Melé é cantora de bar, seu marido Chaka está desempregado e o casal está prestes a se separar. No pátio da casa que dividem com outras famílias, foi montado um tribunal de primeira instância. Porta-vozes da sociedade civil africana instauraram processos contra o Banco Mundial e o FMI, a quem culpam pelas mazelas do continente Africano. Entre as súplicas e os testemunhos, a vida continua no pátio. Chaka não parece estar preocupado com este romance, o desejo da África de lutar por seus direitos.
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O julgamento central de Bamako não parece real, parece uma grande brincadeira, parte de uma premissa absurda e completamente equivocada ainda que seja algo relevante a se discutir em nossa sociedade. A questão é que ao assistir o filme de Sissako não captei qual afinal de contas é sua tese ou o que ele de fato contesta.
A sinopse do filme é tão absurda que parece piada, o povo do Mali resolveu entrar na justiça contra o Banco Mundial e o FMI e para isso realizam um julgamento no quintal de uma casa localizada na capital do país. Só que o filme leva essa sinopse a sério e o que vemos são discussões com linguajar bem técnico e um tanto complexa sobre capitalismo e a influência das grandes potências em países Africanos. E...funciona... boa parte do filme é composta de monólogos no tribunal com um texto bem escrito e uma edição bem dinâmica, a direção faz tudo parecer quase um documentário nesses trechos e mudando totalmente de estilo nas cenas fora do "tribunal", uma direção realmente boa. Só que é o filme mais político que eu já vi na minha vida, logo, certamente não vai funcionar com pessoas que tenha muito pouco interesse nessa área, ou que seja de direita, já que o filme praticamente inteiro critica o liberalismo, definitivamente não é para todo mundo. Mas eu gostei.
A globalização e a ajuda internacional que prejudica mais que auxilia. Quem entende o problema é quem sofre, o sujeito diretamente envolvido é quem pode dizer se ajuda traz benefícios ou malefícios. Filme crítico africano dos melhores!
Repleto de simbolismos, é antes de tudo uma perspectiva de África sobre África, a respeito da Globalização, da política externa, do colonialismo e da resistência africana.
Filme sensacional!
no cinema mais incomum, a irmandade e a similitude mais assombrosas.