pede ajuda.
Da metade para o final, a série se perde um pouco com muitas conveniências de roteiro caminhando para um final insosso.
Entre as séries nórdicas, existem bem melhores, esta é apenas um passatempo razoável.
Apesar do título, este não é um remake de "Mistério no museu de cera" de 1933, que teve um remake em 1953, com Vincent Prive como protagonista.
Em meio à misteriosos assassinatos, a narrativa se concentra na investigação e acaba sendo arrastada e pouco envolvente, com um grande anticlimax quando a identidade do assassino é revelada.
Ray Milland, já meio em final de carreira, faz um papel secundário e mostra como artistas que ganham Oscar, depois aceitam qualquer roteiro para "pagar boletos"
Drama de suspense da década de 30 curtinho e delicioso, adaptado de uma peça teatral.
Com a ação se desenvolvendo em um mesmo cenário, a mansão da família protagonista, bem típico de teatro filmado, mas a trama é ágil e envolvente.
Tem todos os clichês, mocinha e mocinho apaixonados, megera que quer separá-los, tudo emoldurado por um preto e branco climático e com final impactante.
Vale mais como curiosidade em ver Goldie Hawn, conhecida como atriz de comédias, em um filme de suspense.
A cena inicial mostra Adrienne (Goldie), mulher independente e bem resolvida que conhece o charmoso Jack (John Heard) em um restaurante, passam-se 5 anos e os dois já estão casados com uma filha.
A partir daí, não há nada de novo, muitas cenas já vistas em outros filmes, mas o desenvolvimento consegue manter o interesse apesar do final previsível. A ambientação em Nova York deixa um clima meio "Atração Fatal", produzido 4 anos antes.
Mais um filme da Netflix que faz jus à fama da plataforma, que produz boas séries mas dificilmente produz bons filmes.
Este tem Robert De Niro como chamariz em uma produção que poderia ser definida como um "O silêncio dos inocentes" piorado... bem piorado.
Tem uma atmosfera razoável de suspense, bom elenco, mas o desenvolvimento arrastado e o final previsível, estragam a experiência do espectador.
Todos os clichês reunidos em uma narrativa que não empolga. Infelizmente parece que De Niro há muito anos participa de alguns filmes somente para "pagar seus boletos".
Um thriller psicológico que aborda principalmente o luto, que termina deixando mais perguntas que respostas, em certos momentos parece existir uma explicação real para os acontecimentos para logo em seguida estarmos diante de elementos sobrenaturais ou no final ser apenas alucinações da protagonista
Destaque para a ótima atuação de Rebecca Hall, o ritmo é lento, com o terço final bastante confuso e finais inconclusivos abertos à tantas possibilidades, que particularmente não me agradam.
Thriller psicológico esquecido, apesar do elenco com nomes conhecidos como a estrela Lauren Bacall e Roddy Mcdowall.
Apesar de Lauren considerar este o pior filme de sua carreira, é uma mistura de suspense e drama bem envolvente, que pode ter sido o precursor de filmes ambientados em instituições mentais como o clássico "Um estranho no ninho".
Está disponível no Youtube com boa imagem e som original.
se o filme foi fiel aos fatos, o marido foi condenado à prisão perpétua sem que houvesse uma prova incriminatória já que a hipótese de suicídio era plausível pois várias evidências mostraram que a esposa tinha sérios distúrbios mentais.
descobrimos que Martin era um lunático que acreditava em todo tipo de teoria conspiratória, mas ficamos na dúvida se ele havia matado a esposa, desconfiança que a filha carrega durante toda a narrativa.
Começa bem com a descoberta de uma mulher torturada dentro um conteiner mas depois se arrasta com cenas que não empolgam e um final bem anti climático.
Pacto Sinistro
4.1 303 Assista AgoraTEM SPOILERS
“Pacto sinistro” em seu título nacional, capta mais a essência do filme que o descritivo “Strangers on a train” do título original.
Dois estranhos que se encontram em um trem, começam uma conversa banal, trocam confidências, enquanto Guy Haines (Farley Granger), um famoso tenista, se mostra desconfortável e deseja encerrar a conversa, Bruno Anthony (Robert Walker) se mostra intrusivo com sua fala afável mas insistente. Propõe a troca de crimes, Bruno mataria a esposa de Guy, que quer se divorciar para casar com a rica filha de um senador se Guy matasse o pai dele, com quem tem uma relação conflituosa. Guy acha tudo absurdo, mas Bruno cumpre sua parte no pacto que ele acreditava ter sido aceito e mata a esposa do tenista em uma cena memorável que culmina com a imagem refletida nas lentes de um óculos.
Bruno tem uma relação edipiana com a mãe, e percebemos insinuações de uma homossexualidade, que não poderia ser tão clara na época. Há uma tensão sexual entre Bruno e Guy, embora de personalidades opostas, pareciam se complementar. Quando Bruno mata a esposa de Guy, sem a concordância verbalizada dele, vemos que mesmo sem aceitar o tal pacto, Guy se sente culpado, pois sabe que havia realmente desejado a morte da esposa, carrega então uma culpa silenciosa, que a insistência do outro em que cumpra a parte do acordo, só faz aumentar.
Hitchcock exibe cenas simultâneas que criam uma tensão genuína, como a do jogo de tênis intercalada com a queda do isqueiro dentro de um bueiro e a da invasão noturna de casa do Bruno por Guy com sombras e um cão ameaçador até a cena final do carrossel descontrolado.
Bruno, na brilhante interpretação de Robert Walker, é o psicopata sedutor e elegante, que domina toda a narrativa e acaba tendo maior destaque em contraste com a atuação um tanto inexpressiva de Granger.
O roteiro joga o tempo todo com a dualidade de personalidades que se afastam e se complementam, sob a batuta de Alfred Hitchcock, que faz uma rápida aparição no início do filme, sua marca registrada, embarcando no trem carregando um volumoso contrabaixo cruzando com o personagem de Granger.
Man Beast
3.0 1 Assista AgoraFilme genérico sobre o famoso " Abominável Homem das neves" ou "Yeti".
Narrativa arrastada e final apressado.
Sobrevivência
2.6 65 Assista AgoraALGUNS SPOILERS
Começa bem mas depois se perde em narrativa com muita enrolação, situações inverossímeis e com final ainda mais confuso.
Nenhuma atuação especialmente boa, Ben Afleck hesitante com sua habitual falta de expressão, Kerry Washington, careteira como sempre e Gillian Anderson, ainda muito bonita mas em um papel sem sentido.
A revelação que a família de comercial de margarina, não é nada disso, com a mulher adúltera e o marido fingindo querer ser prefeito para consertar a cidade, mas na verdade só queria ganho financeiro (o que para nós brasileiros não é novidade) também não surpreende.
Não consegue interessar como suspense, drama familiar ou crítica social, é apenas aborrecido.
Bunny Lake Desapareceu
4.1 54 Assista AgoraBom suspense com ótimas atuações e um mestre da direção atrás das câmeras.
Bastante envolvente, apesar da narrativa lenta e
com plot twisf final, embora já se podia prever que como durante todo o filme, éramos levados a crer que a mãe era culpada ou mentalmente desequilibrada, provavelmente não seria ela a causadora do desaparecimento da filha ou mesmo que a criança não existisse.
Elenco estelar com Laurence Olivier, Carol Linley e Keir Dullea.
Lobisomem
2.7 260 Assista AgoraFilme de lobisomem com drama familiar, o que deixa a produção mais com cara de drama do que terror.
Narrativa extremamente arrastada, com atuações apenas razoáveis.
Quem não concluiu que
quando dizem que o pai do protagonista desapareceu, seria ele o lobisomem?
Para quem procura um filme de lobisomem genuíno, este não é recomendado.
Os Testamentos: Das Filhas De Gilead (1ª Temporada)
4.2 54 Assista AgoraEste spin-off baseado também em romance de Margaret Atwood, pode ser definido como um “O Conto da aia” adolescente e transfere o protagonismo para Agnes (Chase Infinit), na verdade Hannah, a filha de June, raptada ainda criança e que foi criada em Gilead, sob as rígidas regras desta ditadura.
Nesta primeira temporada, que se passa grande parte na escola para garotas da Tia Lidia (Ann Dowd, excelente), vemos meninas dentro de um sistema opressivo que devem se resignar a passar da submissão ao pai para a submissão ao marido. Ensinadas a ambicionarem menstruar para estarem aptas a ser as futuras esposas de um comandante. O elenco jovem bastante talentoso, ajuda a imersão no drama das adolescentes.
Nesse ambiente chega Daisy (Lucy Halliday), vinda do Canadá para se submeter voluntariamente aos costumes de Gilead, e que cria uma relação forte de companheirismo e amizade com Agnes, mas descobrimos depois que Daisy era uma infiltrada de uma rede revolucionária que luta pela destruição do regime autoritário e foi mandada simplesmente por June (Elisabeth Moss), que está no Canadá como uma das líderes desta rede.
Este primeiro ano não decepciona, mas tem alguns problemas de narrativa, focando vários episódios em assuntos de pouca relevância ou dramaticidade, como o preparo das meninas para servir aos seus futuros maridos, resultando em um ritmo bastante lento, que já é característica da série original.
Outro ponto em que a série consegue rivalizar com sua antecessora, é no apuro estético, fotografia e figurinos belíssimos.
Efetivamente os acontecimentos mais impactantes ficam para o final e deixam um bom gancho para uma segunda temporada, no qual temos a semente de revolução plantada e ficamos curiosos como isso poderá mudar o comportamento de meninas que até então se mostram tão submissas dentro do que representam em uma sociedade que relega à mulher papéis de esposa e mãe, não como aquela que tem a missão de educar seus filhos, mas apenas de gerá-los como uma simples incubadora.
Profundezas
2.7 71 Assista AgoraComeça bem mas depois se perde atirando para vários lados e não acerta em nenhum, fica uma mistura de drama familiar com filme de monstro.
O grande problema é que série de monstro tem que ter monstro, e ficamos na expectativa que a criatura apareça, mas não sei se por falta de orçamento, o que vemos é sempre imagens parciais, parece que os produtores criaram o suspense escondendo o tal monstro e no final não entregam nada.
Com cenas desnecessárias que não levam à nada, como a do filho mais velho perseguido por bandidos a quem devia dinheiro, que deixa a série com aquela vibe de enrolação para preencher os dispensáveis seis episódios.
No final
tentam justificar que a criatura, um polvo, atacava e matava para proteger seus ovos, solução simplesmente ridícula pois ela matou geral sem que houvesse nenhum risco para sua cria. Quiseram dar a entender que o monstro é "bonzinho"?
Na verdade, a série tem conteúdo para no máximo um filme de uma hora e meia, e ainda termina com um final aberto, deixando a possibilidade de uma segunda temporada, que espero não aconteça.
Desaparecida e Esquecida: O Caso Chompoo
2.5 8 Assista AgoraFoca mais na espetacularização da morte de uma criança, quando transformaram o principal suspeito em um astro, do que propriamente nas investigações, que são bem falhas e expõe a mediocridade da polícia tailandesa.
Muitas entrevistas que nada acrescentam, o que torna a narrativa bem cansativa, para no final
não esclarecer nada. O suspeito é condenado, embora não existam evidências fortes para isso, ou pelo menos o documentário não deixou claro que havia, e termina com a possibilidade de recurso, sendo que ele ainda está livre e dando depoimento na produção (não é só no Brasil que criminosos contam com a leniência das leis).
Transformar assassinos em "celebridades" não é privilégio só da Tailândia, no mundo inteiro vemos autores de crimes conquistarem fama e admiração, por mais que isso possa parecer doentio.
Gallery of Horror
2.1 3Cinco contos independentes de terror com apresentação de John Carradine que participa da primeira narrativa.
É com certeza a pior antologia de contos de terror que eu já assisti, estilo que foi bastante popular nos anos 60 e começo dos anos 70. Produção pobre, efeitos especiais toscos, mesmo para a época e roteiros ruins.
Com exceção de Carradine e Lon Chaney Jr., o resto do elenco é péssimo e desconhecido.
Pavoroso, no mau sentido.
Quando a Morte Chega
2.3 15 Assista AgoraComeça bem, surpreende na primeira reviravolta, quando
Delaine (Jaimie Alexander) passa de filha dedicada à vilã maquiavélica que planeja a morte do pai
mas depois tantas reviravoltas e mortes vão se sucedendo, que passa a ter um tom de sátira que acaba cansando.
O nome de Morgan Freeman no elenco, atrai mas seu papel é coadjuvante.
Se não exigir muito, dá para passar o tempo, mas apenas isso.
Para Onde Foram Todos?
3.1 25 Assista AgoraTelefilme que aborda a paranoia nuclear que vinha desde os anos 50 e foi tema de várias produções neste período, muitas superiores a esta. Até aquelas ficções dos anos 50 com monstros radioativos conseguem gerar mais interesse.
O filme é pobre em efeitos especiais, cenários e atuações, protagonizado por Peter Graves, que já era famoso pela série "Missão Impossível" e uma muito jovem Kathleen Quinlan, que depois teria uma carreira longeva no cinema e na TV.
Narrativa arrastada, que se resume à família andando para lá e para cá, sem que aconteça praticamente nada, até ao final em aberto.
O Zumbi
3.2 22O filme que em inglês tem o título de "The Ghoul", um ser mitológico que se alimenta de carne humana, não descreve o que se apresenta na tela, e nem mesmo "O zumbi" do título nacional, e muito menos "Dragore", um título estapafúrdio encontrado em algumas plataformas, que é apenas o nome de um dos personagens secundários.
Vale apenas como curiosidade em ver Karloff no primeiro filme sonoro britânico de terror, fora isso é tudo muito ruim.
A narrativa, que começa despertando interesse, descamba para um desenvolvimento arrastado e para piorar, sem a presença de Karloff, que passa grande parte do filme sem aparecer.
Elenco com atores desconhecidos, com exceção de Ralph Richardson em começo de carreira, péssimas atuações, personagens caricatos e final apressado.
O Segredo da Alcova
3.2 1O título, em português é ruim e parece mais algo erótico e não um filme de mistério como é "Secret of the blue room", seu título original.
Gloria Stuart, no auge da juventude aos 23 anos, muito antes de embarcar no Titanic, faz a filha de um milionário que se vê as voltas com misteriosas mortes no tal "quarto azul" que fica dentro da mansão que ela mora.
Segue um vai e vem dentro da mansão envolvendo todos os personagens, com final um tanto previsível, mas que envolve com sua narrativa ágil.
O Fantasma do Convento
3.7 4O filme se passa inteiramente à noite, então tudo é envolto em sombras e luz de velas, com bela fotografia em preto e branco, criando uma atmosfera sombria que vai se tornando também claustrofóbica, pois tudo acontece dentro das paredes da antiga construção.
No final
há o plot twist e os três visitantes que chegam ao convento descobrem ao amanhecer que tudo o que viveram durante a noite foi uma alucinação, o convento está vazio há anos e os monges com quem haviam conversado, estavam mortos e eram apenas cadáveres mumificados.
A narrativa é tão bem conduzida, até o plot twist final, e une de forma muito eficiente a ambientação e seus personagens, conseguindo ser hipnótico e envolvente, mesmo sendo uma produção tão antiga e produzida longe de Hollywood.
Sacrifício de Sangue
3.1 12 Assista AgoraSéries vindas de países escandinavos costumam ter uma narrativa mais lenta com dramas e suspenses sombrios sempre emolduradas por cenários cinzentos e clima frio.
Esta tem uma boa premissa, policiais que vão atender chamadas de emergência acabam assassinados, e o policial que investiga o caso tem problemas com o pai, ex policial para quem pede ajuda.
Da metade para o final, a série se perde um pouco com muitas conveniências de roteiro caminhando para um final insosso.
Entre as séries nórdicas, existem bem melhores, esta é apenas um passatempo razoável.
Terror no Museu de Cera
2.7 2Apesar do título, este não é um remake de "Mistério no museu de cera" de 1933, que teve um remake em 1953, com Vincent Prive como protagonista.
Em meio à misteriosos assassinatos, a narrativa se concentra na investigação e acaba sendo arrastada e pouco envolvente, com um grande anticlimax quando a identidade do assassino é revelada.
Ray Milland, já meio em final de carreira, faz um papel secundário e mostra como artistas que ganham Oscar, depois aceitam qualquer roteiro para "pagar boletos"
A Hiena da 5ª Avenida
3.5 3Drama de suspense da década de 30 curtinho e delicioso, adaptado de uma peça teatral.
Com a ação se desenvolvendo em um mesmo cenário, a mansão da família protagonista, bem típico de teatro filmado, mas a trama é ágil e envolvente.
Tem todos os clichês, mocinha e mocinho apaixonados, megera que quer separá-los, tudo emoldurado por um preto e branco climático e com final impactante.
O Engano
3.0 28Vale mais como curiosidade em ver Goldie Hawn, conhecida como atriz de comédias, em um filme de suspense.
A cena inicial mostra Adrienne (Goldie), mulher independente e bem resolvida que conhece o charmoso Jack (John Heard) em um restaurante, passam-se 5 anos e os dois já estão casados com uma filha.
A partir daí, não há nada de novo, muitas cenas já vistas em outros filmes, mas o desenvolvimento consegue manter o interesse apesar do final previsível. A ambientação em Nova York deixa um clima meio "Atração Fatal", produzido 4 anos antes.
O Homem que Sussurra
3.0 194 Assista AgoraMais um filme da Netflix que faz jus à fama da plataforma, que produz boas séries mas dificilmente produz bons filmes.
Este tem Robert De Niro como chamariz em uma produção que poderia ser definida como um "O silêncio dos inocentes" piorado... bem piorado.
Tem uma atmosfera razoável de suspense, bom elenco, mas o desenvolvimento arrastado e o final previsível, estragam a experiência do espectador.
Todos os clichês reunidos em uma narrativa que não empolga. Infelizmente parece que De Niro há muito anos participa de alguns filmes somente para "pagar seus boletos".
A Casa Sombria
3.3 424 Assista AgoraDaqueles filmes abertos à diversas interpretações que no final você pergunta "que diabo de filme é esse?"
Um thriller psicológico que aborda principalmente o luto, que termina deixando mais perguntas que respostas, em certos momentos parece existir uma explicação real para os acontecimentos para logo em seguida estarmos diante de elementos sobrenaturais ou no final ser apenas alucinações da protagonista
Destaque para a ótima atuação de Rebecca Hall, o ritmo é lento, com o terço final bastante confuso e finais inconclusivos abertos à tantas possibilidades, que particularmente não me agradam.
Condenado por Vingança
3.1 2Thriller psicológico esquecido, apesar do elenco com nomes conhecidos como a estrela Lauren Bacall e Roddy Mcdowall.
Apesar de Lauren considerar este o pior filme de sua carreira, é uma mistura de suspense e drama bem envolvente, que pode ter sido o precursor de filmes ambientados em instituições mentais como o clássico "Um estranho no ninho".
Está disponível no Youtube com boa imagem e som original.
Morte em Pequenas Doses
3.0 3Estas adaptações baseadas em histórias reais eram bastante comuns na TV dos anos 70, 80 e 90.
Neste o marido (Richard Thomas, o eterno John Boy de "Os Waltons) é acusado de envenenar a esposa com arsênico. O filme foca no julgamento do caso.
Várias revelações surgem no tribunal que parecem inocentar e outras vezes condenar o réu mas
se o filme foi fiel aos fatos, o marido foi condenado à prisão perpétua sem que houvesse uma prova incriminatória já que a hipótese de suicídio era plausível pois várias evidências mostraram que a esposa tinha sérios distúrbios mentais.
Razoável drama de tribunal com bom elenco.
Conspiradores
2.8 18 Assista AgoraUm filme que aborda a forma como teorias conspiratórias surgem e podem influenciar pessoas se propagando rapidamente pela internet.
A narrativa é arrastada, a protagonista Ruth (Stephanie Magnin) é um personagem antipático e egoísta que não consegue despertar empatia.
Martin (José Coronado) sempre uma presença marcante, não consegue salvar a narrativa que não empolga.
No final
descobrimos que Martin era um lunático que acreditava em todo tipo de teoria conspiratória, mas ficamos na dúvida se ele havia matado a esposa, desconfiança que a filha carrega durante toda a narrativa.
A Desconhecida
2.8 25 Assista AgoraComeça bem com a descoberta de uma mulher torturada dentro um conteiner mas depois se arrasta com cenas que não empolgam e um final bem anti climático.