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Duração
O curta-metragem Boiúna é uma produção paraense, dirigida por Adriana de Faria, inspirada na lenda amazônica da cobra-grande. O filme foi um destaque no Festival de Gramado 2025, onde ganhou os prémios de Melhor Direção, Melhor Atriz (Naieme e Jhanyffer Santos) e Melhor Fotografia. As filmagens ocorreram em Benevides, Benfica e na Ilha do Combú.
A narrativa acompanha a jovem Mara, que é forçada a voltar para a ilha de sua mãe, Jaque, no interior do Pará. O filme aborda questões como a vulnerabilidade das mulheres amazônidas, traumas do passado e os mistérios da floresta, misturando ficção com um drama social. O curta-metragem usa a força da lenda da cobra-grande para criar uma leitura contemporânea e abordar a ancestralidade e a crítica social.
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Válido pelo clímax da floresta... Mas entendi que...
Não sei se, numa revisão, o filme tende a crescer, mas, neste primeiro contato, foi vitimado por uma impressão de esterilidade emocional, a despeito do excelente argumento e do apuro técnico das imagens e sons: gosto muito de como as personagens femininas apresentam a si mesmas como "uma geração apenas de mães" e achei linda a simbologia da cobra gigantesca, no desfecho fluvial. Porém, há algo de ensimesmado no desenvolvimento da narrativa e no desabrochar da protagonista, que contamina a própria narrativa, a despeito de este ser um tema interior ao enredo. Admiro a produção, pelos componentes elencados, mas senti que há uma trava entre projeto e execução, que impactou negativamente na minha adesão afetiva (mesmo a cena da festa, que poderia ser climática, soou desperdiçada, inclusive na execução brasileira de "Save a Prayer", da banda Duran Duran). É bonito, mas um tanto oco. Encanta alguns sentidos, ao menos... (WPC>)
Filme que se destaca tanto pelos assuntos representados quanto pela parte técnica, destaque para o som!