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Um filme poema, com prólogo, três contos e um epílogo. Não é a biografia do poeta português Manuel Maria Barbosa Du Bocage (1765-1805), mas sim uma recriação totalmente moderna de sua poesia para sempre viva e de sua vida para sempre poesia. O filme propõe visões inspiradas na vida e obra do poeta português Manoel Maria Barbosa Du Bocage, em três episódios: 1) A história da cortesã Manteigui, que se apaixona pelo poeta; 2) A história de duas amigas enganadas pelo mesmo homem, baseada num poema do autor; 3) A morte de Josino, amigo de Bocage.
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- impressionante que um filme desses tenha saido em plenos anos 90, periodo mais abandonado do cinema nacional
- me lembrou um pouco os filmes do jodorowsky
- essas poesias picantes são hilárias, ri alto
"E esquecemos do perigo pasmados na formosura."
Bocage, O Triunfo do Amor (Brasil,1997)
Com: Victor Wagner, Eugênia Melo e Castro, Francisco Farinelli, Lineu Dias.
Esse é o meu filme preferido do diretor Djalma Limongi Batista. Seu último trabalho é de 1997. Uma pena que um diretor tão inventivo tenha feito apenas três longas. Mas foram belíssimos e importantes para a nossa cinematografia.
Bocage vi pela primeira vez no cinema, ali no Anexo do Espaço Unibanco Augusta. Eu tinha 19 anos e não entendi quase nada do filme, mas as imagens impressionantes nunca saíram da minha cabeça.
Revendo depois de um tempo aí sim me apaixonei. Bocage tem Pasolini e Derek Jarman em suas veias e poros.
O cinema poético e sensorial invocando Baco e o teatro de Zé Celso.
Um filme ousado sobre vida e obra do maldito e genial poeta português, Bocage.
Acredito que poucos filmes brasileiros chegaram nessa liberdade que o diretor filmou aqui. Seu Bocage é grandioso e único, sem concessões.
Uma pena nunca ter sido relançado em DVD com cópia restaurada. Quem sabe agora. Estamos necessitados desse cinema que só Djalma Limongi Batista sabia fazer.
Um filme-ensaio-poema com uma cenografia deslumbrante que remete às reconstituições infiéis e anacrônicas de contextos históricos e coloniais, que remetem aos trabalhos de Pasolini. na trilogia da vida, de Fellini em Satyricon e também, na confluência literária e paisagística de Veredas de João Cesar Monteiro. Imbuído dessa licença poética, prefere mesclar o contexto histórico ao lendário. Nesta composição literário-paisagística que visa encenar o imaginário que povoa a mente do poeta, cada poema-cena remete a um contexto lendário e mitológico, desde cortejos que saúdam o retorno do exílio até os que representam matrimônios, rituais religiosos e o encontro com elementos da mitologia que permeia a lingua portuguesa em suas referências ibéricas e greco-latinas como a figura dos monarcas da coroa portuguesa, de Nossa Senhora da Glória e Nossa Sra. das Dores, de Algânia, a feiticeira, Sancho gordo (Dom Quixote), a esfinge, Apolo, Érato, musa da poesia, erótica e lírica e o jardim das hespérides, a alegoria da liberdade. E pra coroar tudo a trilha esquisita e envolvente de Lívio Tragtenberg.
É válido enquanto homenagem ao grande poeta libertário, Bocage. Possui um bom trabalho em termos de direção de arte, sobretudo no que se refere à composição dos figurinos (aquele dos homens-peixe, por exemplo, é bem criativo). A fotografia, no entanto, deixa muito a desejar... Aqueles diálogos paralelos em latim, são completamente desnecessários e apenas atrapalham o entendimento do roteiro. Quando ouvimos a própria voz do poeta declamando (e pondo em prática) seus versos, a coisa flui bem melhor. Em resumo, um filme bastante irregular, mas que vale enquanto tentativa de cinema autoral...
Comecei a ver este filme uma vez no Canal Brasil. Senti que ia ser difícil aguentar até o final e larguei pra lá. Resolvi então gravá-lo e assistir em FF.
No filme o poeta português Bocage chega ao Brasil e vê os locais recitando os seus poemas. O filme é pra lá de absurdo, com sereios e homens alados. Há sexo e nudez, mas sem um pingo de erotismo. Parece que estamos vendo pinturas barrocas ou renascentistas.
Os poemas são ruins de doer, mas o Poema da Porra deu pra dar umas risadas. Pelo jeito é uma cocô-produção brasileira e portuguesa com falas em português do Brasil e de Portugal e mais uma outra língua lá que eu não entendi. Os poemas também aparecem legendados. Nota 0 com louvor.