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Data de lançamento
22 Dez. 1963Várias ocorrências estranhas estão ocorrendo em todo o mundo, incluindo o desaparecimento de dois engenheiros . Além disso , o ex- almirante Kosumi é quase seqüestrado junto com sua secretária, e afilhada , Makoto Jinguji . A tentativa de sequestro é frustrada pelo artista Susumu Hatanaka e seu assistente Yoshito Nishibe . Mais tarde é revelado o Império Mu , que desapareceu 12 mil anos mais cedo, são responsáveis por todas as ocorrências e estão planejando invadir o mundo da superfície para recuperar suas supostas colônias.
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Atragon é a entrada da Toho na ficção científica pura, mas não tão distante do universo usual de Kaijus, (tipo Godzilla e sua ninhada). Porém, vale ressaltar, que a questão política do filme vai um pouco além das mirabolancias, pois lida com a postura de um Japão diferente do que vemos na década de 50, um Japão marcado pelo horror nuclear, como vemos, por exemplo, em Godzilla (1954). Aqui vemos um Japão que vai a frente e luta para recuperar a honra perdida na guerra, dominando a tecnologia militar.
Jinguji é um capitão japonês encarregado de projetar poderosos submarinos da linha I400 que foi projetado para atacar a costa do Panamá (essa história realmente aconteceu). Esse bombardeio destruiu os tripulantes. Os sobreviventes foram parar em uma ilha onde Jinguji construiu uma base secreta para projetar um super-submarino ainda mais poderoso chamado Atragon.
Ele fica nessa ilha durante 20 anos e ao entrar em contato com sua cultura novamente existe um choque cultural entre O militarismo do Japão imperial (representado por Jinguji) e o Japão moderno pós-guerra (representado por Kosume) Jinguji logo declara que Atragon foi construído para reciclar a honra japonesa perdida na guerra.
Mas basta alguns minutos para as questões que foram levantadas ficarem de lado e dar lugar às habituais histórias de ficção científica. Uma civilização perdida que reaparece e invade a superfície afim de dominar o mundo. O mascote de plantão aqui é um dragão gigantesco chamado Manda, acrescentado junto com alguns buracos no roteiro como o sequestro dos cientistas que nunca é totalmente explicado, as ligações entre os protagonistas que são feitas às pressas e sem muita lógica, o povo de Mu que sabe que Jinguji está construindo o Atragon e não se explica muito como sabem, O capitão(que naufragou), apesar de estar em uma ilha perdida devido ao naufrágio, e viver em ostracismo, dispõe de tecnologia e materiais para a construção do Atragon ... em fim...
Atragon é sem dúvida um pequeno clássico do Toho. Não tanto pela sua história fantástica que é bastante rotineira, mas pelo passado e pelo clima que tem. Outra pérola de Ishiro Honda e cia para sua longa lista de clássicos da ficção científica da terra do sol nascente
Mais um divertido sci-fi japonês com o padrão Honda/Tsuburaya de qualidade!
Tanto a carreira de Ishirô Honda quanto os filmes de kaiju em geral tiveram momentos melhores.
O monstro da vez, Manda, foi extremamente decepcionante, na verdade. O lado positivo deste filme foi mostrar cicatrizes da guerra, usando o exemplo de um militar que ficou isolado da civilização por 20 anos após o fim da guerra e que apresentava dificuldades em aceitar a paz e a "irmandade" entre as nações.