A série é documental, mas tem uma veia narrativa fortíssima, com criação de tramas e personagens que humanizam as criaturas e às vezes misturam o fato científico e a criação dramática. Funciona bastante, mas em alguns momentos me incomodou. Uma coisa é certa, é daqueles materiais que nos fazem perceber o quanto somos pequenos, temporários e habitantes de um mundo que é tudo, menos estático, está sempre em movimento, em transformação e não tá nem aí se as condições para nossa vida estão adequadas, se alguma coisa tiver que mudar vai mudar e pode ser nosso fim.
O filme tem suas qualidades, é instigante, carrega aquele ar de exagero tanto nas cenas quanto nas interpretações e funciona muito bem. Tem dois grandes erros, pra mim: primeiro, é um pouco ridículo o quanto ele é didático em diversos momentos, explicando descaradamente o que está acontecendo com flashbacks de rótulos e etc, parece que subestima o intelecto do espectador e o filme nem é tudo isso em termo de metáfora, o machismo, a pressão estética, o ódio feminino autoinduzido e a obsessão pela juventude são bem óbvios; segundo, chega uma hora, perto do fim, que o filme já poderia acabar, mas descamba pra um absurdo que não tem muito sentido, fica gratuito, você acha que vai acabar e ele vai lá e dobra a aposta no gore. Eu adoro esse tipo de cena, sou fã, mas ali dentro daquela narrativa achei desnecessário levar até esse nível.
Melhor do que a primeira temporada do Drag Race Brasil. Elenco super carismático, souberam entrar na brincadeira sem vitimismos, falando de assuntos sérios nos momentos devidos sem exageros. A edição tem seus problemas, mas o programa é dinâmico, objetivo, divertido, não entedia, provas interessantes.
O filme não é difícil de entender, só é ruim mesmo. Começa bem, mas a parte mais incômoda é que a forma de narrar da metade pro final, somada à trilha sonora, parece que o filme está sempre pra acabar durante quase 50 minutos, ele te coloca num estado de suspensão, comum em filmes de ficção científica com esse intuito (algo que o Interestelar fez muito bem naquele trecho de revelação das dimensões) só que nesse filme esse estado é eterno e não tem nada de muito importante pra revelar e que você já não tenha sacado na metade do filme.
Uma das melhores séries do gênero ultimamente. Achei o último episódio incrível, mas me incomodou esse flerte entre terror e fantasia, ficou um gostinho de algo exagerado, toda aquela mistura com outros elementos do universo do King, mas ainda assim super válido. Minha maior decepção enquanto personagem foi a Ronnie, no começo ela deu sinais de que seria A GAROTA, mas terminou só reclamando e gritando por tudo. Richie e Will roubaram a cena a maior parte do tempo.
O mais fraco de todos. Ainda que tenha cenas interessantes em termos visuais, é tudo muito genérico, cheio de auto referências, sem muita identidade. A assombração é a mais aleatória dos quatro filmes, não tem uma origem, uma história, apenas é. O final é básico, a solução sem nenhum sentido.
Estética belíssima, como já era de se esperar, vindo de quem vem. Adorei como os tons de verde foram utilizados no filme como um todo (cor habitualmente associada ao monstro nos filmes). Conseguiram deixar o Victor mais detestável do que normalmente ele é retratado no cinema, ponto positivo. Tem alguns clichês que me incomodaram um pouquinho, pareceram meio fora de lugar, como a figura do pai violento, abusivo, distante e detestável para justificar que Victor só conhece a educação pela violência e negligência, coisa que não existe no livro, que é exatamente o contrário, os pais são muito amorosos e o pai muito dedicado e carinhoso. Ainda gostaria de ver uma adaptação que seguisse o livro mais de perto, ainda assim, ficou muito bom, acima da média, e manteve a essência da ambiguidade moral: a criatura é um "vilão" trágico que se torna violento pela dor do abandono, enquanto Victor é o criador arrogante e negligente que desencadeia a tragédia.
Desde o lançamento eu estou tentando passar do terceiro episódio e não consigo, pelamor, que negócio enfadonho, roteiro estranho e interpretações cafonas! Eu amei demais a primeira temporada, PERFEITA, os dois jogos são maravilhosos demais, mas essa temporada tá difícil de levar adiante, e acho que não vou conseguir.
Uma grata surpresa. A única coisa que não gostei muito foi do toque de humor que colocaram em algumas partes, acho que se ficasse restrito ao bizarro e grotesco, aos elementos que são super estranhos, como a própria figura da tia Gladys, já conseguiriam um bom efeito, o humor foi um pouco demais, de resto, fazia tempo que um filme de terror sobrenatural não me entretinha tanto.
Extremamente desinteressante e bobo, tem alguns filmes da franquia que são ruins e, mesmo assim, são melhores que isso. Tem pouquíssimo da atmosfera dos originais, parece um sci-fi genérico qualquer. Atuações sofríveis, principalmente das crianças/adultas. Desperdício de universo, dinheiro e tempo.
Vi 3 episódios e ainda estou esperando a série do universo Alien começar, porque isso é tudo menos Alien. Aliás, de todos da franquia, o design desse Alien é o pior, parece mais uma fantasia de cosplay. Até o bonecão do Alien do filme de 1979 tem mais plasticidade. Sem falar nesse roteiro bobo cheio de coincidências e conveniências.
O amor à primeira vista que eu senti pelo Romulus e a esperança de que vinha coisa boa por aí não se repetiu nesse primeiro episódio. Ainda está cedo pra afirmar qualquer coisa, mas até o momento a série não tem nada da atmosfera dos filmes. Aquela eterna sensação soturna de isolamento espacial e que faz parte da própria proposta da história não está aqui nesse episódio, que poderia ser de qualquer série de ficção científica genérica. A história e trama básicas ainda não me entreteram, achei meio desisteressante, mas ainda tenho esperanças, vou continuar vendo.
Uma grande mistura de referências do gênero e que dá certo. Um toque de Um Drink no Inferno, um pouco de True Blood, 30 dias de noite e A hora do espanto. A mistura cultural de um ser mitológico vindo da Europa encontrando um sistema de crenças de matriz africana foi bem interessante também, mas pouquíssimo explorada, isso foi uma pena. De resto, um belo espetáculo, e fica mais interessante quando você entende a ideia por trás da segregação, tanto do negro quanto do irlandês.
No geral, foi inferior ao primeiro. Enquanto Sorria tem uma atmosfera mais sombria, uma história que prende e um final bem conceitual e que fornece uma boa teoria para a criatura e sua forma atuação, Sorria 2 é bobo, com um roteiro um tanto caótico sem muitos avanços. Levando em conta o conceito do primeiro, colocar uma artista pop no centro da trama do 2 seria muito interessante, mas, pra mim, o tiro saiu pela culatra. O final até tenta encontrar um rumo melhor, mas a reação vem demasiado tarde. As atuações são um tanto abaixo da média, chega a ser engraçado em muitos momentos. Ainda não sei o que pensar no que foi o Ray Nicholson. Fizeram grande propaganda pela presença dele e, quando acaba, aparece pouquíssimo, apenas para mostrar o sorriso e a interpretação que a gente remete imediatamente ao seu pai em O Iluminado, qualquer um que conheça o filme não vai conseguir escapar da comparação. Ainda assim, tem cenas interessantes e a ideia de fazer o que fez na frente do público abre um bom espaço para um 3. O problema é transformar em só mais uma assombração boba, como fizeram com a Samara em O Chamado 2 e 3 numa pegada bem parecida de ampliar as vítimas.
Apesar de acharem o filme "sem final" ou "sem explicação", ele tem os dois, apenas não de forma tão direta, mas pelas entrelinhas, e nem é difícil pescar. Tanto no final, quando vemos o fantasma homem no apartamento com inúmeras outras mulheres, quanto durante o filme vemos o comportamento dele ao "assombrar" as protagonistas (fortemente sexual), acaba se tornando possível fazermos inúmeras inferências que apontam na mesma direção. É possível percebermos isso ao observarmos, também, os comportamentos um tanto exagerados de alguns dos homens que convivem com as protagonistas (o namorado insistente que não respeita o espaço e as decisões dela, o pai que desiste, o que desacredita, o colega que só quer ir pra cama) a gente consegue ligar os pontos. O final, quando vemos que o prédio está em todos os lugares, e o fator feminino de apoio mútuo da última cena, a ideia de trauma, silenciamento, misoginia, enfim, o filme é mais fácil de se ler do que se imagina. Tem um refinamento, mas a execução é um tanto vacilante.
Encontrei esse anime depois de assistir Uzumaki e ter ficado fascinado com o traço e bizarrice do Junji Ito. E não me decepcionou, cada trama mirabolante e bizarra é incrível e surreal. Mas definitivamente não gosto das histórias envolvendo o Souichi. Agora quero começar a ler os mangás/livros.
Gostei mais do que pensei que gostaria, por se tratar de uma produção da Netflix, mas senti muita falta de desenvolvimento dos personagens nesse arco, o relacionamento Aang e Katara ficou extremamente superficial, quase inexistente, as próprias tensões internas do Aang ficaram em segundo plano parecendo birra. Mas em termos de ambientação e caracterização foi bem interessante, fora isso, todos os personagens foram pouco desenvolvidos.
Uma das melhores animações do Batman. Se a série Batman do Futuro, que é boazinha, tivesse a metade da atmosfera e roteiro desse filme, seria maravilhosa.
Gostei? Sim. Achei tudo isso? Não. Pode ter sido toda a expectativa que criei, mas no geral achei o filme bem morno e pouco instigante, enquanto filme, fica tudo meio na superfície. Claro que o momento histórico que retrata é terrível, mas tem muitos outros filmes sobre o período que foram muito mais bem executados. O grande trunfo da história contada dessa forma, pra mim, foi ver os reflexos do terror no cotidiano, na vida que precisa seguir, apesar de tudo. É um filme sobre a ditadura, mas não é sobre estar no olho do furacão, na correria e tensão de ser "subversivo", não. É uma história de quem vive na periferia desses acontecimentos, sobre o fato de que, apesar de tudo de ruim e tenebroso acontecendo, o mercado e o almoço ainda precisam ser feitos, os filhos ainda precisam ir para a escola serem educados, a roupa continua precisando ser lavada e passada, as contas continuam a chegar e precisam ser pagas, e outras pessoas continuam rindo e brincando e seguindo suas vidas. O absurdo e o corriqueiro lado a lado, como se nada estivesse acontecendo, e como isso é muito real. É tudo muito sutil, quase higienizado, talvez essa tenha sido a forma da Eunice lidar com tudo, ou pelo menos foi o que o filme me passou. Ainda assim, senti falta de algo mais passional, mas aí seria outro filme e outra Eunice. Cabe, ainda, pensar que se trata do retrato de um grupo privilegiado de pessoas, de certa classe social que foi impactada de outra forma pelo período.
Mais fraca que a primeira, mais irregular, mas continua interessante. O único pecado nessa série pra mim é o fato de que Gotham se tornou uma cidade muito genérica. Em Batman, Gotham é praticamente uma personagem a parte, com marcas muito características, muito próprias, e nessa série ela virou uma cidade pseudofuturista qualquer, sem marca, sem identidade. De resto, é bacana ver como novos vilões são construídos em um universo que tem tantos vilões marcantes.
Jurassic World: Recomeço
2.7 454 Assista AgoraA quantidade de coincidências toscas e bobas pro desenrolar da história irrita já desde as primeiras cenas.
Os Dinossauros
4.0 22 Assista AgoraA série é documental, mas tem uma veia narrativa fortíssima, com criação de tramas e personagens que humanizam as criaturas e às vezes misturam o fato científico e a criação dramática. Funciona bastante, mas em alguns momentos me incomodou. Uma coisa é certa, é daqueles materiais que nos fazem perceber o quanto somos pequenos, temporários e habitantes de um mundo que é tudo, menos estático, está sempre em movimento, em transformação e não tá nem aí se as condições para nossa vida estão adequadas, se alguma coisa tiver que mudar vai mudar e pode ser nosso fim.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraO filme tem suas qualidades, é instigante, carrega aquele ar de exagero tanto nas cenas quanto nas interpretações e funciona muito bem. Tem dois grandes erros, pra mim: primeiro, é um pouco ridículo o quanto ele é didático em diversos momentos, explicando descaradamente o que está acontecendo com flashbacks de rótulos e etc, parece que subestima o intelecto do espectador e o filme nem é tudo isso em termo de metáfora, o machismo, a pressão estética, o ódio feminino autoinduzido e a obsessão pela juventude são bem óbvios; segundo, chega uma hora, perto do fim, que o filme já poderia acabar, mas descamba pra um absurdo que não tem muito sentido, fica gratuito, você acha que vai acabar e ele vai lá e dobra a aposta no gore. Eu adoro esse tipo de cena, sou fã, mas ali dentro daquela narrativa achei desnecessário levar até esse nível.
Conclave
3.9 827 Assista AgoraTramas interessantes, final instigante, mas achei a execução um pouco piegas.
Caravana das Drags (1ª Temporada)
3.7 40Melhor do que a primeira temporada do Drag Race Brasil. Elenco super carismático, souberam entrar na brincadeira sem vitimismos, falando de assuntos sérios nos momentos devidos sem exageros. A edição tem seus problemas, mas o programa é dinâmico, objetivo, divertido, não entedia, provas interessantes.
A Grande Inundação
2.7 153 Assista AgoraO filme não é difícil de entender, só é ruim mesmo. Começa bem, mas a parte mais incômoda é que a forma de narrar da metade pro final, somada à trilha sonora, parece que o filme está sempre pra acabar durante quase 50 minutos, ele te coloca num estado de suspensão, comum em filmes de ficção científica com esse intuito (algo que o Interestelar fez muito bem naquele trecho de revelação das dimensões) só que nesse filme esse estado é eterno e não tem nada de muito importante pra revelar e que você já não tenha sacado na metade do filme.
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 362 Assista AgoraUma das melhores séries do gênero ultimamente. Achei o último episódio incrível, mas me incomodou esse flerte entre terror e fantasia, ficou um gostinho de algo exagerado, toda aquela mistura com outros elementos do universo do King, mas ainda assim super válido. Minha maior decepção enquanto personagem foi a Ronnie, no começo ela deu sinais de que seria A GAROTA, mas terminou só reclamando e gritando por tudo. Richie e Will roubaram a cena a maior parte do tempo.
Invocação do Mal 4: O Último Ritual
3.0 466 Assista AgoraO mais fraco de todos. Ainda que tenha cenas interessantes em termos visuais, é tudo muito genérico, cheio de auto referências, sem muita identidade. A assombração é a mais aleatória dos quatro filmes, não tem uma origem, uma história, apenas é. O final é básico, a solução sem nenhum sentido.
Frankenstein
3.7 596 Assista AgoraEstética belíssima, como já era de se esperar, vindo de quem vem. Adorei como os tons de verde foram utilizados no filme como um todo (cor habitualmente associada ao monstro nos filmes). Conseguiram deixar o Victor mais detestável do que normalmente ele é retratado no cinema, ponto positivo. Tem alguns clichês que me incomodaram um pouquinho, pareceram meio fora de lugar, como a figura do pai violento, abusivo, distante e detestável para justificar que Victor só conhece a educação pela violência e negligência, coisa que não existe no livro, que é exatamente o contrário, os pais são muito amorosos e o pai muito dedicado e carinhoso. Ainda gostaria de ver uma adaptação que seguisse o livro mais de perto, ainda assim, ficou muito bom, acima da média, e manteve a essência da ambiguidade moral: a criatura é um "vilão" trágico que se torna violento pela dor do abandono, enquanto Victor é o criador arrogante e negligente que desencadeia a tragédia.
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 463Desde o lançamento eu estou tentando passar do terceiro episódio e não consigo, pelamor, que negócio enfadonho, roteiro estranho e interpretações cafonas! Eu amei demais a primeira temporada, PERFEITA, os dois jogos são maravilhosos demais, mas essa temporada tá difícil de levar adiante, e acho que não vou conseguir.
A Hora do Mal
3.7 1,0K Assista AgoraUma grata surpresa. A única coisa que não gostei muito foi do toque de humor que colocaram em algumas partes, acho que se ficasse restrito ao bizarro e grotesco, aos elementos que são super estranhos, como a própria figura da tia Gladys, já conseguiriam um bom efeito, o humor foi um pouco demais, de resto, fazia tempo que um filme de terror sobrenatural não me entretinha tanto.
Alien: Earth (1ª Temporada)
3.2 275Extremamente desinteressante e bobo, tem alguns filmes da franquia que são ruins e, mesmo assim, são melhores que isso. Tem pouquíssimo da atmosfera dos originais, parece um sci-fi genérico qualquer. Atuações sofríveis, principalmente das crianças/adultas. Desperdício de universo, dinheiro e tempo.
Alien: Earth (1ª Temporada)
3.2 275Vi 3 episódios e ainda estou esperando a série do universo Alien começar, porque isso é tudo menos Alien. Aliás, de todos da franquia, o design desse Alien é o pior, parece mais uma fantasia de cosplay. Até o bonecão do Alien do filme de 1979 tem mais plasticidade. Sem falar nesse roteiro bobo cheio de coincidências e conveniências.
Alien: Earth (1ª Temporada)
3.2 275O amor à primeira vista que eu senti pelo Romulus e a esperança de que vinha coisa boa por aí não se repetiu nesse primeiro episódio. Ainda está cedo pra afirmar qualquer coisa, mas até o momento a série não tem nada da atmosfera dos filmes. Aquela eterna sensação soturna de isolamento espacial e que faz parte da própria proposta da história não está aqui nesse episódio, que poderia ser de qualquer série de ficção científica genérica. A história e trama básicas ainda não me entreteram, achei meio desisteressante, mas ainda tenho esperanças, vou continuar vendo.
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraUma grande mistura de referências do gênero e que dá certo. Um toque de Um Drink no Inferno, um pouco de True Blood, 30 dias de noite e A hora do espanto. A mistura cultural de um ser mitológico vindo da Europa encontrando um sistema de crenças de matriz africana foi bem interessante também, mas pouquíssimo explorada, isso foi uma pena. De resto, um belo espetáculo, e fica mais interessante quando você entende a ideia por trás da segregação, tanto do negro quanto do irlandês.
Sorria 2
3.3 603 Assista AgoraNo geral, foi inferior ao primeiro. Enquanto Sorria tem uma atmosfera mais sombria, uma história que prende e um final bem conceitual e que fornece uma boa teoria para a criatura e sua forma atuação, Sorria 2 é bobo, com um roteiro um tanto caótico sem muitos avanços. Levando em conta o conceito do primeiro, colocar uma artista pop no centro da trama do 2 seria muito interessante, mas, pra mim, o tiro saiu pela culatra. O final até tenta encontrar um rumo melhor, mas a reação vem demasiado tarde. As atuações são um tanto abaixo da média, chega a ser engraçado em muitos momentos. Ainda não sei o que pensar no que foi o Ray Nicholson. Fizeram grande propaganda pela presença dele e, quando acaba, aparece pouquíssimo, apenas para mostrar o sorriso e a interpretação que a gente remete imediatamente ao seu pai em O Iluminado, qualquer um que conheça o filme não vai conseguir escapar da comparação. Ainda assim, tem cenas interessantes e a ideia de fazer o que fez na frente do público abre um bom espaço para um 3. O problema é transformar em só mais uma assombração boba, como fizeram com a Samara em O Chamado 2 e 3 numa pegada bem parecida de ampliar as vítimas.
Deadpool & Wolverine
3.7 922 Assista AgoraQue masturbação nerdística foi essa?
O Pranto do Mal
2.8 60 Assista AgoraApesar de acharem o filme "sem final" ou "sem explicação", ele tem os dois, apenas não de forma tão direta, mas pelas entrelinhas, e nem é difícil pescar. Tanto no final, quando vemos o fantasma homem no apartamento com inúmeras outras mulheres, quanto durante o filme vemos o comportamento dele ao "assombrar" as protagonistas (fortemente sexual), acaba se tornando possível fazermos inúmeras inferências que apontam na mesma direção. É possível percebermos isso ao observarmos, também, os comportamentos um tanto exagerados de alguns dos homens que convivem com as protagonistas (o namorado insistente que não respeita o espaço e as decisões dela, o pai que desiste, o que desacredita, o colega que só quer ir pra cama) a gente consegue ligar os pontos. O final, quando vemos que o prédio está em todos os lugares, e o fator feminino de apoio mútuo da última cena, a ideia de trauma, silenciamento, misoginia, enfim, o filme é mais fácil de se ler do que se imagina. Tem um refinamento, mas a execução é um tanto vacilante.
Junji Ito Collection
3.7 26 Assista AgoraEncontrei esse anime depois de assistir Uzumaki e ter ficado fascinado com o traço e bizarrice do Junji Ito. E não me decepcionou, cada trama mirabolante e bizarra é incrível e surreal. Mas definitivamente não gosto das histórias envolvendo o Souichi. Agora quero começar a ler os mangás/livros.
Avatar: O Último Mestre do Ar (1ª Temporada)
3.8 168Gostei mais do que pensei que gostaria, por se tratar de uma produção da Netflix, mas senti muita falta de desenvolvimento dos personagens nesse arco, o relacionamento Aang e Katara ficou extremamente superficial, quase inexistente, as próprias tensões internas do Aang ficaram em segundo plano parecendo birra. Mas em termos de ambientação e caracterização foi bem interessante, fora isso, todos os personagens foram pouco desenvolvidos.
Batman do Futuro - O Retorno do Coringa
3.5 82 Assista AgoraUma das melhores animações do Batman. Se a série Batman do Futuro, que é boazinha, tivesse a metade da atmosfera e roteiro desse filme, seria maravilhosa.
Acompanhante Perfeita
3.4 563 Assista AgoraDivertido de ver, entretém, mas bem mediano e, meu deus, tem mais furo no roteiro que num queijo suíço.
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista AgoraGostei? Sim. Achei tudo isso? Não. Pode ter sido toda a expectativa que criei, mas no geral achei o filme bem morno e pouco instigante, enquanto filme, fica tudo meio na superfície. Claro que o momento histórico que retrata é terrível, mas tem muitos outros filmes sobre o período que foram muito mais bem executados. O grande trunfo da história contada dessa forma, pra mim, foi ver os reflexos do terror no cotidiano, na vida que precisa seguir, apesar de tudo. É um filme sobre a ditadura, mas não é sobre estar no olho do furacão, na correria e tensão de ser "subversivo", não. É uma história de quem vive na periferia desses acontecimentos, sobre o fato de que, apesar de tudo de ruim e tenebroso acontecendo, o mercado e o almoço ainda precisam ser feitos, os filhos ainda precisam ir para a escola serem educados, a roupa continua precisando ser lavada e passada, as contas continuam a chegar e precisam ser pagas, e outras pessoas continuam rindo e brincando e seguindo suas vidas. O absurdo e o corriqueiro lado a lado, como se nada estivesse acontecendo, e como isso é muito real. É tudo muito sutil, quase higienizado, talvez essa tenha sido a forma da Eunice lidar com tudo, ou pelo menos foi o que o filme me passou. Ainda assim, senti falta de algo mais passional, mas aí seria outro filme e outra Eunice. Cabe, ainda, pensar que se trata do retrato de um grupo privilegiado de pessoas, de certa classe social que foi impactada de outra forma pelo período.
Batman do Futuro (2ª Temporada)
3.7 7 Assista AgoraMais fraca que a primeira, mais irregular, mas continua interessante. O único pecado nessa série pra mim é o fato de que Gotham se tornou uma cidade muito genérica. Em Batman, Gotham é praticamente uma personagem a parte, com marcas muito características, muito próprias, e nessa série ela virou uma cidade pseudofuturista qualquer, sem marca, sem identidade. De resto, é bacana ver como novos vilões são construídos em um universo que tem tantos vilões marcantes.