Rebeca “Beba” Huntt descobre e questiona sua própria identidade como afro-latina, bem como o papel que posteriormente assume como estudante no renomado Bard College, um ambiente predominantemente branco.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Não esperava ser tão impactada ao assistir este documentário. Me identifiquei profundamente com vários aspectos da vida de Rebeca.
Achei a narrativa crua, caprichosa e repleta de reflexões profundas, transmitidas não apenas através das palavras, mas também em gestos sutis, como o o olhar da mãe de Beba no parque.
Amei como as reflexões mergulham nas camadas mais maduras da ainda tão jovem Rebeca.
Espero que Rebeca Huntt produza muito mais e nos entregue ainda mais presentes como este documentário.
Favoritei!
Beba é um documentário que mais parece uma poesia visual, tem imagens entrecortadas de puro lirismo, muitas e muitas paisagens, além de um formato não muito linear, tudo isso para tentar captar a alma de Rebeca Hunt.
O roteiro, no entanto, não é nada sutil ao passar a ideia de uma latina negra nos EUA, tanto assim que sua própria mãe, ao fazer o seu depoimento, conclui que nunca se vira exatamente como negra, e mais como latina. Essa interseccionalidade é real, obviamente, mas não necessariamente é o que define suas identidades de forma consciente.
O filme então aposta nesse didatismo e nas belas imagens, todas muito rápidas para que não aja um cansaço natural. O tempo do filme também ajuda, bem curto, ideal para captar toda sua essência.
Uma pena que há muito pouco da Rebeca em si, é como se o documentário quisesse transparecer um ar mais universal e abrangente possível, e note que isso funciona muito bem, de fato as locações são lindas. Mas o singular ficou para escanteio, o que é uma pena. O particular também pode muito bem transformar-se em universal, assim como o inverso, e nessa simbiose de direções a Rebeca se perde, você termina a projeção sem saber direito quem é aquela garota ali.
Há algumas cenas resgatadas que ficaram muito orgânicas ao todo, realmente houve um capricho e apuro técnico espetacular, como no retrato de Nova York, o cuidado com as datas e eventos, enfim, um documentário seco e correto, em que havia espaço para mais. Muito mais.