Esse Adam Curtis é muito bom. Gosto muito do jeito com que as imagens de arquivo e a trilha ajudam a criar uma atmosfera para a história. E as interpretações que o filme vai construindo são muito boas também.
Dá pra entender este documentário como um estágio de amadurecimento até ser concebida a obra prima do "HyperNormalisation".
A própria montagem, como em todas as obras anteriores do Adam Curtis, corroboram com a tese central de tudo ser mais complexo do que nos apresentam, e em como essa discrepância acaba resultando desde transtornos psicológicos até convulsões sociais. Por consequência, dada a complexidade e confusão absurdos de uma guerra onde se chocam tantos interesses, tantos atores, tantas etnias distintas, como é o caso do conflito Arábia-Afeganistão-Ocidente, uma cena de quase 3 minutos de um soldado brincando com uma pomba, ou o olhar inquiridor e perdido de uma jovem afegã aprendendo sobre arte conceitual europeia, pode ser muito mais representativo desse caos violento do que imagens rápidas e subsequentes de tiroteios e explosões.
Elucidativa, a estética do Bitter Lake fala tanto quanto a narrativa ou os fatos expostos. Gênio.
Esse Adam Curtis é muito bom. Gosto muito do jeito com que as imagens de arquivo e a trilha ajudam a criar uma atmosfera para a história. E as interpretações que o filme vai construindo são muito boas também.
Dá pra entender este documentário como um estágio de amadurecimento até ser concebida a obra prima do "HyperNormalisation".
A própria montagem, como em todas as obras anteriores do Adam Curtis, corroboram com a tese central de tudo ser mais complexo do que nos apresentam, e em como essa discrepância acaba resultando desde transtornos psicológicos até convulsões sociais. Por consequência, dada a complexidade e confusão absurdos de uma guerra onde se chocam tantos interesses, tantos atores, tantas etnias distintas, como é o caso do conflito Arábia-Afeganistão-Ocidente, uma cena de quase 3 minutos de um soldado brincando com uma pomba, ou o olhar inquiridor e perdido de uma jovem afegã aprendendo sobre arte conceitual europeia, pode ser muito mais representativo desse caos violento do que imagens rápidas e subsequentes de tiroteios e explosões.
Elucidativa, a estética do Bitter Lake fala tanto quanto a narrativa ou os fatos expostos. Gênio.
link para ver o documentário no youtube (720p): https://www.youtube.com/watch?v=jXcpDO8_3qU