Um olhar para o assustador caso de duas garotas de doze anos em Wisconsin (Estados Unidos), que esfaquearam 19 vezes uma colega como homenagem a Slenderman, um monstro fictício da internet. Este Documentário Original HBO vai além das notícias e examina como o isolamento adolescente, a saúde mental e a natureza conflituosa da internet criaram um perigoso mandato para duas jovens com consequências ao longo da vida para todos os envolvidos.
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Fizeram um "filme" de quase 2 horas, sendo que poderiam contar tudo em 45 minutos.
Fiquei com a impressão que, na busca de culpados e explicações, o documentário responsabilizou mais a internet do que a negligência dos pais ou condição mental das meninas. Chega a mencionar jogos de terror, creepy pastas etc, mas se as meninas tivessem ficado impressionadas assim com as coisas assustadoras que a Bíblia aborda, tenho certeza que a posição das autoridades e do documentário seria outra. A culpa não seria da Bíblia ou da exposição à ela e focariam bem mais na condição mental negligenciada desde cedo. Aqui, é mais fácil tornar a internet e jogos de terror os verdadeiros vilões. É mais um caso de negligência parental terceirizado da maneira que for mais cômodo.
O documentário é arrastado e chato, passando a impressão de algo amador em diversos momentos. É mais interessante ler matérias sobre o caso pra entender melhor do que perder uma hora e meia aqui.
Tedioso, arrastado, fraquinho e com uma linha narrativa não muito clara. Eu sei que o caso e as pessoas são reais, mas por vezes parecia mais uma dramatização feita por atores ruins, não pareciam entrevistas reais. Cheguei até a pesquisar no Google no meio do documentário pra ver se aquelas pessoas que apareciam nas cenas eram as pessoas de verdade e são sim. Pareceu tudo meio forçado para ficarmos com mais pena das agressoras do que da agredida. O rolê mais aleatório foi aparecer o Richard Dawkins no meio do documentário falando sobre o Slenderman. RICHARD DAWKINS e SLENDERMAN jamais seriam dois nomes que eu usaria numa mesma frase em uma situação "normal", mesmo o Dawkins sendo um etólogo além de ser um biólogo evolutivo.
Cuidado Com o Slenderman é sobre o bicho-papão moderno chamado “Slenderman”, um personagem que foi inventado e desenvolvido online. Se você não sabe nada sobre Slenderman, não precisa se preocupar. O documentário utiliza de um bom tempo explicando e examinando esse fenômeno.
Ao desvendar os detalhes do caso, a diretora Irene Taylor Brodsky traça uma linha entre os aspectos mais sensacionais que estão na superfície e a psicologia por trás da natureza viral de certos mitos urbanos e memes da internet. Ao fazer isso, o documentário é puxado em duas direções ao mesmo tempo, seguindo as migalhas de pão do crime real até onde o caso avançou desde a tentativa de homicídio e trabalhando para entender as origens de Slenderman. A popularidade do personagem e como duas meninas poderiam ser convencidas de que era real. É uma tarefa difícil, mas a realizadora consegue conectar os dois tópicos por meio de entrevistas com os pais das meninas e por meio de uma discussão com especialistas sobre o papel que um artefato cultural como Slenderman desempenha na sociedade e especialmente no desenvolvimento infantil.
Os verdadeiros aspectos do crime e a investigação sobre a popularidade de Slenderman ou outras peças de conhecimento viral da Internet sublinham a maneira como o aspecto único do crime é um produto da era digital. Os realizadores do documentário exploram o crescimento de Slenderman, traçando suas origens até um meme no site Creepypasta e, em seguida, segue um punhado de tópicos que se ramificam a partir daí.
Embora a criação do personagem possa ser vinculada a uma única fonte, uma indústria caseira de memes, vídeos virais, obras de arte e videogames sugere que o personagem se tornou totalmente apropriado pela própria Internet. De certa forma, a natureza onipresente do personagem e o nebuloso senso de autoria ajudaram a alimentar sua popularidade, mas também consolidaram seu status como algo mais do que um meme ou mito para alguns como foi o caso de Morgan Geyser e Anissa Weier.
Embora o documentário seja muito unilateral, olhando para o crime apenas do ponto de vista dos perpetradores, não acho que tente desculpar suas ações, apenas para fornecer uma visão mais ampla da doença mental em crianças e o efeito que esses sites podem ter neles. Tanto como pai em um mundo impulsionado pela tecnologia quanto como alguém que experimentou esse lado da internet quando jovem (embora não tão extremo), é definitivamente um documentário instigante que vale a pena assistir.
Parcial, tendencioso e chato. A narrativa caminha em círculos e não chega a lugar algum. Colocam alguns familiares, com falas repetitivas e exploram isso à exaustão, para prolongar o tempo documentário.
De certo modo, é legal dar voz aos familiares das criminosas, pois é um tipo de abordagem incomum em documentários do gênero. Que eu me lembre, em nenhum momento é justificada a ausência dos familiares da vítima e nisso o longa peca demais.
A grande revelação é o pai da Morgan aparecer no final, para falar que tem a mesma condição, com a qual a filha foi diagnosticada na cadeia. Ninguém fala que o maior problema da menina, foi a falta de cuidado que os pais tiveram com a saúde mental dela, pois já notavam um comportamento atípico na criança e ignoraram. Não, a culpa é 100% da internet malvadona.
No final, fiquei me perguntando se mostrariam o caso com todo esse cuidado, se as duas meninas fossem de origem mais humilde, se fossem estrangeiras, se não fossem brancas, etc. Fica a reflexão.