Enquanto alunos do 3º ano do ensino público no interior do Sergipe se preparam para a prova que pode determinar o resto de suas vidas, o documentário retrata as angústias e os prazeres da adolescência através de seus gestos, inquietações e conquistas.
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- consegue demonstrar muito bem as dúvidas e os anseios dos jovens estudantes que estão se preparando para o enem
- ganha demais quando vai além das aulas e deixa que eles deem seus depoimentos e contem suas histórias de vida
- da até saudade dos tempos de escola, quem dera se a minha fosse assim e tivesse aulas abordando esses temas
- a sacada de filmar com a escola em reforma e construção é muito boa
- mas me deu medo esse tanto de adolescente crente. na minha época os jovens usavam drogas bem menos pesadas e que não faziam tanto mal
"Como vai impedir quando o galo insistir em cantar?"
Atravessa a Vida #AtravessaAVida de #JoãoJardim Brasil,2020.
João Jardim já tinha me emocionado demais com um documentário sobre estudantes com seu Pro Dia Nascer Feliz, e agora volta com um filme mais do que urgente sobre os medos e anseios de jovens estudantes de um colégio da rede pública no Piauí.
Eles estão se preparando para o Enem e os sentimentos vão da esperança à angústia nessa fase da vida tão delicada e principalmente nesse momento em que o Brasil atravessa o pior governo desde a ditadura militar.
O longa está lá dentro das salas de aula e estamos juntos, lado a lado desses jovens, a vontade é abraçar e dizer que tudo vai dar certo, mas a gente bem sabe que nem sempre dá.
Além dos jovens, o documentário de Jardim retrata aqueles heróis educadores que ali estão, nessa terra quase seca, regando para que um dia nasçam flores e frutos. É o que a gente espera. É por isso que a gente sonha, que esses jovens atravessem o Brasil e tragam de volta a esperança.
Filmaço!
#Documentário #CinemaBrasileiro
A escola em construção é uma metáfora que dá para entender de várias formas. Ótima sacada essa ênfase na obra. No começo estava um pouco impaciente, mas o filme se levantou quando os alunos expuseram suas identidades, dramas e medos. Fiquei bastante tocado com o tema e as dificuldades expostas. A adolescência é uma época onde tudo borbulha e vê-los assim com tantas preocupações, incertezas e dificuldades aperta bastante o peito. Parabéns pelo documentário e muita força a esses jovens, pois a luta é grande e as batalhas são intermináveis.
Impossível assistir esse longa e não me recordar da época do ensino médio, tocou bastante em mim. Moro a 10km de Simão Dias e sei como essa região é, vê ali a esperança que os jovens possuem dentro de si para uma vida melhor é realmente algo emocionante, a direção foi caprichosa e a fotografia mais ainda, mexeu comigo...
O filme acompanha durante tres meses o cotidiana da escola Milton Dortas, em Sergipe.
Entre a reforma da escola e a construção dos sonhos, marcados por incerteza, somos convidados a fazer parte da vida de estudantes, professores, pedreiros. Ali situações típicas se apresentam: falta de professores, alunos ora motivados, ora sonolentos, namoro, amizades, tudo isso marcado pela pressão do vestibular que se aproxima. Preocupações mais radicais vêem se somar às do ENEM: problemas familiares (em todos os casos são os homens abandonando as filhas e filhos), suícidio, multilação,relação pais e filhos complicada, a influência da eleição de 2018.
E é nesse ambiente carregado de tensão e angustia que a escola adquiri um outro colorido: a escola como espaço de troca, de diálogo verdadeiro, de abertura (a cena da professora de português analisando a letra de Pais e filhos, da Legião, é realmente muito emocionante; ou ainda no diálogo sobre Pena de Morte feito pelo professor de história). A escola como cura. Privados de espaço de diálogo na sociedade estamos todos, espaços de troca são cada vez mais raros e é bonito ver quando um desses óasis surge no horizonte.
O filme não é espetacular, mas entrega o que promete.