"El Topo" é um pistoleiro todo vestido de preto que vaga pelo mundo sem motivo aparente, ajudando as pessoas em seu caminho. O filme apresenta um mundo deserto e sádico onde predomina a cultura mexicana, o culto às armas e ao fanatismo; uma jornada pelo surreal repleta de simbolismos e imagens impactantes.
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é o pai, não tem jeito
(adoro os figurinos)
Esse filme me deixou com uma sensação estranha ao longo de boa parte dele, mas eu insisti. Eu sabia que eu ia tirar alguma coisa dele. Com o tempo do filme passando e eu já basicamente tendo entregue ao nonsense, sem entender muito, cheguei a conclusão de que é isso.
As vezes é necessário passar por ciclos. O próprio filme, acredito que, trata disso. Todo ser humano, todo ser vivo, tudo tem os seus ciclos. Então, não seria diferente para o enredo do mesmo.
Parando pra pensar, tem cenas aqui muito interessantes que vão ficar marcadas pra mim. Certamente vou querer rever esse filme no futuro, mesmo sendo um filme desconfortável. O que, olhando hoje, penso que é um ponto positivo, na verdade. Não sei, simplesmente gostei da bizarrice.
Quando tudo é mais do mesmo, as imagens, as cenas, as histórias simplesmente passam e não marcam. E esse filme, assim como todo seu sangue, marca e muito.
Na moral qualquer um q falar q foi entretido por isso so ta querendo pagar de cult, só forçando mt mesmo kkkkkk
El topo é uma jornada de humanidade, uma epopeia regada a psicodelia da geração hippie e da mente louca e extremamente fértil do gênio Alejandro Jodorowsky. Temos aqui uma historia ampla, repleta de simbolismos, é se assim você olhar a jornada do próprio Deus. Um ser extremamente poderoso, bélico e mortal no primeiro ato do filme e depois se tornando em algo dócil, e que custe o que custar, salvará o seu povo. É um grande filme do Jodorowsky. Ultra lisérgico e que só tem a melhorar conforme passar os anos. Filmaço.
El topo (1970 - Alejandro Jodorowisky)
Pistoleiros zen, cowgirls lésbicas, anões escravizados e cristãos fanáticos (eu sei que temos bastante gente desse último tipo). El Topo é um faroeste fora da curva repleto de simbolismos, sangue, sexo e é claro bizarrices. O filme escrito, dirigido e estrelado por Alejandro Jodorowisky, não só possui a influência de filmes de diretores como Sérgio Lione e Sam Peckinpah, mas também acrescenta à mistura uma sensibilidade surrealista, marca de Jodorowisky. O personagem principal “homem de preto” possui diversas semelhanças com o “Homem-sem nome” de Clint Eastwood. O filme tem três partes. as duas primeiras cheiram a morte e a última a insanidade. Assim como em “A Montanha Sagrada” pessoas amputadas adornam o filme como enfeites de Natal.
O interesse amoroso anão do final é lindo, e soma ao posterior reencontro com o garoto do início do filme, agora crescido.