Uma experiência de concerto inovadora que mistura os álbuns Utopia (2017) e Fossora (2023) de Björk com VR de ponta e teatro digital. O show combina música ao vivo e tecnologia, culminando em uma mensagem ambiental da ativista Greta Thunberg.
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expectativa: clipe de all is full of love no cinema realidade: clipe de blissing me
Cornucopia é um show bem realizado e muito bonito. Gravado em Lisboa (capital da nossa querida Guiana Brasileira), reforça o apreço de Björk com os detalhes e explora um pouco de sua experimentação visual e sonora. Para os fãs, público alvo da exibição e dessa crítica, não tinha nada muito novo.
Essa impressão se estendeu ao setlist, ao meu ver um tanto cansativo. Cornucopia é baseado no álbum Utopia, conhecido pelos instrumentos de sopro e sons de animais. Através do áudio imersivo proposto por Björk, a ideia era transportar o espectador a um universo de natureza própria, com texturas e paisagens oníricas. Ainda que eu admire o objetivo, para um projeto como esse — exibido em salas de cinema mundialmente — seria bem-vinda uma seleção de músicas que explorasse mais eras da artista.
Sobre assistir a um show na telona, foi interessante e um pouco decepcionante. Atualmente, sinto que os cinemas estão sendo muito descuidados com o áudio, talvez até propositalmente para vender ingressos Plus, Deluxe e afins. Infelizmente, a tendência de piorar um serviço/produto para vender outro, conhecida como merdificação (tradução livre para enshitification), chegou até às principais redes de grandes capitais. Assisti a Cornucopia no UCI New York City Center, conhecido por abrigar algumas das melhores salas de exibição do RJ, e mal senti áudio imersivo, o que era um dos carros chefe divulgados.
No final das contas, foi apenas um show visto com boa qualidade numa tela grande. Lindo, mas nada extraordinário. Valeu a experiência, mas não recomendo.
3,5 ⭐