Por muito tempo, eu descri que a dita "cinematografia indígena" dispusesse do poder extremo que descobri neste filme e em seus congêneres, subvencionados pela equipe do Vídeo nas Aldeias: mais que "treinar" os membros da tribo para empunharem câmeras e narrarem as crises de representação que marcam a história de dizimação destes povos no Brasil, os financiadores destes cineastas indígenas permitem que os diretores mostrem a si mesmos e a seus familiares e vizinhos de forma dolorosamente expressiva, resistindo, sobrevivendo... Neste filme em particular, o modo como o diretor (na verdade, um condutor geral para diversos outros diretores, todos conscientes da delicada situação cotidiana que enfrentam enquanto sociedade) coliga os fatos cotidianos atinge a sublimidade nos instantes em que acompanha as crianças ensinadas a serem extremamente oportunistas e poluídas pela cultura 'pop' estrangeira. O desfecho é emocionante ao valer-se de uma situação dramática familiar, mas o filme atinge píncaros expressivos em quase toda a sua extensão, principalmente quando prova a nova conotação para apreciação chistosa da nudez que surge depois que os índios passaram a se vestir com as roupas doadas pelos brancos... Saí da sessão em estado de transe, completamente impactado. Absolutamente genial este filme, cujo título é um primor à parte! (WPC>)
Incrível, assisti ontem pela 17ª CineOP aqui de Ouro Preto.
https://www.youtube.com/watch?v=edKtJmY65wM
https://www.youtube.com/watch?v=7UEWibtKt70
Por muito tempo, eu descri que a dita "cinematografia indígena" dispusesse do poder extremo que descobri neste filme e em seus congêneres, subvencionados pela equipe do Vídeo nas Aldeias: mais que "treinar" os membros da tribo para empunharem câmeras e narrarem as crises de representação que marcam a história de dizimação destes povos no Brasil, os financiadores destes cineastas indígenas permitem que os diretores mostrem a si mesmos e a seus familiares e vizinhos de forma dolorosamente expressiva, resistindo, sobrevivendo... Neste filme em particular, o modo como o diretor (na verdade, um condutor geral para diversos outros diretores, todos conscientes da delicada situação cotidiana que enfrentam enquanto sociedade) coliga os fatos cotidianos atinge a sublimidade nos instantes em que acompanha as crianças ensinadas a serem extremamente oportunistas e poluídas pela cultura 'pop' estrangeira. O desfecho é emocionante ao valer-se de uma situação dramática familiar, mas o filme atinge píncaros expressivos em quase toda a sua extensão, principalmente quando prova a nova conotação para apreciação chistosa da nudez que surge depois que os índios passaram a se vestir com as roupas doadas pelos brancos... Saí da sessão em estado de transe, completamente impactado. Absolutamente genial este filme, cujo título é um primor à parte! (WPC>)