Drama centrado em um romance e relacionamento de uma mulher casada e um membro da resistência anti-fascista. Com o Budapest sitiada como pano de fundo de guerra da história.
Produção húngara indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro - o vencedor do ano foi o soviético Moscou não acredita em lágrimas (80); no Festival de Cinema de Berlim, mais 3 nomeações: Urso de Ouro de melhor filme, vencendo nas categorias Prêmio Interfilm - recomendação especial e Urso de Prata de melhor diretor.
Aclamado pela crítica, o filme foi escrito e dirigido por István Szabó, e a angustiante trama se passa nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial. A trama em si não é nova, mas é desenvolvida de forma inusitada e aguçada pela solidão e pela necessidade de escolher entre o amor, o medo e o egoísmo. Um exemplo perfeito de um cinema intensamente subjetivo realizado sem uma única tomada abertamente subjetiva.
A direção de Szabo dá um tom distinto e usa a luz de forma tão constante como medida do humor do casal que quase se torna uma terceira presença neste drama de dois personagens que se tornam amantes. Seu suspense político e pungência emocional se cruzam de forma absorvente, e as performances centrais são perfeitas. Excelente filme sobre medo, desconfiança, desespero, incerteza e autorrealização durante a ocupação nazista.
O assunto ocupação nazista e comunista é extremamente delicado, fato que reflete na quantidade enorme de filmes húngaros cobrindo esse tema. Coloca à superfície também a questão da fidelidade amorosa sutilmente, não julgando ambos lados. Descreve como esse contexto conturbado de guerra altera psicologicamente o protagonista, que está completamente confuso sobre o que fazer de sua vida, diz algo e logo depois contradiz. É uma aproximação diferente do contexto de guerra, adentrando mais no íntimo de cada personagem.
"Essa batalha constante contra a insegurança destrói tudo.Talvez a suspeita já esteja em meu sangue...Voltaremos a ser como nós éramos? Como vamos afastar todas as coisas terríveis que nós vimos?
O filme é bom, usa a guerra como pano de fundo como dito na sinopse, porém achei o final abrupto, o que acabou me deixando frustrado. Nota 6,0.
Produção húngara indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro - o vencedor do ano foi o soviético Moscou não acredita em lágrimas (80); no Festival de Cinema de Berlim, mais 3 nomeações: Urso de Ouro de melhor filme, vencendo nas categorias Prêmio Interfilm - recomendação especial e Urso de Prata de melhor diretor.
Aclamado pela crítica, o filme foi escrito e dirigido por István Szabó, e a angustiante trama se passa nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial. A trama em si não é nova, mas é desenvolvida de forma inusitada e aguçada pela solidão e pela necessidade de escolher entre o amor, o medo e o egoísmo. Um exemplo perfeito de um cinema intensamente subjetivo realizado sem uma única tomada abertamente subjetiva.
A direção de Szabo dá um tom distinto e usa a luz de forma tão constante como medida do humor do casal que quase se torna uma terceira presença neste drama de dois personagens que se tornam amantes. Seu suspense político e pungência emocional se cruzam de forma absorvente, e as performances centrais são perfeitas. Excelente filme sobre medo, desconfiança, desespero, incerteza e autorrealização durante a ocupação nazista.
O assunto ocupação nazista e comunista é extremamente delicado, fato que reflete na quantidade enorme de filmes húngaros cobrindo esse tema.
Coloca à superfície também a questão da fidelidade amorosa sutilmente, não julgando ambos lados. Descreve como esse contexto conturbado de guerra altera psicologicamente o protagonista, que está completamente confuso sobre o que fazer de sua vida, diz algo e logo depois contradiz.
É uma aproximação diferente do contexto de guerra, adentrando mais no íntimo de cada personagem.
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"Essa batalha constante contra a insegurança destrói tudo.Talvez a suspeita já esteja em meu sangue...Voltaremos a ser como nós éramos? Como vamos afastar todas as coisas terríveis que nós vimos?
... Felizes são aqueles que acreditam."