Assim que terminou, fiquei com uma cara de "ué? E aí?". Então, quando vim avaliar e li a sinopse, entendo se tratar de 3 microcurtas, tudo fez sentido. E, nesse contexto, compreendi a proposta de mostrar a banalidade dessas três vidas pretas, transsexuais, travestis, periféricas. Muitas vezes, queremos apenas as histórias extraordinárias, grandiosas, com plot Twists de tirar o fôlego, e esse desejo nos leva a ignorar o banal, as histórias de pessoas que estão ali, ao nosso lado, precisando de luz. Esta antologia é um holofote. Dou três estrelas e meia por causa da falta de indicação de que são três momentos distintos. Porém, em relação à representatividade, em seus diversos aspectos, cinco estrelas com louvor. "BR3" é a simplicidade que estapeia.
Filme importantíssimo e irretocável. A estética é primorosa, o cuidado com as cores, a fotografia, as locações. A discussão de fundo, transsexualidade, é somente o start do que é exibido em tela, a vida das personagens que não se reduzem a somente uma característica. Perfeito!
Acompanhamos momentos de 3 pessoas vivendo em uma comunidade. Em alguns momentos, achei as cenas desconexas, como se o cenário e a transsexualidade não fossem capazes de linkar as três. Talvez tenha sido pela aleatoriedade das situações que acompanhamos. De todo modo, o filme é muito bem dirigido, as atrizes são incríveis, as cenas belíssimas (que importante podermos admirar uma cena de sexo com uma mulher gorda e um homem trans. Representatividade muito em falta no cinema). Gostei muito de alguns movimentos de câmera, fluidos, que nos faz acompanhar os personagens (como na cena com a música de Beyoncé e das meninas pegando a moto).
Acho muito foda como o Bruno Ribeiro consegue trabalhar com a experimentação de linguagem, sempre de maneira bem imprevisível, e a forma com que cada uma das personagens retratadas se impõe. E é um filme extremamente bem dirigido, coisa que eu não esperava. Adoro o trabalho de fotografia também, inclusive nas imperfeições (como nas cenas estouradas). Mas o importante é que tpdas as personagens retratadas são únicas e o roteiro encerra cada uma de suas rápidas trajetórias com muito cuidado mesmo, primeiro com a música, depois com o vídeo de exposição e depois com a introspecção. E a imagem do local. De certa forma, é também uma ode àquele lugar. Mano, que filme bom!
Assim que terminou, fiquei com uma cara de "ué? E aí?". Então, quando vim avaliar e li a sinopse, entendo se tratar de 3 microcurtas, tudo fez sentido. E, nesse contexto, compreendi a proposta de mostrar a banalidade dessas três vidas pretas, transsexuais, travestis, periféricas. Muitas vezes, queremos apenas as histórias extraordinárias, grandiosas, com plot Twists de tirar o fôlego, e esse desejo nos leva a ignorar o banal, as histórias de pessoas que estão ali, ao nosso lado, precisando de luz. Esta antologia é um holofote. Dou três estrelas e meia por causa da falta de indicação de que são três momentos distintos. Porém, em relação à representatividade, em seus diversos aspectos, cinco estrelas com louvor. "BR3" é a simplicidade que estapeia.
Queriam chegar em algum lugar, vai se saber qual...
Filme importantíssimo e irretocável. A estética é primorosa, o cuidado com as cores, a fotografia, as locações. A discussão de fundo, transsexualidade, é somente o start do que é exibido em tela, a vida das personagens que não se reduzem a somente uma característica. Perfeito!
Acompanhamos momentos de 3 pessoas vivendo em uma comunidade. Em alguns momentos, achei as cenas desconexas, como se o cenário e a transsexualidade não fossem capazes de linkar as três. Talvez tenha sido pela aleatoriedade das situações que acompanhamos. De todo modo, o filme é muito bem dirigido, as atrizes são incríveis, as cenas belíssimas (que importante podermos admirar uma cena de sexo com uma mulher gorda e um homem trans. Representatividade muito em falta no cinema). Gostei muito de alguns movimentos de câmera, fluidos, que nos faz acompanhar os personagens (como na cena com a música de Beyoncé e das meninas pegando a moto).
Acho muito foda como o Bruno Ribeiro consegue trabalhar com a experimentação de linguagem, sempre de maneira bem imprevisível, e a forma com que cada uma das personagens retratadas se impõe. E é um filme extremamente bem dirigido, coisa que eu não esperava. Adoro o trabalho de fotografia também, inclusive nas imperfeições (como nas cenas estouradas). Mas o importante é que tpdas as personagens retratadas são únicas e o roteiro encerra cada uma de suas rápidas trajetórias com muito cuidado mesmo, primeiro com a música, depois com o vídeo de exposição e depois com a introspecção. E a imagem do local. De certa forma, é também uma ode àquele lugar. Mano, que filme bom!