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Quando não está planejando seu novo musical ou trabalhando na produção de seu filme, o coreógrafo e diretor Joe Gideon está tomando pílulas e dormindo com mulheres. O stress mental e físico começa a afetar Joe, que agora tem que tomar uma decisão sobre o seu arriscado estilo de vida. O filme é uma autobiografia escrita e dirigida pelo lendário Bob Fosse, dançarino, coreógrafo e diretor norte-americano.
Em pensar que Fosse sintetizou teatro musical, obsessão artística, relacionamentos, paternidade e sátira, tudo dentro da estrutura de um musical sobre si mesmo é incrível! O filme traz o círculo íntimo e a vida pessoal de Fosse para a tela de uma forma tênue sem dar socos!
Joe Gideon, personagem principal da trama, é alguém que não copia os outros, mas desenvolve sua própria visão metodicamente, às vezes maniacamente e então faz acontecer. Ele vive o agora e extrai tudo o que pode de cada momento.
Bob Fosse durante toda a produção não pede perdão e não tenta justificar o comportamento de Gideon,
como, por exemplo, ao ser infiel. As mulheres de sua vida não gostam da infidelidade do coreografo, mas 0 amam tanto que sabem que não devem questioná-la ou desafiá-la.
O número final é épico, sendo diferente dos finais piegas pelos quais os musicais são famosos.
Um dos horrores mais únicos e divertidos que já vi em MUITO tempo - eu realmente não queria que o filme acabasse!
Um verdadeiro frescor do cansativo gênero terror/possessão, LNWTD é vibrante, divertido, envolvente e assustador.
Eu particularmente amei os efeitos práticos e a produção estilo old-school. Além de algumas faíscas elétricas, não havia CGI - um grande alívio, pois sinto que é um verdadeiro prejuízo para filmes de terror que são muitissimo mais empolgantes quando são orgânicos e horrendos.
Últimos recados
Olá Lorena, boas!
Estou com um projeto no Instagram para difundir a Sétima Arte, chama-se @cinequotespage / https://www.instagram.com/cinequotespage/ - tu podes ir ver? (Obs.: Sugestões são sempre bem-vindas!)
Espero que tu goste, abraços!
uau, a montanha sagrada, a mosca nos favs já vi que tu é firmeza hehe
seja muito bem vinda Lorena!
:D
El topo (1970 - Alejandro Jodorowisky)
Pistoleiros zen, cowgirls lésbicas, anões escravizados e cristãos fanáticos (eu sei que temos bastante gente desse último tipo). El Topo é um faroeste fora da curva repleto de simbolismos, sangue, sexo e é claro bizarrices. O filme escrito, dirigido e estrelado por Alejandro Jodorowisky, não só possui a influência de filmes de diretores como Sérgio Lione e Sam Peckinpah, mas também acrescenta à mistura uma sensibilidade surrealista, marca de Jodorowisky. O personagem principal “homem de preto” possui diversas semelhanças com o “Homem-sem nome” de Clint Eastwood. O filme tem três partes. as duas primeiras cheiram a morte e a última a insanidade. Assim como em “A Montanha Sagrada” pessoas amputadas adornam o filme como enfeites de Natal.
O interesse amoroso anão do final é lindo, e soma ao posterior reencontro com o garoto do início do filme, agora crescido.