Em meio a dilemas relacionados à morte, amor e futebol, amigos precisam lidar com intrigas internas e questões exteriores que colocam em xeque suas relações e convicções, levando cada um a confrontar suas crenças, dúvidas e fragilidades.
É muito delicado (ou melhor, indelicado?) reagir de maneira não tão positiva a uma obra que goza de uma recepção tão aclamada em relação ao público, mas seria igualmente injusto aclamar algo de maneira entusiástica quando, a despeito das virtudes evidentes (observadas isoladamente), a incoesão salta aos olhos. Como não é a nossa intenção atacar as pessoas esforçadas que envolveram-se na produção, mas, sim, compreender onde as debilidades formais e/ou conteudísticas se instauraram, espero que a baixa cotação que atribuí ao filme não dê a entender que a minha recepção foi completamente reprovadora. Não deveria ser: o filme é tecnicamente bem executado nos seus aspectos "industriais" (neste sentido, a equipe interdisciplinar está de parabéns), mas o fato de haver três diretores pesou na "mistura". A caracterização de Severo d'Acelino está excelente como Agostinho e Fabíola dos Santos brilha em cena, mas o roteiro e os diálogos não acompanham o mesmo elã: os personagens perdem-se em contradições decisórias (que estão além da progressiva condição ébria dos mesmos) e consideram "profundas" e filosóficas frases banais, apenas porque proferidas de maneira solene por um personagem mais velho, que, naquelas condições, está previsivelmente associado ao que é oferecido como reviravolta sobrenatural. A variação entre os elementos cômicos (predominantes) e dramáticos (o luto do pai, a tristeza da mulher abandonada) desperdiça aquilo que surge como discurso geral da obra ('memento mori') nos créditos finais, no sentido de que o aspecto preciosista da realização se sobrepõe ao que o filme efetivamente nos comunica. Boas intenções que não se cumprem ou, quiçá, algum indicativo de conflitos produtivos? Num primeiro contato, a balança valorativa pende para a segunda hipótese, metaforizada pelo modo como os personagens brigam e se reconciliam (o que chama a atenção para um aspecto de câmera que não funcionou tanto, quando as ameaças de agressão são mostradas por câmeras de vigilância). Enquanto exercício de estilo de estudantes de cinema, uma tentativa válida, que agradou à maior parte do público. É o que interessa, na prática! (WPC>)
É muito delicado (ou melhor, indelicado?) reagir de maneira não tão positiva a uma obra que goza de uma recepção tão aclamada em relação ao público, mas seria igualmente injusto aclamar algo de maneira entusiástica quando, a despeito das virtudes evidentes (observadas isoladamente), a incoesão salta aos olhos. Como não é a nossa intenção atacar as pessoas esforçadas que envolveram-se na produção, mas, sim, compreender onde as debilidades formais e/ou conteudísticas se instauraram, espero que a baixa cotação que atribuí ao filme não dê a entender que a minha recepção foi completamente reprovadora. Não deveria ser: o filme é tecnicamente bem executado nos seus aspectos "industriais" (neste sentido, a equipe interdisciplinar está de parabéns), mas o fato de haver três diretores pesou na "mistura". A caracterização de Severo d'Acelino está excelente como Agostinho e Fabíola dos Santos brilha em cena, mas o roteiro e os diálogos não acompanham o mesmo elã: os personagens perdem-se em contradições decisórias (que estão além da progressiva condição ébria dos mesmos) e consideram "profundas" e filosóficas frases banais, apenas porque proferidas de maneira solene por um personagem mais velho, que, naquelas condições, está previsivelmente associado ao que é oferecido como reviravolta sobrenatural. A variação entre os elementos cômicos (predominantes) e dramáticos (o luto do pai, a tristeza da mulher abandonada) desperdiça aquilo que surge como discurso geral da obra ('memento mori') nos créditos finais, no sentido de que o aspecto preciosista da realização se sobrepõe ao que o filme efetivamente nos comunica. Boas intenções que não se cumprem ou, quiçá, algum indicativo de conflitos produtivos? Num primeiro contato, a balança valorativa pende para a segunda hipótese, metaforizada pelo modo como os personagens brigam e se reconciliam (o que chama a atenção para um aspecto de câmera que não funcionou tanto, quando as ameaças de agressão são mostradas por câmeras de vigilância). Enquanto exercício de estilo de estudantes de cinema, uma tentativa válida, que agradou à maior parte do público. É o que interessa, na prática! (WPC>)