Divertido. Vi sem expectativas. Não via o desenho quando criança, então não tenho muito apego aos personagens e etc. Me incomodou as coisas serem meio jogadas, sem muita explicação , e também achei muita coisa genérica, eu via e ficava "nossa, igual ao filme do Thor", "nossa, tem um veículo assim no desenho Os Incríveis", é como se fosse um recorte de vários outros filmes no quesito inspiração estética. De resto, é bacana, vale a pena ver.
Tecnicamente o filme é bom, tem uma estética interessante, mas faltou um roteiro mais bem amarrado, alguns personagens têm uma ingenuidade forçada e é cheio daqueles comportamentos irritantes não convincentes que todo mundo sempre fica "quem em sã consiência faria isso?". Uma irritação: ninguém tranca porte nesse lugar?
Não é de todo ruim. Peca por tornar o protagonista alguém extremamente antipático, o que provocou uma barreira em mim logo no começo, impedindo a criação de vínculo com ele. Poderia ser alguém ranzinza, perturbado, mas escolheram deixá-lo antipático, um belo de um cu@#$zão. De resto, tem uma atmosfera e história interessantes, umas simbologias que a bruxa representa, mas nada muito desenvolvido e uma ambiguidade alucinógena no final meio preguiçosa, mas vale a pena ver.
Pra mim, o filme é dividido em duas partes. A primeira me incomodou um pouquinho, principalmente pela falta de amadurecimento dos personagens. 20 anos depois parece que os personagens não evoluíram muito, é como se todas as experiências e crescimentos pelos quais eles passaram no primeiro filme não estivessem valendo. Com isso, a história patina um pouco na primeira parte, com as personagens cometendo os mesmo erros, desaguando num "fan service" cheio de autorreferências. Tem sua graça, mas poderia ser um pouco menos assim. A segunda parte é quando a história começa a se desenrolar de fato e a ficar minimamente interessante. E aqui uma diferença: no fim do primeiro filme, do qual sou fã, eu fico inspirado, motivado. No final desse eu me peguei triste, e isso não é necessariamente ruim, mas é que eles acertaram no tom de "aquele mundo não existe mais" e precisamos lidar com isso. Como se adaptar e não perder a essência, o prazer e a qualidade no que se faz? É um tema que cai meio pesado na minha cabeça de millennial.
Gente...o tubarão seguiu um facho sinalizador sacudido fora da água igual um cachorro e ficou pulando igual golfinho, pelamor. Como diria o Chaves, era melhor ter ido ver o filme do Pelé.
Premissa interessante e atmosfera bem criada, mas o roteiro patina muito e o final entedia. Tem um filme melhor com a mesma entidade, The Possession, 2012.
É tão ruim quanto dizem? Não. É bom? Também não, mas dos filmes de múmia não achei dos piores. Só a parte que mistura trash/gore que foi inesperada. Gosto do gênero, só não achei que tenha combinado muito bem com a proposta do filme, que achei meio confusa, atira pra vários lados e não acerta o alvo. Mas enfim, dá pra ver, é divertido e o final eu ri e bati palmas para aquela vingança, adorei.
Caiu uma lágrima aqui! Que filme gostoso de ver, e o melhor, não cai na mania irritante de 90% de filme de espaço em que DÁ TUDO EXAGERADAMENTE ERRADO, quase todos os personagens são burros e todo mundo tem que morrer, se sacrificar, falta combustível, quebra engrenagem, alienígena quer te matar, não dá pra voltar etc. Nesse filme não, as coisas foram indo de uma forma natural, gostosa de acompanhar, sem exageros e apelações. Só fiquei em dúvida em uma coisa. Ele foi lá com o Rocky pro planeta dele, criaram um biodomo até a nave dele ficar pronta pra voltar pra terra e tal, ok. Aí ficou aquela coisa "será que ele vai voltar?". Ele ficou de pensar se volta ou não. Mas como ele ficaria, se ele tinha comida pra 2 anos e não tinha levado sementes nem nada? O planeta do Rocky não parecia ser muito propício para ter algo que servisse de alimento pra um humano. Enfim, só pensamentos pós-filme. Favoritei.
Caso clássico de que o livro é muito melhor. As diferenças são bem grandes e mudam completamente o tom da história, fazendo com que tenhamos que olhar a adaptação como praticamente outra história. O filme tem suas qualidades, obviamente, as atuações do Keanu e Pacino são maravilhosas. O que incomoda é que parece que as mudanças foram feitas para tornar a história mais "fácil", mais "hollywood", mais "digerida", mais maniqueísta e escrachada.
Uma produção pasteurizada, uma tentativa de reviver os épicos do cinema, mas tudo parece muito artificial, corrido, fácil. Denzel, ainda que mal aproveitado, é responsável pelo pouco que dá pra salvar do filme.
O filme tem suas qualidades, é instigante, carrega aquele ar de exagero tanto nas cenas quanto nas interpretações e funciona muito bem. Tem dois grandes erros, pra mim: primeiro, é um pouco ridículo o quanto ele é didático em diversos momentos, explicando descaradamente o que está acontecendo com flashbacks de rótulos e etc, parece que subestima o intelecto do espectador e o filme nem é tudo isso em termo de metáfora, o machismo, a pressão estética, o ódio feminino autoinduzido e a obsessão pela juventude são bem óbvios; segundo, chega uma hora, perto do fim, que o filme já poderia acabar, mas descamba pra um absurdo que não tem muito sentido, fica gratuito, você acha que vai acabar e ele vai lá e dobra a aposta no gore. Eu adoro esse tipo de cena, sou fã, mas ali dentro daquela narrativa achei desnecessário levar até esse nível.
O filme não é difícil de entender, só é ruim mesmo. Começa bem, mas a parte mais incômoda é que a forma de narrar da metade pro final, somada à trilha sonora, parece que o filme está sempre pra acabar durante quase 50 minutos, ele te coloca num estado de suspensão, comum em filmes de ficção científica com esse intuito (algo que o Interestelar fez muito bem naquele trecho de revelação das dimensões) só que nesse filme esse estado é eterno e não tem nada de muito importante pra revelar e que você já não tenha sacado na metade do filme.
O mais fraco de todos. Ainda que tenha cenas interessantes em termos visuais, é tudo muito genérico, cheio de auto referências, sem muita identidade. A assombração é a mais aleatória dos quatro filmes, não tem uma origem, uma história, apenas é. O final é básico, a solução sem nenhum sentido.
Estética belíssima, como já era de se esperar, vindo de quem vem. Adorei como os tons de verde foram utilizados no filme como um todo (cor habitualmente associada ao monstro nos filmes). Conseguiram deixar o Victor mais detestável do que normalmente ele é retratado no cinema, ponto positivo. Tem alguns clichês que me incomodaram um pouquinho, pareceram meio fora de lugar, como a figura do pai violento, abusivo, distante e detestável para justificar que Victor só conhece a educação pela violência e negligência, coisa que não existe no livro, que é exatamente o contrário, os pais são muito amorosos e o pai muito dedicado e carinhoso. Ainda gostaria de ver uma adaptação que seguisse o livro mais de perto, ainda assim, ficou muito bom, acima da média, e manteve a essência da ambiguidade moral: a criatura é um "vilão" trágico que se torna violento pela dor do abandono, enquanto Victor é o criador arrogante e negligente que desencadeia a tragédia.
Uma grata surpresa. A única coisa que não gostei muito foi do toque de humor que colocaram em algumas partes, acho que se ficasse restrito ao bizarro e grotesco, aos elementos que são super estranhos, como a própria figura da tia Gladys, já conseguiriam um bom efeito, o humor foi um pouco demais, de resto, fazia tempo que um filme de terror sobrenatural não me entretinha tanto.
Uma grande mistura de referências do gênero e que dá certo. Um toque de Um Drink no Inferno, um pouco de True Blood, 30 dias de noite e A hora do espanto. A mistura cultural de um ser mitológico vindo da Europa encontrando um sistema de crenças de matriz africana foi bem interessante também, mas pouquíssimo explorada, isso foi uma pena. De resto, um belo espetáculo, e fica mais interessante quando você entende a ideia por trás da segregação, tanto do negro quanto do irlandês.
No geral, foi inferior ao primeiro. Enquanto Sorria tem uma atmosfera mais sombria, uma história que prende e um final bem conceitual e que fornece uma boa teoria para a criatura e sua forma atuação, Sorria 2 é bobo, com um roteiro um tanto caótico sem muitos avanços. Levando em conta o conceito do primeiro, colocar uma artista pop no centro da trama do 2 seria muito interessante, mas, pra mim, o tiro saiu pela culatra. O final até tenta encontrar um rumo melhor, mas a reação vem demasiado tarde. As atuações são um tanto abaixo da média, chega a ser engraçado em muitos momentos. Ainda não sei o que pensar no que foi o Ray Nicholson. Fizeram grande propaganda pela presença dele e, quando acaba, aparece pouquíssimo, apenas para mostrar o sorriso e a interpretação que a gente remete imediatamente ao seu pai em O Iluminado, qualquer um que conheça o filme não vai conseguir escapar da comparação. Ainda assim, tem cenas interessantes e a ideia de fazer o que fez na frente do público abre um bom espaço para um 3. O problema é transformar em só mais uma assombração boba, como fizeram com a Samara em O Chamado 2 e 3 numa pegada bem parecida de ampliar as vítimas.
Apesar de acharem o filme "sem final" ou "sem explicação", ele tem os dois, apenas não de forma tão direta, mas pelas entrelinhas, e nem é difícil pescar. Tanto no final, quando vemos o fantasma homem no apartamento com inúmeras outras mulheres, quanto durante o filme vemos o comportamento dele ao "assombrar" as protagonistas (fortemente sexual), acaba se tornando possível fazermos inúmeras inferências que apontam na mesma direção. É possível percebermos isso ao observarmos, também, os comportamentos um tanto exagerados de alguns dos homens que convivem com as protagonistas (o namorado insistente que não respeita o espaço e as decisões dela, o pai que desiste, o que desacredita, o colega que só quer ir pra cama) a gente consegue ligar os pontos. O final, quando vemos que o prédio está em todos os lugares, e o fator feminino de apoio mútuo da última cena, a ideia de trauma, silenciamento, misoginia, enfim, o filme é mais fácil de se ler do que se imagina. Tem um refinamento, mas a execução é um tanto vacilante.
Uma das melhores animações do Batman. Se a série Batman do Futuro, que é boazinha, tivesse a metade da atmosfera e roteiro desse filme, seria maravilhosa.
Gostei? Sim. Achei tudo isso? Não. Pode ter sido toda a expectativa que criei, mas no geral achei o filme bem morno e pouco instigante, enquanto filme, fica tudo meio na superfície. Claro que o momento histórico que retrata é terrível, mas tem muitos outros filmes sobre o período que foram muito mais bem executados. O grande trunfo da história contada dessa forma, pra mim, foi ver os reflexos do terror no cotidiano, na vida que precisa seguir, apesar de tudo. É um filme sobre a ditadura, mas não é sobre estar no olho do furacão, na correria e tensão de ser "subversivo", não. É uma história de quem vive na periferia desses acontecimentos, sobre o fato de que, apesar de tudo de ruim e tenebroso acontecendo, o mercado e o almoço ainda precisam ser feitos, os filhos ainda precisam ir para a escola serem educados, a roupa continua precisando ser lavada e passada, as contas continuam a chegar e precisam ser pagas, e outras pessoas continuam rindo e brincando e seguindo suas vidas. O absurdo e o corriqueiro lado a lado, como se nada estivesse acontecendo, e como isso é muito real. É tudo muito sutil, quase higienizado, talvez essa tenha sido a forma da Eunice lidar com tudo, ou pelo menos foi o que o filme me passou. Ainda assim, senti falta de algo mais passional, mas aí seria outro filme e outra Eunice. Cabe, ainda, pensar que se trata do retrato de um grupo privilegiado de pessoas, de certa classe social que foi impactada de outra forma pelo período.
Mestres do Universo
3.2 460 Assista AgoraDivertido. Vi sem expectativas. Não via o desenho quando criança, então não tenho muito apego aos personagens e etc. Me incomodou as coisas serem meio jogadas, sem muita explicação , e também achei muita coisa genérica, eu via e ficava "nossa, igual ao filme do Thor", "nossa, tem um veículo assim no desenho Os Incríveis", é como se fosse um recorte de vários outros filmes no quesito inspiração estética. De resto, é bacana, vale a pena ver.
A Médium
3.4 393 Assista AgoraTecnicamente o filme é bom, tem uma estética interessante, mas faltou um roteiro mais bem amarrado, alguns personagens têm uma ingenuidade forçada e é cheio daqueles comportamentos irritantes não convincentes que todo mundo sempre fica "quem em sã consiência faria isso?". Uma irritação: ninguém tranca porte nesse lugar?
Hokum: O Pesadelo da Bruxa
3.0 217 Assista AgoraNão é de todo ruim. Peca por tornar o protagonista alguém extremamente antipático, o que provocou uma barreira em mim logo no começo, impedindo a criação de vínculo com ele. Poderia ser alguém ranzinza, perturbado, mas escolheram deixá-lo antipático, um belo de um cu@#$zão. De resto, tem uma atmosfera e história interessantes, umas simbologias que a bruxa representa, mas nada muito desenvolvido e uma ambiguidade alucinógena no final meio preguiçosa, mas vale a pena ver.
O Diabo Veste Prada 2
3.3 429 Assista AgoraPra mim, o filme é dividido em duas partes. A primeira me incomodou um pouquinho, principalmente pela falta de amadurecimento dos personagens. 20 anos depois parece que os personagens não evoluíram muito, é como se todas as experiências e crescimentos pelos quais eles passaram no primeiro filme não estivessem valendo. Com isso, a história patina um pouco na primeira parte, com as personagens cometendo os mesmo erros, desaguando num "fan service" cheio de autorreferências. Tem sua graça, mas poderia ser um pouco menos assim. A segunda parte é quando a história começa a se desenrolar de fato e a ficar minimamente interessante. E aqui uma diferença: no fim do primeiro filme, do qual sou fã, eu fico inspirado, motivado. No final desse eu me peguei triste, e isso não é necessariamente ruim, mas é que eles acertaram no tom de "aquele mundo não existe mais" e precisamos lidar com isso. Como se adaptar e não perder a essência, o prazer e a qualidade no que se faz? É um tema que cai meio pesado na minha cabeça de millennial.
A Boca do Diabo
2.1 106 Assista AgoraGente...o tubarão seguiu um facho sinalizador sacudido fora da água igual um cachorro e ficou pulando igual golfinho, pelamor. Como diria o Chaves, era melhor ter ido ver o filme do Pelé.
Undertone
3.0 227 Assista AgoraPremissa interessante e atmosfera bem criada, mas o roteiro patina muito e o final entedia. Tem um filme melhor com a mesma entidade, The Possession, 2012.
Maldição da Múmia
3.0 337 Assista AgoraÉ tão ruim quanto dizem? Não. É bom? Também não, mas dos filmes de múmia não achei dos piores. Só a parte que mistura trash/gore que foi inesperada. Gosto do gênero, só não achei que tenha combinado muito bem com a proposta do filme, que achei meio confusa, atira pra vários lados e não acerta o alvo. Mas enfim, dá pra ver, é divertido e o final eu ri e bati palmas para aquela vingança, adorei.
Devoradores de Estrelas
4.0 798 Assista AgoraCaiu uma lágrima aqui! Que filme gostoso de ver, e o melhor, não cai na mania irritante de 90% de filme de espaço em que DÁ TUDO EXAGERADAMENTE ERRADO, quase todos os personagens são burros e todo mundo tem que morrer, se sacrificar, falta combustível, quebra engrenagem, alienígena quer te matar, não dá pra voltar etc. Nesse filme não, as coisas foram indo de uma forma natural, gostosa de acompanhar, sem exageros e apelações. Só fiquei em dúvida em uma coisa. Ele foi lá com o Rocky pro planeta dele, criaram um biodomo até a nave dele ficar pronta pra voltar pra terra e tal, ok. Aí ficou aquela coisa "será que ele vai voltar?". Ele ficou de pensar se volta ou não. Mas como ele ficaria, se ele tinha comida pra 2 anos e não tinha levado sementes nem nada? O planeta do Rocky não parecia ser muito propício para ter algo que servisse de alimento pra um humano. Enfim, só pensamentos pós-filme. Favoritei.
Advogado do Diabo
4.0 1,5K Assista AgoraCaso clássico de que o livro é muito melhor. As diferenças são bem grandes e mudam completamente o tom da história, fazendo com que tenhamos que olhar a adaptação como praticamente outra história. O filme tem suas qualidades, obviamente, as atuações do Keanu e Pacino são maravilhosas. O que incomoda é que parece que as mudanças foram feitas para tornar a história mais "fácil", mais "hollywood", mais "digerida", mais maniqueísta e escrachada.
Gladiador II
3.3 586 Assista AgoraUma produção pasteurizada, uma tentativa de reviver os épicos do cinema, mas tudo parece muito artificial, corrido, fácil. Denzel, ainda que mal aproveitado, é responsável pelo pouco que dá pra salvar do filme.
Jurassic World: Recomeço
2.7 480 Assista AgoraA quantidade de coincidências toscas e bobas pro desenrolar da história irrita já desde as primeiras cenas.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraO filme tem suas qualidades, é instigante, carrega aquele ar de exagero tanto nas cenas quanto nas interpretações e funciona muito bem. Tem dois grandes erros, pra mim: primeiro, é um pouco ridículo o quanto ele é didático em diversos momentos, explicando descaradamente o que está acontecendo com flashbacks de rótulos e etc, parece que subestima o intelecto do espectador e o filme nem é tudo isso em termo de metáfora, o machismo, a pressão estética, o ódio feminino autoinduzido e a obsessão pela juventude são bem óbvios; segundo, chega uma hora, perto do fim, que o filme já poderia acabar, mas descamba pra um absurdo que não tem muito sentido, fica gratuito, você acha que vai acabar e ele vai lá e dobra a aposta no gore. Eu adoro esse tipo de cena, sou fã, mas ali dentro daquela narrativa achei desnecessário levar até esse nível.
Conclave
3.9 831 Assista AgoraTramas interessantes, final instigante, mas achei a execução um pouco piegas.
A Grande Inundação
2.7 170 Assista AgoraO filme não é difícil de entender, só é ruim mesmo. Começa bem, mas a parte mais incômoda é que a forma de narrar da metade pro final, somada à trilha sonora, parece que o filme está sempre pra acabar durante quase 50 minutos, ele te coloca num estado de suspensão, comum em filmes de ficção científica com esse intuito (algo que o Interestelar fez muito bem naquele trecho de revelação das dimensões) só que nesse filme esse estado é eterno e não tem nada de muito importante pra revelar e que você já não tenha sacado na metade do filme.
Invocação do Mal 4: O Último Ritual
2.9 480 Assista AgoraO mais fraco de todos. Ainda que tenha cenas interessantes em termos visuais, é tudo muito genérico, cheio de auto referências, sem muita identidade. A assombração é a mais aleatória dos quatro filmes, não tem uma origem, uma história, apenas é. O final é básico, a solução sem nenhum sentido.
Frankenstein
3.7 617 Assista AgoraEstética belíssima, como já era de se esperar, vindo de quem vem. Adorei como os tons de verde foram utilizados no filme como um todo (cor habitualmente associada ao monstro nos filmes). Conseguiram deixar o Victor mais detestável do que normalmente ele é retratado no cinema, ponto positivo. Tem alguns clichês que me incomodaram um pouquinho, pareceram meio fora de lugar, como a figura do pai violento, abusivo, distante e detestável para justificar que Victor só conhece a educação pela violência e negligência, coisa que não existe no livro, que é exatamente o contrário, os pais são muito amorosos e o pai muito dedicado e carinhoso. Ainda gostaria de ver uma adaptação que seguisse o livro mais de perto, ainda assim, ficou muito bom, acima da média, e manteve a essência da ambiguidade moral: a criatura é um "vilão" trágico que se torna violento pela dor do abandono, enquanto Victor é o criador arrogante e negligente que desencadeia a tragédia.
A Hora do Mal
3.7 1,1K Assista AgoraUma grata surpresa. A única coisa que não gostei muito foi do toque de humor que colocaram em algumas partes, acho que se ficasse restrito ao bizarro e grotesco, aos elementos que são super estranhos, como a própria figura da tia Gladys, já conseguiriam um bom efeito, o humor foi um pouco demais, de resto, fazia tempo que um filme de terror sobrenatural não me entretinha tanto.
Pecadores
4.0 1,3K Assista AgoraUma grande mistura de referências do gênero e que dá certo. Um toque de Um Drink no Inferno, um pouco de True Blood, 30 dias de noite e A hora do espanto. A mistura cultural de um ser mitológico vindo da Europa encontrando um sistema de crenças de matriz africana foi bem interessante também, mas pouquíssimo explorada, isso foi uma pena. De resto, um belo espetáculo, e fica mais interessante quando você entende a ideia por trás da segregação, tanto do negro quanto do irlandês.
Sorria 2
3.3 614 Assista AgoraNo geral, foi inferior ao primeiro. Enquanto Sorria tem uma atmosfera mais sombria, uma história que prende e um final bem conceitual e que fornece uma boa teoria para a criatura e sua forma atuação, Sorria 2 é bobo, com um roteiro um tanto caótico sem muitos avanços. Levando em conta o conceito do primeiro, colocar uma artista pop no centro da trama do 2 seria muito interessante, mas, pra mim, o tiro saiu pela culatra. O final até tenta encontrar um rumo melhor, mas a reação vem demasiado tarde. As atuações são um tanto abaixo da média, chega a ser engraçado em muitos momentos. Ainda não sei o que pensar no que foi o Ray Nicholson. Fizeram grande propaganda pela presença dele e, quando acaba, aparece pouquíssimo, apenas para mostrar o sorriso e a interpretação que a gente remete imediatamente ao seu pai em O Iluminado, qualquer um que conheça o filme não vai conseguir escapar da comparação. Ainda assim, tem cenas interessantes e a ideia de fazer o que fez na frente do público abre um bom espaço para um 3. O problema é transformar em só mais uma assombração boba, como fizeram com a Samara em O Chamado 2 e 3 numa pegada bem parecida de ampliar as vítimas.
Deadpool & Wolverine
3.7 931 Assista AgoraQue masturbação nerdística foi essa?
O Pranto do Mal
2.8 64 Assista AgoraApesar de acharem o filme "sem final" ou "sem explicação", ele tem os dois, apenas não de forma tão direta, mas pelas entrelinhas, e nem é difícil pescar. Tanto no final, quando vemos o fantasma homem no apartamento com inúmeras outras mulheres, quanto durante o filme vemos o comportamento dele ao "assombrar" as protagonistas (fortemente sexual), acaba se tornando possível fazermos inúmeras inferências que apontam na mesma direção. É possível percebermos isso ao observarmos, também, os comportamentos um tanto exagerados de alguns dos homens que convivem com as protagonistas (o namorado insistente que não respeita o espaço e as decisões dela, o pai que desiste, o que desacredita, o colega que só quer ir pra cama) a gente consegue ligar os pontos. O final, quando vemos que o prédio está em todos os lugares, e o fator feminino de apoio mútuo da última cena, a ideia de trauma, silenciamento, misoginia, enfim, o filme é mais fácil de se ler do que se imagina. Tem um refinamento, mas a execução é um tanto vacilante.
Batman do Futuro - O Retorno do Coringa
3.5 83Uma das melhores animações do Batman. Se a série Batman do Futuro, que é boazinha, tivesse a metade da atmosfera e roteiro desse filme, seria maravilhosa.
Acompanhante Perfeita
3.4 605 Assista AgoraDivertido de ver, entretém, mas bem mediano e, meu deus, tem mais furo no roteiro que num queijo suíço.
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista AgoraGostei? Sim. Achei tudo isso? Não. Pode ter sido toda a expectativa que criei, mas no geral achei o filme bem morno e pouco instigante, enquanto filme, fica tudo meio na superfície. Claro que o momento histórico que retrata é terrível, mas tem muitos outros filmes sobre o período que foram muito mais bem executados. O grande trunfo da história contada dessa forma, pra mim, foi ver os reflexos do terror no cotidiano, na vida que precisa seguir, apesar de tudo. É um filme sobre a ditadura, mas não é sobre estar no olho do furacão, na correria e tensão de ser "subversivo", não. É uma história de quem vive na periferia desses acontecimentos, sobre o fato de que, apesar de tudo de ruim e tenebroso acontecendo, o mercado e o almoço ainda precisam ser feitos, os filhos ainda precisam ir para a escola serem educados, a roupa continua precisando ser lavada e passada, as contas continuam a chegar e precisam ser pagas, e outras pessoas continuam rindo e brincando e seguindo suas vidas. O absurdo e o corriqueiro lado a lado, como se nada estivesse acontecendo, e como isso é muito real. É tudo muito sutil, quase higienizado, talvez essa tenha sido a forma da Eunice lidar com tudo, ou pelo menos foi o que o filme me passou. Ainda assim, senti falta de algo mais passional, mas aí seria outro filme e outra Eunice. Cabe, ainda, pensar que se trata do retrato de um grupo privilegiado de pessoas, de certa classe social que foi impactada de outra forma pelo período.