Dirigido por
Data de lançamento
29 Set. 1982Duração
O filho homossexual do imperador do Tirã, Riza Niro (Arias), decide mudar-se para Madri em busca de diversão. Ele tem um rápido envolvimento com Sadec (Banderas), um terrorista gay que planeja raptá-lo. Sadec não reconhece Riza, que usa um disfarce; apaixona-se perdidamente e passa a procurá-lo pela cidade. Enquanto isso, Riza conhece Sexília (Cecília Roth), uma cantora ninfomaníaca. Em uma reviravolta do destino, eles se descobrem ligados pelo mais puro dos sentimentos: o primeiro amor, aquele que fica impresso para sempre na alma dos apaixonados.
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- o diretor trabalha muito bem os vários núcleos em uma cidade caótica e repleta de desejos e liberdades sexuais
- fica ainda melhor quando eles se juntam e o inesperado acontece
- sexilia é um nome muito foda para a personagem
- banderas bem novinho, ta com o almodovar desde sempre mesmo
A fase inicial de Almodóvar é teste de paciência.Temos um assunto que ele sempre gostou de dirigir,mas aqui aparece numa fase fraca e sem experiência do diretor.Os vários personagens não chamam atenção com suas histórias e nem apresentados são direito.Um labirinto sem saída.
>Assistido em 30 de Julho de 2022
[13/03/2022]
A história tinha potencial, pena que não funcionou. Se esse filme tivesse sido feito mais tarde, com um Almodóvar mais maduro e experiente, acredito que teria sido MUITO melhor. O problema é que ele já começa jogando um monte de personagens em tela, sem apresentar o conflito e sem nos fazer importar com eles. Só depois que esses vários núcleos se conectam e eles passam a fazer sentido, mas aí já é tarde demais... é muito fácil perder interesse no filme logo no início. Fora que alguns acontecimentos e cenas parecem irrelevantes, vários personagens não têm um desfecho (e nem um propósito), como o do Antonio Banderas, que eu achei muito mal aproveitado. O ponto alto fica pra abordagem de temas considerados tabus como, homossexualidade, estupro, hipersexualidade, etc.
Assisti no dia 02/10/21
O segundo longa-metragem comercial de Pedro Almodovar é, assim como seu filme anterior "Pepi, Luci & Bon", uma comédia escrachada, rasgada e despudorada, que não tem medo de apelar para a subversão sexual, para tabus e, até mesmo, para a escatologia. Mas é um filme menos focado que o seu anterior à medida que o cineasta aumenta consideravelmente o número de personagens e subtramas, a maioria, infelizmente, não funcionando a contento. A graça das piadas acaba se esvaindo tamanho o desespero do diretor em querer se fazer engraçado, o exagero visual chega um ponto que satura, e a psicologia de boteco é constrangedora - ainda que faça sentido dentro da diegese absurda da obra. O filme faz algumas piadas com situações políticas muito próprias da época que o tornam datado (como a citação à Princesa Soraya do Irã, que realmente existiu, trabalhou como atriz, e que foi deixada pelo marido por não conseguir ter filhos... hoje em dia quem irá lembrar disso?). Ademais, a continuidade do filme, de execução completamente confusa, acaba prejudicando a boa apreciação da obra. "Labirinto de Paixões" é uma projeção que com certeza carrega os traços da assinatura de seu diretor, mais ainda de forma garranchosa, como um menino desenvolvendo sua letra em um caderno de caligrafia.