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Data de lançamento
19 Dez. 2025Duração
Uma grande inundação desastrosa varre o planeta. No que pode ser o último dia na Terra, começa uma luta desesperada para salvar uma criança de um apartamento inundado.
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Achei que seria bom e dava pra ir melhorando, mas vai ficando confuso e a ideia principal (inundação) vai ficando de lado, precisa prestar atenção ao significado mais profundo que o filme passa no final.
⚠️ Alerta de Spoilers: Se você ainda não assistiu esse filme, corre daqui.
Aí, pra fechar a noite, você resolve assistir a um cine catástrofe, um cine desgraça da Netflix... "A Grande Inundação", um filme de enchente, filme coreano, pra combinar com a chuvarada lá de fora. Salgadinhos a postos, cervejinha no ponto, sofá no jeito, você dá o play e começa o apocalipse. A premissa é a clássica: pânico, corre-corre, fim de mundo e tudo se acabando em água. Na trana uma inundação bíblica toma conta do planeta, o povo dentro de um complexo de apartamentos sai correndo pelas escadas, e uma mãe com filho no colo foge às pressas da água que está começando a bater na sua bunda.
O problema é que o drama de mãe já começa errado. O moleque é um verdadeiro 누텔라 (Nutella, em coreano) — o oceano engolindo o prédio, a água subindo pelo elevador e o mimado querendo brincar na piscina e se esconder. Em vez de sentir pena, você passa os primeiros vinte minutos torcendo pro meteoro. E a mãe não fica atrás: no meio do caos, com a água no pescoço, a mulher simplesmente ignora uma grávida dando à luz pedindo socorro do lado dela! Isso é o sumo do egoísmo mascarado de instinto materno. E de repente, do nada, a virada acontece...
Que porra é essa? O apocalipse some, o mar, os prédios e as pessoas viram um monte de caracteres de Matrix pra enfiar um papo de simulação de IA, cientista do governo, Homens de Preto, criança fatiada em laboratório e nave no espaço. Sem explicar nada, confundindo tudo e entregando zero impacto. O filme abandona a destruição, o medo da morte e a claustrofobia física pra ser um experimento de Windows? Não, Coreiaflix, não faz isso comigo!
E a angústia não para: o filme descarrega uma overdose de melodrama do inferno tão apelativo que a gente quase desenvolve uma diabete só de assistir. É aquele choro mecânico coreano no volume máximo, rasgado, com música alta no fundo tentando te arrancar lágrima na marra e na violência. Eles querem que você chore pela mãe, chore pelo robô, chore pela onda, chore pelo apocalipse, chore pela simulação e chore pela IA, mas a única coisa que dá vontade de chorar é pelo tempo de vida que eu perdi assistindo a essa calda de pudim feita na tela.
O que prometia ser um suspense claustrofóbico de sobrevivência, pânico e morte na água, se transforma num dorama triste no espaço, onde nada faz sentido, nada engaja e ninguém se importa. Nada salva nesse apocalipse coreano: nem o Aquaman, nem o Namor e nem o Moisés abrindo as águas pra esse povo molhado. Você não consegue jogar uma boia pra esse filme do Byung-woo Kim. Ele deve ter deixado cair o Game Boy no box do chuveiro quando era pequeno, porque não tem explicação. Misturar cine enchente com espaço e simulação louca de laboratório NÃO FUNCIONA.
Mas Iemanjá salva! Põe num barquinho, enche de flor e lança no mar.
Fui assistir achando que era sobre desastre natural e quando vi era sobre experimento de Inteligência Artificial. Confuso, mas com a prenissa interessante. Porém, ainda sssim, fiquei frustrada.
Propositalmente confuso para parecer mais inovador, mas a mistureba de vários elementos já muito explorados (catastrofe, seres sintéticos e simulação) não ornou muito bem, só ficou um confuso chato. A premissa principal que é a inundação não parecia realmente fazer diferença onde a trama queria chegar. Me lembrou um pouco o filme Triangulo do Medo.
Bom filme sobre melhorar a cada oportunidade. É um filme sobre inundação, com um significado bem mais profundo.