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Data de lançamento
29 Set. 1988Duração
Nos anos que antecederam a chegada da televisão (logo depois do final da Segunda Guerra Mundial), em uma pequena cidade da Sicília o garoto Toto (Salvatore Cascio) ficou hipnotizado pelo cinema local e procurou travar amizade com Alfredo (Philippe Noiret), o projecionista que se irritava com certa facilidade, mas paralelamente tinha um enorme coração. Todos estes acontecimentos chegam em forma de lembrança, quando agora Toto (Jacques Perrin) cresceu e se tornou um cineasta de sucesso, recordando-se da sua infância.
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Melhor filme de todos os tempos, ok? Ok.
20/09/2026
Tantas camadas. Família, juventude, cinema, amadurecer, sentir o tempo passando.
Um filme que não se esquece.
eu quando assisto esse filme triste e xoxa na madrugada do dia da independência do Brasil um mês antes de me mudar pra Itália pra estudar e trabalhar com cinema e arte me perguntando se o que tô fazendo é loucura... talvez em 30 anos eu volte pra dizer (ou não)
O cinema italiano nunca decepciona ♥️
Hoje eu me senti no próprio Cinema Paradiso (na vila Garibaldi). Aprecio muito assistir a "obras do cinema antigo" na tela grande e sinto que a experiência vale ainda mais a pena diante de um filme tão fantástico como esse.
A sessão me fez lembrar de quando assisti a Andrei Rublev com meu amigo, filme que, por algum motivo, considero meu marco inaugural de cinema clássico na tela grande. Embora eu tenha cochilado por dez segundos durante a exibição, as outras três horas na tundra russa foram tão imersivas quanto essa experiência na vila siciliana.
Há um apreço genuíno pelos personagens e um amor transbordante tanto pela arte quanto pelas vidas retratadas na história. Por meio de sua decupagem e de seu roteiro, o diretor Giuseppe Tornatore transmite uma sensação muito próxima à que imagino sentir os moradores da vila ao frequentar o Cinema Paradiso: senti-me parte daquilo e relembrei minhas risadas com Cary Grant, o encanto de Marlene Dietrich e a tensão de ver um clássico de Hitchcock.
Tudo culmina naquele rolo final de beijos censurados: mais do que uma colagem nostálgica de celuloide, é a celebração do afeto humano guardado contra o tempo. Cinema Paradiso não é apenas sobre cinema; é sobre a própria vida.