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Data de lançamento
18 Fev. 2009Duração
13º Distrito, dois anos depois. O governo mudou, mas nada mais. O muro está cada vez maior e mais longo, separando as cidades do resto da sociedade e transformado-as em guetos onde as gangues proliferam e aumentam sua influência. Cinco vizinhos étnicos, todas controladas por chefes perigosos, controlam todo o tipo de comércio ilegal. Mais determinados que nunca em "resolver o problema", os serviços secretos deliberadamente acendem o fogo neste barril de pólvora. Damien, policial especialista em artes marciais, e Leito, que consegue se esgueirar incógnito pelos lugares mais perigosos do distrito juntam-se novamente para salvar o 13º Distrito do caos e da destruição.
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Bom filme de ação francês. Os muitos personagens secundários que vão aparecendo não são grande coisa, mas a boa interação entre Damien e Leito, e as cenas de ação e parkour, tornam o filme um bom entretenimento.
Banlieue 13: Ultimatum não supera o impacto cultural e o frescor do primeiro filme, mas é uma sequência digna para os fãs de ação urbana dos anos 2000. Vale a pena assistir pela química imbatível entre David Belle e Cyril Raffaelli e pelas coreografias que desafiam a gravidade. É cinema pipoca francês em sua forma mais pura.
**13º Distrito – Ultimato (Banlieue 13: Ultimatum, 2009) – 101 min** é a continuação direta do fenômeno francês que transformou o parkour em linguagem cinematográfica: **13º Distrito**. Dirigido por **Patrick Alessandrin** e produzido por **Luc Besson**, o longa tenta ampliar o universo de um dos filmes de ação mais influentes dos anos 2000, mas encontra dificuldades em repetir o impacto do original. Ainda assim, carrega consigo um subtexto social forte, que fala sobre segregação urbana, manipulação política e a transformação da miséria em oportunidade imobiliária.
**Elenco e personagens:** o retorno de **David Belle** como Lino e **Cyril Raffaelli** como Capitão Damien Tomaso mantém viva a essência física da franquia. A química entre o ex-criminoso que luta pelo seu bairro e o policial que questiona o sistema continua sendo o coração da narrativa. Os dois representam lados opostos que se unem contra um inimigo maior: o próprio Estado corrompido.
**Gêneros:** ação e ficção policial, com forte viés de crítica social urbana.
**Enredo e construção dramática:** a trama gira novamente em torno do B-13, agora ameaçado por um plano governamental que pretende apagar o distrito do mapa sob o pretexto de segurança nacional. A falsa ameaça da bomba nuclear funciona como metáfora para algo maior: o medo sendo usado como ferramenta de controle. Porém, diferente do primeiro filme, que era direto e visceral, aqui a narrativa se alonga em conspirações políticas que diminuem o ritmo e diluem a tensão. Falta a urgência que fazia cada corrida pelos telhados parecer uma questão de sobrevivência.
**Produção, fotografia e ação:** tecnicamente competente, mas menos crua. A fotografia mantém o contraste entre a decadência do gueto e o poder institucional, porém com menos identidade visual que o original. As cenas de parkour — marca registrada da franquia — continuam impressionantes, mas aparecem com menor frequência e impacto. O que antes era revolucionário aqui soa mais como repetição.
**Efeitos especiais:** funcionais, mas discretos. O foco segue sendo o movimento físico real, o que ainda é um mérito dentro do cinema de ação contemporâneo.
**Atuações:** David Belle continua sendo mais presença corporal do que dramática — e isso nunca foi um problema, porque seu corpo é a narrativa. Cyril Raffaelli entrega novamente um Damien carismático e humano, o elo entre espectador e crítica social do filme. O restante do elenco serve mais como peça dentro do jogo político do roteiro.
**Comparações e legado:** inevitavelmente vive à sombra do primeiro filme e de produções que beberam da mesma fonte, como **B13: O Filme** e até obras que exploram ação urbana com crítica social. O original era revolução; este é expansão de universo — porém sem a mesma alma.
**Avaliação final:** *13º Distrito – Ultimato* tem discurso, tem protagonistas carismáticos e ainda possui momentos de ação física acima da média, mas perde força ao trocar a simplicidade brutal do primeiro por uma trama mais política e menos intensa. Vale assistir como fechamento da história e pelo carisma da dupla principal, mas dificilmente alcança o status cult do antecessor.
**Nota:** 4/10
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Mediano.
Pra mim foi uma sequência respeitosa e preservou bastante a essência do primeiro, não é nem de longe do mesmo nível, mas não faz feio. Recomendo.