Sean, um dos melhores alunos, concorda em ensinar a rebelde Flora para obter uma carta de recomendação universitária. Sua atração crescente complica mais do que apenas seus objetivos acadêmicos.
Apesar de vir diretamento do wattpad, por incrível que pareça foi bonzinho de assistir. O casal principal tem química e até que houve desenvolvimento pessoal de cada um.
KISSING IS THE EASY PART Direção: Fawzia Mirza Ano: 2026 Assistido em: 22/03/2026
Se tem um gênero que é muito repetitivo no cinema, esse é o da comédia romântica. Inclusive, sou do tipo que acredita que, se você assiste a uma, assiste a todas. Elas raramente apresentam inovação, e dá para contar nos dedos aquelas que se tornam relevantes pela originalidade. Portanto, quando aparece algo que traga um mínimo de frescor, é preciso aproveitar. Quando li a sinopse deste filme, fiquei interessado, porque ele parecia uma comédia romântica às avessas, com o homem no papel geralmente atribuído à mulher e vice-versa. Foi isso que chamou minha atenção e me fez dar uma oportunidade, e não me arrependi em nenhum momento, pois gostei do que encontrei.
Flora, uma estudante desmotivada e com dificuldades acadêmicas, aceita ser tutelada por Sean, um aluno exemplar e disciplinado, sem saber que ele foi contratado pelos pais dela para em troca de uma recomendação que pode ajudá-la a garantir uma vaga no MIT. Conforme passam mais tempo juntos, a convivência constante faz surgir uma conexão inesperada entre os dois. No entanto, à medida que sentimentos começam a se desenvolver, a relação inicialmente baseada em interesses se complica, colocando em risco seus objetivos.
Quantas vezes nós já vimos um filme em que a garota é nerd e sem atrativos e decide ajudar o rapaz popular, o famosinho esportista? Pois aqui a lógica se inverte, e melhor do que isso: nem Sean nem Flora se encaixam perfeitamente nesses estereótipos iniciais. Ele é nerd, mas é bonito, sarado; ela é popular, mas não é burra, muito pelo contrário,é inteligente. E é justamente isso que torna a dinâmica interessante, porque, além da inversão de papéis, existe margem para trabalhar personagens que fogem do esperado, deixando o espectador verdadeiramente interessado em ver como esse relacionamento vai se desenvolver.
O casal protagonista funciona muito bem junto. Eles têm química, e eu gosto bastante tanto da Paris Berelc quanto do Asher Angel; os dois se encaixam bem em cena. Ainda assim, a escalação do Asher é meio equivocada, porque ele é bonito e sarado demais para esse tipo de papel — alguém mais “comum” talvez funcionasse melhor. Já o elenco de apoio está presente, mas não faz muita diferença no conjunto.
O mais interessante de Kissing Is the Easy Part é justamente a inversão dos papéis comuns, porque, se tirarmos isso, ele é uma comédia romântica bastante básica em sua estrutura, sem muita inovação. A produção tem cara de filme de televisão, o que evidencia limitações de orçamento, mas, considerando o que Hollywood vem entregando ultimamente, este acaba sendo um dos mais inofensivos, e, por tabela, um dos mais interessantes de assistir dentro do gênero nos últimos anos, o que, convenhamos, não é exatamente um feito assim tão louvável.
A Flora podia ser uma influeniadora que indica livros.
Daqueles filmes gostosinhos pra distrair a cabeça
12/09/26
Apesar de vir diretamento do wattpad, por incrível que pareça foi bonzinho de assistir. O casal principal tem química e até que houve desenvolvimento pessoal de cada um.
KISSING IS THE EASY PART
Direção: Fawzia Mirza
Ano: 2026
Assistido em: 22/03/2026
Se tem um gênero que é muito repetitivo no cinema, esse é o da comédia romântica. Inclusive, sou do tipo que acredita que, se você assiste a uma, assiste a todas. Elas raramente apresentam inovação, e dá para contar nos dedos aquelas que se tornam relevantes pela originalidade. Portanto, quando aparece algo que traga um mínimo de frescor, é preciso aproveitar. Quando li a sinopse deste filme, fiquei interessado, porque ele parecia uma comédia romântica às avessas, com o homem no papel geralmente atribuído à mulher e vice-versa. Foi isso que chamou minha atenção e me fez dar uma oportunidade, e não me arrependi em nenhum momento, pois gostei do que encontrei.
Flora, uma estudante desmotivada e com dificuldades acadêmicas, aceita ser tutelada por Sean, um aluno exemplar e disciplinado, sem saber que ele foi contratado pelos pais dela para em troca de uma recomendação que pode ajudá-la a garantir uma vaga no MIT. Conforme passam mais tempo juntos, a convivência constante faz surgir uma conexão inesperada entre os dois. No entanto, à medida que sentimentos começam a se desenvolver, a relação inicialmente baseada em interesses se complica, colocando em risco seus objetivos.
Quantas vezes nós já vimos um filme em que a garota é nerd e sem atrativos e decide ajudar o rapaz popular, o famosinho esportista? Pois aqui a lógica se inverte, e melhor do que isso: nem Sean nem Flora se encaixam perfeitamente nesses estereótipos iniciais. Ele é nerd, mas é bonito, sarado; ela é popular, mas não é burra, muito pelo contrário,é inteligente. E é justamente isso que torna a dinâmica interessante, porque, além da inversão de papéis, existe margem para trabalhar personagens que fogem do esperado, deixando o espectador verdadeiramente interessado em ver como esse relacionamento vai se desenvolver.
O casal protagonista funciona muito bem junto. Eles têm química, e eu gosto bastante tanto da Paris Berelc quanto do Asher Angel; os dois se encaixam bem em cena. Ainda assim, a escalação do Asher é meio equivocada, porque ele é bonito e sarado demais para esse tipo de papel — alguém mais “comum” talvez funcionasse melhor. Já o elenco de apoio está presente, mas não faz muita diferença no conjunto.
O mais interessante de Kissing Is the Easy Part é justamente a inversão dos papéis comuns, porque, se tirarmos isso, ele é uma comédia romântica bastante básica em sua estrutura, sem muita inovação. A produção tem cara de filme de televisão, o que evidencia limitações de orçamento, mas, considerando o que Hollywood vem entregando ultimamente, este acaba sendo um dos mais inofensivos, e, por tabela, um dos mais interessantes de assistir dentro do gênero nos últimos anos, o que, convenhamos, não é exatamente um feito assim tão louvável.