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Data de lançamento
7 Fev. 1974Duração
Uma pequena cidade do Oeste - onde todos se chamam Johnson - está no caminho de uma linha de trens em construção. Para tomar as terras, Hedley Lamarr, um vilão influente, manda seus capangas atormentarem a cidade. Quando o xerife é morto, Hedley convence o governador a enviar um negro para ocupar o cargo (esperando que os cidadãos se revoltem e acabem com o que resta da cidade). Bart, o novo xerife escolhido, precisará ganhar a confiança dos moradores para salvar a própria pele.
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“Banzé no Oeste” é um daqueles filmes que você termina de assistir com a sensação de que foi divertido, mas que poderia ter sido muito mais. Apesar de seu status cult e da assinatura de Mel Brooks, o longa está longe de ser uma obra-prima da comédia, ficando em um meio-termo entre o genial e o apenas satisfatório. Há bons momentos, piadas realmente inteligentes e algumas cenas hilárias, mas nada que atinja o nível de excelência que muitos atribuem a ele.
Um dos grandes destaques, sem dúvida, é Gene Wilder. Sua entrada muda completamente o ritmo e o tom do filme. Ele tem uma presença magnética e uma naturalidade impressionante para o humor, especialmente dentro desse estilo de sátira que mistura o faroeste com a comédia absurda. Wilder eleva o filme, trazendo um equilíbrio entre o sarcasmo e o carisma, e mostrando por que é considerado um dos maiores nomes do gênero.
Mel Brooks, por sua vez, dirige com segurança e inteligência. Sua marca está em todos os detalhes — do humor físico às críticas sociais escondidas por trás das piadas. Ele ainda aparece em um papel pequeno, mas divertido, mostrando mais uma vez seu talento tanto na frente quanto atrás das câmeras. Já o vilão Hedley Lamarr é outro ponto alto: um personagem caricato, cheio de tiradas engraçadas, incluindo o trocadilho recorrente com o nome da atriz Hedy Lamarr, que rende uma das piadas mais memoráveis do filme.
Mesmo assim, “Banzé no Oeste” não escapa de certos altos e baixos. Algumas piadas envelheceram mal, outras se estendem demais, e há momentos em que o ritmo parece travar. A sátira é boa, mas falta uma coesão maior entre as cenas e as ideias. É um filme que diverte, mas não chega a empolgar de verdade, ficando num ponto mediano entre a irreverência e o exagero.
E vale ressaltar: o título brasileiro não faz o menor sentido. Em momento algum há qualquer tipo de “banzé” no filme — a palavra sequer é mencionada. “Blazing Saddles” tem um significado completamente diferente, remetendo às selas em chamas, algo que combina muito mais com o tom caótico e provocativo da história.
Curiosidades:
O título original, Blazing Saddles, foi uma sugestão do próprio Mel Brooks. Antes disso, o filme quase se chamou Black Bart.
A atriz Hedy Lamarr realmente processou a Warner Bros. por causa da piada com o nome do vilão Hedley Lamarr. O caso acabou sendo resolvido fora dos tribunais.
Gene Wilder só entrou no elenco de última hora, substituindo Gig Young, que teve um colapso durante as filmagens da primeira cena.
O filme foi indicado a três Oscars, incluindo o de Melhor Atriz Coadjuvante (Madeline Kahn), mas não venceu em nenhuma categoria.
Assistido em 10/11/2025
Visto em 30.07.2025.
08.08.1988
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Divertido demais!
Chorando de rir, Mel Brooks foi genial, deu aula de como tratar temas delicados como o racismo com humor sem ser um babaca e expondo o preconceito racial americano. Ainda sim é um filme que não seria feito hoje em dia.