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A série é documental, mas tem uma veia narrativa fortíssima, com criação de tramas e personagens que humanizam as criaturas e às vezes misturam o fato científico e a criação dramática. Funciona bastante, mas em alguns momentos me incomodou. Uma coisa é certa, é daqueles materiais que nos fazem perceber o quanto somos pequenos, temporários e habitantes de um mundo que é tudo, menos estático, está sempre em movimento, em transformação e não tá nem aí se as condições para nossa vida estão adequadas, se alguma coisa tiver que mudar vai mudar e pode ser nosso fim.
O filme tem suas qualidades, é instigante, carrega aquele ar de exagero tanto nas cenas quanto nas interpretações e funciona muito bem. Tem dois grandes erros, pra mim: primeiro, é um pouco ridículo o quanto ele é didático em diversos momentos, explicando descaradamente o que está acontecendo com flashbacks de rótulos e etc, parece que subestima o intelecto do espectador e o filme nem é tudo isso em termo de metáfora, o machismo, a pressão estética, o ódio feminino autoinduzido e a obsessão pela juventude são bem óbvios; segundo, chega uma hora, perto do fim, que o filme já poderia acabar, mas descamba pra um absurdo que não tem muito sentido, fica gratuito, você acha que vai acabar e ele vai lá e dobra a aposta no gore. Eu adoro esse tipo de cena, sou fã, mas ali dentro daquela narrativa achei desnecessário levar até esse nível.
A quantidade de coincidências toscas e bobas pro desenrolar da história irrita já desde as primeiras cenas.