Foi Apenas um Acidente

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Foi Apenas um Acidente (2025)
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Média do filme: 3.8 de 5 — baseado em 1686 votos
MÉDIAFILMOW
3.8
1686 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Jafar Panahi
Data de lançamento 1 Out. 2025 Outras datas
Duração 103 min (1h43)
Classificação indicativa de Foi Apenas um Acidente: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

1 Out. 2025

Duração

103 minutos Classificação indicativa de Foi Apenas um Acidente: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
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Sinopse

Quando um mecânico encontra o homem que pode tê-lo torturado na prisão, ele o sequestra em busca de vingança. Como a única pista sobre a identidade de Eghbal é o rangido de sua perna protética, Vahid recorre a outras vítimas já libertadas para confirmar a suspeita. E o perigo só aumenta.

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Comentários 0
amigos querem ver

Gostei bastante da parte final. Me lembrou um pouco de "Caché" (2005).

rodrigues_
Rodrigo
1 semana atrás

O filme começa com um homem dirigindo à noite com a família quando atropela um animal que não morre na hora, mas sofre.

Iremos entender essa cena apenas no final, mas a mensagem que esse início transmite é bem clara:

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

para Eghbal, a dor alheia sempre foi tratada como “apenas um acidente”.

O filme não nega o contexto opressor, (afinal Eghbal vivia sob um regime autoritário e precisava sustentar sua própria família), mas isso não o isenta da responsabilidade moral.

Apesar dele se convencer de que não era sua culpa (pois estava apenas cumprindo ordens), haviam escolhas a serem feitas e sabemos por qual ele optou.

Por fim, o filme não mostra o destino de Vahid, mas aquele final deixou claro que ele está preso em um looping eterno de trauma e dor.

leandro_movies
leto
1 semana atrás

7,0 Não achei tudo isso. Fica bom do meio pro fim...longo demais pra pouco conteudo.

sickm1nd_
Junior
3 semanas atrás

O filme é absurdamente incrível, que trabalha, principalmente, o caminho dos Desejos dos seus personagens, e a Catarse necessária de uma tragédia-grega.

É um deleite a forma como o roteiro se desenvolve e ele próprio. Seu desenvolvimento, com calma, dando espaço para cada um dos personagens, pois cada um tem seu próprio interesse para com o antagonista do filme: Rashid Shahsavari, para uns, e Eghbal, para outros. Esses mesmos desenvolvimentos não são feitos às pressas, nem mesmo o do próprio Vahid, que vamos acompanhando, conhecendo sua história ao longo do filme, até a última cena, onde temos toda sua história contada naquela cena incrível.

E assim acontece com todos os outros personagens: o casal, o ex-namorado e a Shiva, que foi a minha favorita dentre os personagens. Vem muito a calhar esse nome, já que remete à deusa hinduísta da destruição-transformação. Mais especificamente na última cena, onde temos aquele incrível monólogo onde ela apresenta todas suas dores sofridas nas mãos de Eghbal, fazendo com que este finalmente venha a se confrontar com suas próprias ações. É por meio dela que ele finalmente encara seus feitos, é por meio da destruição de Shiva que Eghbal pode se destruir para (quem sabe) se transformar.

E, para mim, além de todo o aspecto político que tem nesse filme, algo muito comentado em outros comentários, há outro ponto que eu gostaria muito de ressaltar. Esse filme fala sobre o desejo!

Esse filme me lembrou muito as tragédias gregas, sobretudo a Antígona, de Sófocles. E isso é de um prazer imensurável. Há diversos elementos do filme que são comuns à peça:

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

o destino dando o movimento inicial da trama (o cachorro sendo atropelado e a mulher de Eghbal dizendo que foram os deuses que o colocaram ali; para que, por fim, ele comece sua tragédia entrando na oficina da sua vítima e futuro algoz), a figura de entrar ao reino da morte ainda vivo (enterro de Eghbal), a cena dos corvos planando o ensaio fotográfico como que acompanhando os envolvidos daquele destino, e a cena mais importante, nesse sentido de comparativo, que é quando Gal discute com seu noivo dizendo que não cederia de seu desejo de acompanhar a sentença de Eghbal e que ele poderia ir embora, se quisesse — assim como Antígona disse que Ismene poderia ir embora com Creonte, que não precisaria a seguir em seu desejo.

Todos esses personagens são movidos pelo seu desejo, um desejo que não conhece as leis, nem dos códigos de justiça dos homens, nem dos códigos divinos. É por isso que todas as ações se desenrolam aquém do poder policial e pouco do poder da lei civil-penal. Todo conflito se dá no âmbito moral, mas nem este é capaz de parar as ações dos que foram vitimados pela mão de Eghbal.

Por fim, cada um deles tem seus conflitos mais pessoais sendo resolvidos. Hamid tem sua questão que há muito estava pendente sobre o fim do renascimento com Shiva. Gal e o bonitão "se satisfazem" vendo a dinâmica familiar de Eghbal. E Vahid e Shiva têm sua purificação, por meio do temor e da piedade, dando todo o sentido da tragédia, no ato final.

Há outros pontos, mas há uma cena-mensagem do diretor de trazer a figura do teatro na boca de Hamid, quando ele lembra que foi com Shiva assistir "a uma peça de teatro" (Esperando Godot).

A primeira cena é algo que precisa ser registrado. É da boca da filha, a mesma filha que, em uma cena, perde sua inocência e conhece a morte pelo seu pai, e diz: "papai matou o cachorro, ele é um assassino". Sobre a última cena eu interpretei de uma forma que segue essa linha de pensamento sobre os desejos, que é:

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

Como o Vahid estava em um contexto de enxoval, ou seja, um contexto de "preparação de uma nova vida", como é um símbolo possível dos enxoval para os bebês, ele próprio recebeu uma lembrança de sua vida passada. PORÉM, se continuarmos assistindo na cena dos créditos, é possível perceber que o som vai diminuindo. Na sua cena de purificação, ao lado da arvore cheia em que ele amarra Eghbal, ele nos diz que "o som de sua prótese sempre invade seus pesadelos. Diferente é na cena final, onde ele está acordado, o som vem mas vai embora. Neste sentido, essa interpretação de destruição-transformação que escrevi anteriormente com Shiva, é um efeito dessa re-signifação dos seus traumas. Não creio que ele viverá, como pode ser que o ex-namorado de Shiva, viva, ou seja, perseguido. Esse ex-namorado, Vahid, provavelmente siga sua vida com esse tormento, de que a qualquer momento sua vingança interrompida cobre seu custo, mas não acredito que seja esse o fim de Vahid. Vahid, como Shiva, resolveram seu conflito com seu antagonista, tal como é na tragédia grega por meio da Catarse.

lidiajesussantana
Lidia De Jesus Santana
½
1 mês atrás

"Sobre vingança e como vem a cura" ...

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Elenco de Foi Apenas um Acidente

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Ebrahim Azizi 0 0

Ebrahim Azizi

(Eghbal)
Mariam Afshari 0 0

Mariam Afshari

(Shiva)
Vahid Mobasseri 0 0

Vahid Mobasseri

(Vahid)
Hadis Pakbaten 0 0

Hadis Pakbaten

(Golrokh)
Majid Panahi 0 0

Majid Panahi

(Ali)
Mohamad Ali Elyasmehr 0 0

Mohamad Ali Elyasmehr

(Hamid)

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