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Data de lançamento
18 Set. 2009Duração
Um ano depois de ter realizado um bem-sucedido roubo milionário, Lisbeth Salander, que fugiu para o exterior, decide voltar para Estocolmo, onde compra um apartamento e vive reclusa, apenas monitorando seus antigos contatos. Mikael Blomkvist retornou para o comando de sua revista Millenium e está auxiliando um colega jornalista em uma reportagem investigativa sobre o tráfico sexual na Europa. Quando Mikael encontra seu colega e a namorada dele mortos, todas as provas apontam para Lisbeth como autora do crime. Agora Mikael tem de descobrir o real autor dos crimes, enquanto Lisbeth é obrigada a enfrentar seus traumas do passado.
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É o 2° filme da trilogia baseado no romance de mesmo nome de Stieg Larsson, a qualidade cai drasticamente, o roteiro não ajuda muito.
Esse é tão bom quanto o primeiro, é menos emocionante, mas a história é mais sensata e real!!
10x pior que o primeiro, mudou totalmente o rumo
Tem Alguns Spoilers...
Conspirações, assassinatos, vingança. "Millennium II - A Menina que Brincava com Fogo" leva você para uma montanha sueca de acontecimentos, numa trama envolvente, misteriosa e cheia de ação. Logo após os eventos do primeiro filme, Lisbeth Salander se torna a principal suspeita em uma série de assassinatos. Ao mesmo tempo, o jornalista Mikael Blomkvist, seu amigo affaire e a aliado, retorna ao comando da famosa revista com uma reportagem daquelas que o governo paga o arrego. E se depara com o nome da raiz genealógica da sua amiguinha na papelada. Coisas brabas, aqueles passado te condena que manda matar qualquer um, até a própria filha.
O filme de Daniel Alfredson não deixa você descasar, são revelações e reviravoltas que você pira. A trama é cheia de detalhes, Lisbeth Salander é um verdadeiro enigma, tudo nela é misterioso, a aparência cyberpunk dela é um estouro e se contrapõe com sua incrível inteligência e sua capacidade foda de agir. Ela que já tinha o estado nos seus calcanhares por causa da justiça incendiaria que ela fez com o pai, e do puta golpi que ela deu no final do primeiro filme, agora a gata tem uma verdadeira organização atrás de sua bota, com um matador no estilo 007, fazendo a festa na vida da bichinha.
A coragem da Lisbeth é uma coisa que impressiona, ela é a melhor personagem feminina dos últimos anos e talvez até de décadas. Ela não tem essas habilidade impossíveis dos filmes de hoje, onde todo mundo é ninja, invencível, entendido de armas, bombas e anda de carrão. Lisbeth tem um passado desgraçado de dor, violência e superação. Ela foi a princesa jogada na caverna que precisou comer o dragão pra sobreviver. Ela nunca foi a filhinha do papai (Cê é loco), mas sim o demônio protetor de sua mãe. Ela não é heroína, e nem quer mudar nada. Ela é uma garota que pegou os cacos de si mesma, colou com cola Tenaz, pra brindar sua vida com vodka com gelo e vidro.
As cenas finais são impressionantes! A Mina foi pra matar ou morrer, vendetta pura, mas o que acontece foi foda! Que sequencia foi aquela? Sangue, barro, machado e chumbo.
Mano, isso que é final!
"A Menina que Brincava com Fogo" leva a gente um pouco mais, para o passado obscuro de Lisbeth Salander, onde você se depara com um verdadeiro inferno de vida. Esses telefilmes tem seu estilo de adaptar histórias pra TV, e o cinema europeu conta essas tramas ao seu jeito. Filmaço!
"Millennium II - A Menina que Brincava com Fogo" acaba tendo uma ligeira queda em comparação ao seu antecessor, e fica claro onde está a raiz do problema: a direção.
Depois de dirigir a primeira parte da trilogia, Niels Arden Oplev sai do comando e quem entra para desenvolver as produções de "Millennium II" e "Millennium III" é Daniel Alfredson, e essa mudança acaba fazendo com que o caminhar da trama fique irregular.
A história de "A Menina que Brincava com Fogo" tem mais reviravoltas (algumas até rocambolescas) que "Millennium I", e nos proporciona mais conhecimento sobre o passado de Lisbeth Salander, porém a maneira como Alfredson conduz alguns pontos do filme é complicada. Dentre os quesitos que se pode destacar negativamente estão a escolha do elenco, como o boxeador Paolo Roberto (que no filme interpreta ele mesmo), péssimo em cena, a condução de certas sequências, como a parte dos motoqueiros, e o trabalho de maquiagem, que é ruim em alguns detalhes nos momentos finais.
Até Mikael acaba sendo mal direcionado em algumas situações por conta da má direção.
Após ele receber a ligação do Paolo avisando que está no hospital com Miriam (que poderia ter uma atmosfera instigante em sequência) acabamos vendo ele terminar o café da manhã tranquilamente e caminhando em direção a porta pra, depois, retornar pra ver a mensagem da Lisbeth no computador e dando um sorriso com o recado dela. Isso quebra o clima na hora!
Mas apesar dos percalços, Lisbeth continua sendo uma personagem sagaz, com Noomi Rapace mandando muito bem na construção de personalidade dela.
E a trama central, mesmo emburacada em trechos específicos, ainda é instigante como um todo.
"Millennium II" não é ótimo, mas entrega um resultado OK!